Livro - O Alienista
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O Alienista
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Bibliografia
ASSIS, Machado de. 1839 - 1908 . O Alienista , S�o Paulo - SP, Editora: �tica S.A - 1992, 48 p�ginas.
A ortografia deste texto encontra-se atualizada com o sistema ortogr�fico vigente que foi estabelicido pelo Acordo de 1943 e sofreu as altera��es das lei n� 5765, de 1971. Os erros tipogr�ficos evidentes foram corrigidos.
O Alienista, publicado entre outubro de 1881 e mar�o de 1882, faz parte, desde 1882 do volume Pap�is avulsos. � dos mais bem realizados dos seus contos pela justeza com que funde tema e linguagem, fazendo com que essa retrate com clareza o mundo pertubado de Itagua�. O problema da loucura, centro tem�tico do conto, foi preocupa��o constante de Machado de Assis. Basta lembrar Quincas borba (1891) e Mem�rias P�stumas de Br�s Cubas (1881), cujas personagens se desviam dum padr�o de conduta tido como �ndice de normalidade da criatura humana. N'O Alienista � exatamente a procura dessa norma que constitui o objetivo da personagem central, devorada pelas distcut�veis verdades de sua ci�ncia, palavra m�gica que causa temor e admira��o. Atrav�s de um processo que interferem ir�nia e s�tira, Sim�o Bacamarte assume as fun��es que est�o na id�ia de Ci�ncia, o que permite o autor p�r a descoberto os dois lados do problema: 1) a vis�o popular e seus preconceito em face da Ci�ncia, misto de respeito e medo do homem recolhido aos estudos e fechado em si; 2) a deforma��o desse homem que toma como verdade os pressupostos da ci�ncia e comete em seu nome equ�vocos sucessivos, sem dar pelo absurdo suas petens�es.
N�o existia, h� muito, no mercado. O autor aceitou o conselho de confiar a reimpress�o ao editor dos outros livros seus. N�o lhe alterou nada; apenas emendou erros tipogr�ficos, fez corre��o de ortografia e eliminou cerca de 15 linha. Vai como saiu em 1874.
- Cap�tulo 1 - De como Itagua� ganhou uma casa de Orates
Dr. Sim�o Bacamarte, 34 anos, retorna ao Brasil depois de se formar e morar na Europa. Era m�dico reconhecido, n�o louco. Ele se dedica a ci�ncia e a pesquisa. Ele se casa aos 40 anos com a D. Evarista Costa e Mascarenhas, ela 25 anos, n�o bonita e nem simp�tica, vi�va. Ele se casou com ela pois achou que ela seria uma boa parideira, mas n�o era. Tempos depois fala com o prefeito para arrumar uma casa que era dita de louca, pois a cidade era de loucos. Ele consegue reformar a casa, onde tamb�m gostaria de continuar seus estidos.
- Cap�tulo 2 - Torrentes de Loucos
Era casa verde, como se chama A casa dos loucos. Sr. Soares ,um botic�rio, ajudava o Dr. Sim�o. Dr. Sim�o dividia pelo o grau de loucura, pelo o tipo de loucura...etc, e assim ele levava a Casa Verde. Dr. Sim�o conta no livro alguma loucuras de alguns pacientes, que j� estava cheia em 3 meses de funcionamento. Tinha tamb�m o padre Lopes, que condenava este tipo de atitude do Dr. Sim�o que estava gostando desse tipo de estudo.
- Cap�tulo 3 - Deus sabe o que faz
D. Evarista estava insatisfeita com seu casamento, visto que seu marido s� tinha olhos para a pesquisa. Ele ent�o lhe deu uma passagem, em viagem, para o Rio de Janeiro. Mas ele n�o iria com ela. A sua tia iria, mulher do botic�rio. Bacamarte n�o se sentiu nem um pouco triste, parecia dar adeus.
- Cap�tulo 4 - Uma teoria nova
Bacamarte manda chamar o botic�rio ao seu escrit�rio, devido ele Ter achado uma f�rmula para a atual loucura para o pessoal que morava na casa verde.
- Cap�tulo 5 - O Terror
Costa era um cidad�o mais estimado de Itagua�, mas ele era rico e ficou pobre em pouco tempo, (hist�rias boas de pessoas que formam para Casa Verde). D. Evarista volta do Rio de Janeiro, pelos olhares de Bacamarte ela voltou mais linda. Dr. Bacamarte come�ou a ter ci�mes dela e come�ou a mandar para a Casa Verde quase todos os homens que davam em cima dela.
- Cap�tulo 6 - A rebeli�o
O povo de Itagua� agora, juntamente com o barbeiro, levou ate a c�mara da cidade assinaturas, queria acabar com a casa verde. Sebasti�o Freitas era o vereador da cidade. Fizeram at� uma revolta que se chama Canjica. Queriam a morte de Dr. Bacamarte. Ele at� fez um discurso em um palanque, dizendo que estava fazendo isso em prol da humanidade, ci�ncia, era para o bem de todos.
- Cap�tulo 7 - O inesperado
A noticia que estavam tentando acabar com a Casa Verde saiu at� nos jornais. O desmoronamento da Casa Verde estava chegando perto...
- Cap�tulo 8 - As Injusti�as do Botic�rio
O barbeiro foi at� a casa do alienista, pensava o botic�rio que o alienista iria prender o barbeiro.
- Cap�tulo 9 - Dois lindos casos
O barbeiro vinha em nome do governo e que aqueles loucos ali estavam em mais perfeitos ju�zo e queria que os libertassem. Morreu tamb�m cerca de 11 pessoas no conflito que houvesse e 25 feridos.
- Cap�tulo 10 - A Restaura��o
O alienista coloca 50 aclamadores do governo na casa verde. Todos acham que ele estava maluco. Iria ter um baile na c�mara municipal e D. Evarista esta perguntando a Dr. Bacamarte, seu marido, que colar deveria colocar.
- Cap�tulo 11 - O assombro de Itagua�
Sim�o iria colocar todos para fora da Casa Verde, eram 4/5 da popula��o. Iriam participar da festa municipal.
- Cap�tulo 12 - O final do � 4�
Era vetado agora na c�mara os cr�ditos para quem iria para casa verde. O que fez anos antes at� o dia de hoje.
- Cap�tulo 13 - Plus Ultra!
Sim�o Bacamarte dividiu os loucos por classe, segundo a perfei��o moral de cada um. No fim do 5 meses e meio, estava vazia a casa verde, todos curados! Agora o alienista ficava radiante em ver o �ltimo a sair. No outro dia estava a pensar numa biblioteca encostado a uma janela, o tipo de estudo que desempenhou ali. No final pensou ele, n�o existiam loucos em Itagua�. Ele concluiu que o viria maluco na cidade era ele, de t�o modesto se trancou na casa verde e 16 meses depois veio falecer, efetuou-se o enterro com muita roupa e pompa e rara solenidade.
Vale apena ler este livro � um dos Pap�is Avulsos de Machado de Assis... :)