O mesmo João

        Andar nas nuvens 
        perder o chão.
        Trocar a vaca magra
        por um pé-de-feijão.
        Tem ouro dando canja,
        um castelo acima.
        O gigante acorda
        sob o som da rima.
 
        Sou como todos
        o mesmo João,
        o tópico utópico
        de toda noção.
 
        Sou como todos
        o mesmo João,
        hipotético e patético,
        luz de imaginação.
  
        Mal te vi lá de cima,
        tudo ficou pequeno.
        Ontem peguei
        uma gripe, um sereno,
        uma galinha gorda
        de ovo amarelo.
        Aí bati a asa,
        aí bati o martelo.
 
 
 

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