A Mãe. 
Estas duas pessoas dispensam quaisquer palavras.
Foram os grandes heróis da minha vida e, embora já desaparecidos do mundo dos vivos, a sua memória perdurará até que a morte nos junte. O Pai. 
Estas duas pessoas dispensam quaisquer palavras.
Foram os grandes heróis da minha vida e, embora já desaparecidos do mundo dos vivos, a sua memória perdurará até que a morte nos junte. Muito novo cursou direito.Passou por muito. Fizeram-lhe muito mal, mas ele foi sempre superior e sempre os conseguiu vencer.Foi grande em tudo e continua a sê-lo.A lucidez continuou em alta e só a saúde,lhe começou a fugir.Está na galeria dos meus heróis. Porque o considero a maior personalidade política que o século vinte teve.
Morreu da pior maneira que se pode morrer.Morreu vendo-se definhar e com a lucidez de saber o que lhe estava a acontecer.Foi sempre o contra-poder e criticado por muitos dos que agora,cinicamente,lhe prestam homenagens.Esteve sempre do lado dos que tinham razões para protestar contra o poder instituído.Se há quem consiga viver para além da morte,Zeca é um deles,ganhando a  imortalidade com as suas palavras e as suas músicas. Maior atleta portuguesa de todos os tempos.Desafiou,no início,as regras da federação,quando a proibiam de correr junto com os homens e quando as mulheres não podiam correr longas distâncias.Corria para ganhar e raramente não o fez.Maratonas para ela?...É como dizer: eu vou ali e já venho.Enorme categoria,imensa simplicidade e modéstia.Se as pessoas se medissem ao tamanho e ao peso,Rosinha nunca teria sido ninguém.No entanto,as pessoas medem-se pelo querer e nisso ela foi a MAIOR. Sérgio Vieira de Mello era a última pessoa que se pensaria poder morrer de atentado.Discretamente,foi na última década a pessoa mais importante deste planeta.Sereno,simpático,sempre com um sorriso para quem dele necessitasse,sempre com uma palavra atenciosa.Morreu a tentar remediar todo o mal que outros fizeram, quando acicataram fundamentalismos cegos.SVM,é daquelas pessoas  que nunca morre.A memória dos amantes da Paz não deixará morrer este homem Grande que, apesar de tudo,não ganhou nenhum Prémio Nobel. Nkosi Johnson foi o símbolo da luta contra a SIDA;daqueles que não têm culpa.Pagou pelos erros de outros nascendo seropositivo.Lutou 12 anos.Lutou toda a sua curta vida,contra um mal que ainda há quem queira fazer querer que não existe.Não tinha culpa mas pagou.Pagou com o seu maior bem: a vida.O mais triste,é sabermos que se trocássemos o dinheiro que custa uma só ogiva nuclear por medicamentos e investigação,poderiam operar-se milagres.Mas as ogivas parecem ser mais importantes que milhões de vidas. Mandela foi preso,supostamente para toda a vida,mas a força natural deste homem,mesmo estando isolado do mundo,mobilizou durante todo o tempo a opinião no interior do “seu” pais e em todo o mundo.Até os senhores “todo poderosos” da fórmula I se renderam à evidência e cancelaram a realização do Grande Prémio da África do Sul,até que a segregação racial terminasse.Lembro-me de ter estado em frente à TV para o ver sair da prisão,em directo,e me comover por,finalmente,a vitória deste Homem se ter concretizado. É,por assim dizer,o Pai da nacionalidade Timorense.Lutou,com armas e palavras,contra a tirania indonésia e renegados do seu Timor.O tempo mostrou de que lado estava a razão.No fundo,o único senão,reside no facto de as U.N.,tão “justiceiras” em certos casos,continuam a deixar sem julgamento,em liberdade,criminosos de guerra.Se fosse uma Yugoslávia ou parecida,já estaria a ser resolvido,mas como era uma ditadura autoritária e aliada dos “donos” das UN ,tudo continua e tudo ficará sem julgamento,sem culpados. Com ele aprendi a apreciar esta música “verdadeira”.A ele devo,o ter “aprendido” a gostar de música improvisada,perceber os seus compassos,entender o “swing”,com os melhores intérpretes mundiais,(recordando o Pavilhão do Dramático,o Parque de Palmela,etc).A eles se devem óptimos programas de rádio e de televisão.(Cinco minutos de Jazz,Abandajazz,Jazzofone,Sax Azul,etc.).Fui ouvindo,fui vendo e escutando-os a falar,“ouvendo-os”(palavra de Jazzé Duarte),fui aprendendo a lidar com esta coisa maravilhosa. Com ele aprendi a apreciar esta música “verdadeira”.A ele devo,o ter “aprendido” a gostar de música improvisada,perceber os seus compassos,entender o “swing”,com os melhores intérpretes mundiais,(recordando o Pavilhão do Dramático,o Parque de Palmela,etc).A eles se devem óptimos programas de rádio e de televisão.(Cinco minutos de Jazz,Abandajazz,Jazzofone,Sax Azul,etc.).Fui ouvindo,fui vendo e escutando-os a falar,“ouvendo-os”(palavra de Jazzé Duarte),fui aprendendo a lidar com esta coisa maravilhosa. M.Lurdes Mutola fala português.Uns anos atrás seria portuguesas.O que não me parece tão óbvio é que,se assim continuasse,conseguisse obter os feitos que obteve até aqui.Maria é uma força da natureza que,embora vivendo fora do seu país,nunca trocou de nacionalidade.Outros,conheço,que mal saíram dos seus países, optaram por trocar de nacionalidade,simplesmente,com as promessas de melhorias nas suas carreiras desportivas.Pelos resultados desportivos e pelo amor ao seu país,a coloco no meu “Quadro de Honra”. Teve a  coragem de denunciar o desaparecimento,os assassinatos e os raptos de crianças para as redes de tráfico de órgãos humanos em Moçambique.Primeiro,as autoridades negaram o tráfico,o desaparecimento e morte de crianças,depois alegaram desconhecimento e,apesar das ameaças à sua própria vida,nada fizeram para a proteger,nem para saber o que esta mulher “sabia”.Esta mulher foi “obrigada” a sair do país.Por toda a coragem que teve,ao enfrentar,tudo,sozinha,lhe coloco aqui uma Estrela

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