MacGyver nos salvou
da bomba atômica
valendo-se apenas
de uma singela
tampa azul.
Com o resto da caneta
o poeta nos salvará de MacGyver.
Sonhamos um estilhaço
certeiro e fatal
oriundo do destroçado
pulso do mundo.
O bater botas que
nos livre dessa maldita
caverna (aonde afirmo a um
ignorante não passar
de sombra não chegar aos
pés do ladrãozinho de
Keystone Kapers esse
assassino tridimensional que
diminui velhinhas indefesas nesse
descontrole de tantos botões).
MacGyver salva, condenando-nos
(a viver o presente
insuportável que é o mundo
para nós : os
saudosistas ).
Seus milagres fora de hora (feito
o de transformar goma
de mascar em cama
elástica para a tristeza de nossos
eternamente fracassados ex
suicidas )
adiam nosso sonho de fechar
os olhos para tudo que não
seja Madonna elogiando a
loucura entre tantos
rebolados, clichês e
crucifixos.
Maldito MacGyver !
O seu nosso dia
chegará !
Nós, os pirulitos com hélices
retornaremos ao pó (tão
doce tão
infantil)
ao som de Cindy Lauper de
carona com o E.T que
sempre foram eles e
fomos sempre nós.