O Caminho da Serpente
Ano I, nº 03
 
Regeneração, Força, Ascensão e Expansão.
 
Rio de Janeiro, em 23 de Maio de 2002 e.v.
 
 
Índice:
 
01. União de Forças;
02. Não mais hipocrisia;
03. Diálogo de um Misantropo com o Deus da Guerra;
04. Não à Farsa;
05. Caminhando Só;
06. Retidão;
07. Renascer dos Deuses Imortais;
08. A Luz ante a Escuridão.
 
 
Todos os trabalhos de O Caminho da Serpente
são de autoria de Rubens Malcher Pinho (Lohengrin).
 
 
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União de Forças:
 
            Definiu-Se em Seu ideal o Jovem Deus: uma Aliança Imortal realizada entre as Forças da densa eincômoda cidade. Vidas cada vez mais coléricas os cerceavam em suas hipócritas relações humanas. Em razão disso, o Elemento elucidativo de seus caracteres primordiais, a Razão Suprema de Suas Existências, manifestou-Se...
 
            "Oh, se não é o Deus da Guerra... Oh, Irmão Deus!!! Sejas bem-vindo à Nossa Companhia!!! Tua Força Nos Inspira!!!" - disseram os Jovens Deuses Imortais.
 
            "Diga-Nos como eliminar as forças contrárias à Natureza Humana!!! Estas forças que tanto incomodam, que pervertem Nossa Visão e Ação!!!" - continuaram.
 
            Diz, então, um encolerizado Deus da Guerra: "Ensinar-Vos??? Oh, tolos Irmãos... A força Individual de cada um já Vos é suficiente!!! Apenas Unidos podeis Vós formar um Invencível Exército e eliminar toda a corja queVos incomoda!!!"
 
            Continua... "Mas, para aqueles que não querem ter Suas mãos sujas com sangue de estúpidos e limitados seres inferiores, uma vida em Misantropia e de disseminação da Boa-Nova os sustêm..."
 
            Sim... Aquelas palavras fizeram bem às Suas mentes. Era necessário detê-Las em Si para fazer prevalecer o Ideal de não mais desvirtuo. E esse Poder poderia ser manifestado de forma Una entre os Deuses Irmãos, todos agindo em nome da considerada Causa...

            Não haviam mútuas desconfianças... Partilhavam as mesmas Vontades... Suas Órbitas não conflitavam entre Si... A razão de suas mútuas e concordantes insatisfações eram plausíveis no atual estado de coisas... Uns decidem Se afastar, aceitando a Misantropia como determinantes de Suas ações. Estes mesmos Misantropos que, escrevendo, continuam a dialogar em escritos com os Despertos e não Despertos Homens e Mulheres Superiores... Os que sobem às mais altas montanhas em busca do Chamado...

            "Desejando-Se eliminar todo o Caos disseminado" - diz o Deus da Guerra - "é extremamente necessá;ria uma regra de ação em União, ou toda a Honra do Deus Invocada com a Guerra será exaurida em vão... Daí o Isolamento dos Deuses Misantropos... Evitam, assim, a ação dos estúpidos Deuses "malandros" e dos traidores em Sua esfera de ação. Portanto, Vós que abraçais a causa da Guerra: sejam Verdadeiros em Vossa Vontade, ou terão como companheiros de luta a mais suja corja: a dos ratos!"
 

 
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Não mais hipocrisia:
 
 
Vidas intensas rodeiam o Deus da Guerra,
vidas essas tomadas de Amor e Ódio.
Descobrir o que rege a vida dessa urbana selva,
em nada o interessa quando acompanhada do ócio.
 
O ócio ante o Chamado às Armas
demonstrando fraqueza de caráter ou de força:
"Não me acompanhe em tua existência ordinária,
pois uma existência sem lutas é toda ela tola."
 
"Lutai, querido Irmão!!!
Lutai, antes de tudo, por Si mesmo!!!
Se assim sempre fosse sempre feito, sem vacilação,
não estaria a viver em tolo apelo.
 
"Mas não penses que é simples libertar-Te,
a cada virada de esquina, podes ser mais uma vítima:
podes encontrar alguém que quer matar-Te;
ou que Te peça ajuda em sua vida indigna.
 
"Pena? Tolos dos que a cultivam...
Uma das fraquezas do homem está em ter dó!
Alimentar alguns mendigos em nada os facilitam,
eliminado seu extinto animal de procurar comida só.
 
"Extinto esse que quase todo homem já esqueceu
em razão da milenar crença no pecado e na salvação.
Sentimentos de culpa que não atingem o jovem Deus,
pois seu ideário Super-Humano é toda Sua Razão.
 
"Esqueceu-se de como plantar e colher,
e dos Deuses da agricultura e da fertilidade.
Deuses estes que não os impediam de crescer,
e de se tornar um Deus em Terra, como é Tua Vontade."
 
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Diálogo de um Misantropo com o Deus da Guerra:
 
O Deus da Guerra:
 
            "Isola-Te, Deus Menino, se tudo a Tua volta O incomoda. Todos que O cercam são culpados pelo seus próprios destinos e compreendo-O quando não queres abrir-lhes Tua Porta.

            "Isolando-Te, irão querer Te pedir ajuda, uma resposta para seus limitados sentimentos de culpa. Culpa essa expurgada de forma tola e inculta.

            "Acreditam em um Deus Supremo e bom e que se assim o forem aqui na Terra, irão ter garantidos para si, após a morte, vinho e pão. Eliminam todas as potencialidades humanas para que estes se alimentem de uma existência de adoração. Impondo limites e inventando farsas, isolam os pobres cordeiros atrás de cercas seladas por um grandioso Portão."
 

O Misantropo:

            Abstendo-Me de suas companhias, procurarei a Verdade junto às altas montanhas. Questionando todas as absolutas e intransigentes verdades da sociedade, diria: '(...) o que seria a atual sociedade se não uma parte de Mim mesmo? (...)' e complementaria: '(...) afastar-Me dela seria uma mera atitude de auto-preservação . (...)' Assim resolvido, logo tal prática seria posta em execução.
 
            "Não há motivos válidos o suficientes para Mim viver socialmente em tal estado de condições. Nem tampouco estou interessado em ter companhia em minhas resoluções. Duvido sempre daqueles que Me desejam salvar: podem estar muito enganados ou (orgulhosos em sua estupidez...) literalmente enganando..."
 

O Deus da Guerra:
 
            "Venha se quiseres! A Guerra já Nos é necessária! Existem outros como Ti que, mui inspirados em Tua misantropia, compreenderam a Verdade! Força absoluta contra todos os impostores e farsantes senhores da 'moral' e dos 'bons costumes'... A 'Moral' que regulava a sociedade já não mais existe. Pois sua 'Ética' praticada era a 'Ética' para sustentar um milenar embuste. E esse fato desmente todo o fabricado e hipócrita 'bom costume."
 
            "Não só isso: a quase completa efeminação e descaracterização da sociedade, que é outro fator que fora 'absorvido' pela própria e que Tu odiavas em Tua virilidade, hoje é motivo de união de forças contrárias à sua patológica e destrutiva ação, sendo esta contrária à Natureza Humana! É isso que os fortes homens devem combater: o desviar do curso Natural... Afastar-Te do animal o tornou tolo e fraco para combater todo esse mal."
 
O Misantropo:
 
            "Compreendo! As patologias necessitam ser eliminadas... Sejam quais forem! Mas que me lembre bem, os contrários eram poucos desde a última vez que vivi junto aos homens cordialmente. Os meios de comunicação somente faziam apologia disso e, o que é pior, interminavelmente!
 
            "Fazia-se apologia da patologia e depois insurgiam com os porcos discursos de 'Ética' e 'Moral'. Tudo uma farsa milenar tola e ululante da qual poucos se desprendiam e temiam: era o discurso judaico-cristão... Mentiras milenares sustentadas através da falsificação da própria História. Algo não admitido por um não partidário hipócrita da farsa criada ante a usurpação..."
 
O Deus da Guerra:
 
            "Sim, Irmão! Então venhas! Já há muitos como Ti! Não estás só em Tua Nobre Razão! Acompanha-Me! Tens a Minha Companhia e Força! E a Tua Vontade é aguardada por Teus Camaradas em apreensão!"
 
O Misantropo:
 
            "Admito ir, se todos agirem como Irmãos. Mas como a Irmandade é algo hoje inexistente para Mim, trato de Me abster dessa formidável União... Já muito esbarrei com falsos 'camaradas' e, como já dissera anteriormente, prefiro antes a Misantropia do que a decepção...
 
            "Mas contudo, daqui desejo sorte aos camaradas Guerreadores. Estes que sujarão Suas Nobres e Honrosas mãos, tendo como motivação a completa modificação da sociedade em sua atual confusão.
 
            "Não tenho sina para herói e odeio a popularidade. Prefiro, aqui, minha existência solitária, distante de toda degenerada sociedade. Mas aguardo notícias de vitórias, para que possa receber em minha casa - e feliz - , todos os Nobres e queridos Confrades..."
 
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Não à farsa!!!
 

            Farsantes o cercam, Nobre Deus, sugando-Te toda vida e inteligência em um interminável vampirismo astral. Estes vampiros que vivem dos cascões também sabem aproveitar-se do que há de melhor em termos de civilização.
 
            Não os alimente!!! Afasta-Te!!! São os da pior raça que O cercam e seus hipnotizantes poderes O "convencem" (em sugestão) de agir sempre em razão contrária à Tua Real Vontade. Tu não és um escravo e não precisas ter manipulada Tua Vontade!!!

            Não precisas deles para nada. Aliás: já era para estares afastado a muito. Estes mesmos vampiros que disseminam a mentira e a discórdia, alimentam-se do Caos propalado. A mentira é sua falsa força. Força esta que Te quer, Nobre Estrela, junto à sua cova... A úmida e fria cova de um vampiro!!!
 
            Este não é Teu destino!!! Tua força, como trilha entre a Luz e a Escuridão, em busca de completo equilíbrio, tende a esbarrar com fracos escravizados e projetos de escravizadores. Uns tolos e servidores e outros que se aproveitam dessa pré-disposição à servidão para alimentar-se. Andares muito com os últimos, e notares o quanto são também facilmente escravizáveis!!!
 
            Afaste-Te!!! Sei o quanto Tua Alma é Misantropa. O quanto odeias a humanidade como é. Nasceres para viver entre os Justos Reis... Não entre vampiros, tolos ou pseudo-escravizadores. Se Tu possuis amor próprio, afasta-Te!!!

            Trilhas entre a Luz e a Escuridão, equilibras Tua força. O Tempo é regido pelo Caos e esta é a única força que impressiona, dada suas infinitas e não completamente conhecidas possibilidades, até os mais formidáveis físicos. Por este motivo, não desperdices Teu Nobre Tempo de vivência humana com os da corja entre Ti. Já basta o Caos indomável que O rege em Tua vida mortal...

 
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Caminhando Só...
 
Ó Estrela contemplativa,
que caminhas Só e completamente altiva.
Vosso Nobre Sorriso já Vos identifica
como um solitário Deus que a muitos cativa.
 
Sei que nada procuras
a não ser a busca por humanas aventuras.
Estas que o divertem em suas culpas,
culpabilidade em que a escravização resulta.
 
Sei também que não os pretende salvar
pois os vampirizáveis vêm a vos falar
e se afastam quando a Verdade os faz calar.
 
Procuram "salvação" para suas limitadas vidas
algo que Tu não ofereces, pois não vampirizas.
Pobres tolos com a Real Liberdade perdida!!!
 
Procuras por Justos Reis que Contigo lutarão,
em um verdadeiro ideal de Alto-Libertação.
Estes mesmos Reis que não são partidários da ludibriação.
 
Sendo livre, és um completo ser no mundo.
Teu olhar e Tuas palavras já vos dizem tudo,
e vêm em Tua procura em busca de Teus conhecimentos profundos.
 
Se não fores egoísta, dissemine um pouco de Teus conhecimentos,
pode ser que entre os mortais encontres um Rei sedento.
Sedento por também libertar-Se, em busca de alento,
e como o fará bem Teu Nobre provento...
 
 
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Retidão:
 
O guia do cego é a bengala,
e esta não é Vossa inútil farda!!!
 
Fortes: lutai como Irmãos
e serão dignos de uma futura e honrosa menção!!!
 
Seus filhos irão se orgulhar de Vossa Força.
Força essa incompatível com a de uma "moça..."
 
E Vossas mulheres??? Ah!!! Estas serão as mais belas
entre as Amantes dos Senhores da Virilidade e da Guerra!!!
 
Lutai de forma Incisiva
com retidão e a custo
de Vossa própria Vida!!!
 
Siga em busca do Ideal Nobre,
pois com Teus Irmãos
serás Um mais Forte.
 
Siga, Nobre Irmão!!! Caminhe!!!
Pois Sabes que em Tua fabulosa estrada
só o forte sobrevive!!!
 
Não titubeies ou fracassarás!!!
Teria sido melhor ter permanecido
em Sua Torre a ter vindo se 'aventurar.'
 
Seria em torno destas últimas palavras
que a beira de Tua estrada
aos fracos e incautos iria margear...
 
 
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Renascer dos Deuses Imortais:
 
Sieg Heil, Irmãos da Guerra!!!
Como vão em Vossa luta
pela completa regeneração Ética???
 
O sucesso é Vossa única prova
das fabulosas conquistas obtidas
contra toda degeneração imposta
por uma sociedade corrompida!!!
 
Destruam os fracos adoradores da "misericórdia,
estes que sustentam toda a falsa Ética,
e que são dominados pela farsa milenar da hipócrita concórdia...
 
Não somente os escravos dominados,
também os que se deixam dominar...
Todos em sua expiação de culpa devem ser eliminados,
não sendo admitido até mesmo procriar!!!
 
Esta não sendo a única questão,
também eliminem toda patologia da efeminação!!!
Pois necessitamos de Deuses da Guerra e da viril ação!!!
 
O cosmopolismo a Vós incomodas,
também a Mim e muitos outros.
Desaprendeu-Se a plantar e colher da própria horta,
e todos vivem nas grandes cidades, como os é imposto.
 
Não sendo necessário muito esforço,
planta-Se e colhe-Se o próprio alimento,
este que é necessário ao Teu próprio sustento...
 
Força, Irmãos!!! Força e completa União!!!
Hajam como os Superiores que são,
e terão junto a Si toda uma regenerada Nação!!!
 
 
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A Luz ante a Escuridão:
Durante a batalha...
 
Não há diferença entre a Luz e a Escuridão,
já vos dizia o Deus Immortal...
Toda distinção gera uma estúpida divisão,
eliminada com a disseminação do Caos...
 
O Misantropo:
 
"Caos, ó querido Caos! Acordai!
Tua presença é a Nós bem-vinda,
e Nos serve para eliminar toda farsa do Sinai
juntamente com a usurpação semita.
 
"Esta que se apropria dos Deuses Ocidentais!
E ante o ilimitado criar da observação da Natureza,
tendo no zoroastrismo suas influências iniciais,
ficam limitados ante a farsa de dois reinos de incertezas.
 
"Culpabilidade! Bem e mal, criações falsas e monolíticas.
Farsas criadas em um suplantar do instinto humano,
impondo-lhe limites ante a criação que é prolífica.
Criação esta passível de todos, mas que aos fracos causa espanto!"
 
O Caos:
 
"Pobres mortais! Tão limitados em Vossa existência humana...
Não sabem o quanto é fabuloso o que de entre a Terra e as Estrelas
pode ser manuseado, resultando em prática que o Todo emana!
Continuem com culpa e vejam como se extingue Vossa Beleza!
 
"Mas não estou aqui para 'salvar' ninguém!
Nem tampouco para convencê-Los de algo!
Todas as minhas palavras deveriam ser acompanhadas de um porém
pois não necessito nem um pouco de Vosso respaldo."
 
O Misantropo:
 
"Embora como Irmãos alguns de Nós lutem,
sabemos que Nosso Puro Sentimento Individual não Nos iludem...
Fracos a Nossa volta a todo momento insurgem
e ante mesmo Nossa Força e União, se afastam ou se diluem.
 
"Sabemos que o Individual não deve interferir no coletivo
e que esse coletivo deva preservar o Individual.
Não gosto que se intrometam em Meu privativo,
pois esta ação, Nobre Caos, considero um mal do social."
 
O Caos:
 
"Tua força não precisa ser mais provada
ante a estupidez que dos tolos é emanada.
Lute sim, em união aos verdadeiros camaradas,
e veja toda a farsa completamente calada!
 
"Farsa, mentirosa farsa, que aos fracos escraviza!
Quão boa é a lenda do Diabo,
para as finanças da Igreja enriquecida!
 
"Tolos Irmãos, escutai!
Ante o sentimento de culpa e de distinção do bem e do mal,
toda Vossa Caótica e necessária Força se esvai!
 
"Ante a Escuridão, a Luz é um simples e dispensável farol.
Que pode ser eliminada com a Luz Natural de um Sol."
 
 
 
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