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Tio Anastácio Jayme Caetano Braun |
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Entre a Ponte e o Lajeado |
Porém depois que os janeiros Foram ficando à distancia, Andou de estância em estância E foi vivendo de changa: Repontando bois de canga, Castrando com muita sorte, E em tempos de seca forte Arrastando água da sanga ... Ficou sendo um desses índios Que se encontra nos galpões E ao derredor dos fogões Fala aos moços com paciência Do que aprendeu na existência, Ao longo dos corredores, Alegrias, dissabores, Curtidos pela experiência! Tio Anastácio p'ra aqui; Tio Anastácio p'ra lá... Mandado mesmo que piá Por aquela redondeza; Nos remendos da pobreza, Entrava e passava inverno, Como um tronco, só no cerno, Pelegueando a natureza! Por isso é que nos bolichos Só se alegrava bebendo, Como se cada remendo Da velha roupa gaudéria Fosse uma sangria séria Por onde o sangue do pago Se esvaísse, trago a trago, Por ver tamanha miséria! E até parece mentira - Negro velho de valor - Morreste no corredor Como matungo sem dono; Não tendo nesse abandono Ao menos um companheiro Que te estendesse o baixeiro Para o derradeiro sono! E agora que estás vivendo Na Estância grande do Céu Engraxando algum sovéu P'ra o Patrão velho buenacho, Não te esquece aqui de baixo Onde a 'lo largo- inda existe Muito xiru velho triste Como tu, criado guacho! |
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