| A Lenda dos Quatro Mechguerreiros do Apocalipse |
| O n�vel de adrenalina come�a a subir em n�s quando algu�m pergunta: "Vamos jogar Battletech?". Sim. Apesar de sermos quase trint�es ainda mexe em n�s esse bichinho. Quando arranjamos um tempo, juntamo-nos para jogar e relembrar esses tempos �ureos. Creio que, sobretudo, � uma misto de nostalgia, da amizade e mesmo de identidade que nos faz voltar com redobrada vontade, ao comando de uma lan�a de battlemechs, tentando espraiar toda a nossa estrat�gia no terreno de jogo. Estarei a ser um pouco presun�oso se afirmar que foi com base neste n�cleo de quatro pessoas que sobreviveu durante mais tempo o melhor grupo de amigos que algu�m poder� ter. De facto, as raparigas do grupo ainda t�m uma certa avers�o � palavra "battletech", mas creio que at� certo ponto est�o de acordo comigo. A nossa entrada na universidade separou-nos a quase todos e se n�o fosse a nossa "doen�a" por este jogo a nossa hist�ria seria bem diferente. E assim a lenda dos Quatro come�ou e se ir� prolongar, enquanto a nossa mem�ria desses tempos n�o se apagar. Quatro s�o os Cavaleiros do Apocalipse e, tal como n�s o fiz�mos no long�nquo grupo estelar de Jacob, eles tamb�m arrasaram, destru�ram e massacraram. Pelo nosso modo de jogar, adopt�mos os seus nomes, e assim: A FOME (Z�-T�), A PESTE (Nuno), A GUERRA (Jorge) E A MORTE (Amilcar) formam a lenda dos:: OS QUATRO MECHGUERREIROS DO APOCALIPSE |
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| Ningu�m imaginaria que quatro pessoas com personalidades t�o diferentes viesse a encetar uma amizade que se ir� certamente prolongar pela eternidade. |
| Durante 3 ou 4 anos, eu, o Amilcar, o Z�-T� e o Jorge confront�mo-nos em batalhas de propor��es �picas nos tabuleiros de jogo do Battletech. Muitas hist�rias surgiram da�: aventuras e desventuras, alian�as ef�meras e outras secretamente eternas. Lendas foram criadas, de mechs que constru�amos e de guerreiros que os pilotavam. A pouco e pouco, fomos criando tamb�m uma hist�ria nossa, como a que serve de backround para o jogo. Invent�mos nomes para o nosso ex�rcito e hist�rias que justificassem a sua exist�ncia. |
| Compr�mos um comp�ndio ao jogo: o Citytech, e para al�m dos quatro mechs iniciais (a lan�a) pass�mos a usar tamb�m infantaria e tanques. Com o evoluir das tecnologias da informa��o, descobrimos e us�mos novas regras e novas armas, e o jogo foi-se complexando, mas o interesse e as hist�rias iam aumentando... at� que tudo acabou. N�o acabou totalmente, porque apesar da nossa vida come�ar a tomar rumos diferentes e cada um de n�s ter outros e novos interesses, para sempre ficou guardado na nossa mem�ria aqueles momentos de vit�rias arrancadas a ferros contra as fatais leis das probabilidades e das derrotas esmagadoras impostas pelas mesmas. |
| Mas... o que faz com que uns matul�es se juntem para jogar um jogo de crian�as? O n�vel de adrenalina come�a a subir em n�s quando algu�m pergunta: "Vamos jogar Battletech?". Sim. Apesar de sermos quase trint�es ainda mexe em n�s esse bichinho. Quando arranjamos um tempo, juntamo-nos para jogar e relembrar esses tempos �ureos. Creio que, sobretudo, � uma misto de nostalgia, da amizade e mesmo de identidade que nos faz voltar com redobrada vontade, ao comando de uma lan�a de battlemechs, tentando espraiar toda a nossa estrat�gia no terreno de jogo. Mas... o que faz com que uns matul�es se juntem para jogar um jogo de crian�as? |