Aluviá.

Corresponde ao orixá Exú.

EXU ( "esfera" )

   A palavra EXU em iorubá significa "ESFERA", aquilo que é infinito, que não tem começo nem fim. Exu, serve como intermediário entre os Orixás e nós, homens. É a força da criação,  é  o princípio   de tudo, o   nascimento, o  equilíbrio  negativo   do Universo, o que não quer dizer coisa ruim. Exu é a célula da criação da vida, aquele que gera o infinito, infinitas vezes. É o primeiro passo em tudo. Está presente,  mais que em tudo e todos, na concepção global da existência. É a  capacidade dinâmica de tudo que tem vida.   Principalmente  dos  seres  humanos, que    carregam em seu plexo  este  elemento dinâmico denominado Exu.    No candomblé é chamado Bára, ou seja, "no corpo", preso a ele. É  a abertura  de todos  os  caminhos  e a saída de todos os problemas.  Aquele   que ludibria, engana, confunde; mas, também ajuda, dá caminhos, soluciona.

  Seu símbolo não é o tridente associado ao diabo, mas sete ferros voltados para cima representando os sete caminhos do homem, os sete chacras (pontos de captação, distribuição e armazenamento de energia), as sete cores, as sete auras.

   É o mais humano dos orixás, sendo uma divindade de fácil relacionamento. Sua função de contato entre o homem e os demais orixás  faz   com  que  supere o  real, e atinja  o mágico. São os orixás que respondem no jogo de búzios, mas é Exu que traduz a resposta.

   Não é dele a responsabilidade de decidir o que é certo ou errado; apenas realiza a tarefa para a qual foi invocado. Teria mesmo papel que o deus Mercúrio na mitologia grega.

   Para se Ter uma noção do comportamento e da regência paradoxal de Exu, cito um de seus Orikís (versos sagrados), que diz: "Exu matou um pássaro ontem, com a pedra que jogou hoje!"

KISIKARANGOMBE MARIO DE SOBÔ (APONGE)

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