Chico, antes de dissolver
a minha banda de garagem,
cremou o cemitério que
sempe fora meu armário e
apresentou-me pessoas, das quais, Bethânia,
não cheguei a gostar;
Gil e Gal, de bate pronto;
Veloso, com o tempo.
O contra-baixo ordenava
o espancar do baterista
e minha guitarra gemia
a dor de sábados que
não existem mais.
Mágico que é, Chico
fez do estúdio, mero quarto;
da guitarra vermelha, violão;
do amplificador, bolachas antigas;
do zero de redação, seis e meio, oito;
do " silêncio" da boca do vizinho,
silêncio da boca do vizinho.
O assado se fez assim,
quando Chico entrou em minha casa.
O lírico onírico bateu em mim
e o passado sumiu de asa.