PROJETO CRÔNICAS - " Transformando Fatos Banais em Literatura"

Nome da escola: Escola de Ensino Fundamental e Médio "Rio Branco"
Endereço: Rua Rafael Vaz e Silva Nº1250 Bairro: Nossa Senhora das Graças
CEP: 78915-650
Telefone: (69)224 5936
Estado: Rondônia Município: Porto Velho
Regional: SEDUC/CENTRO
E-mail: [email protected]

Professora: Vânia Saraiva – professora de língua portuguesa
Caracterização da escola:
Número total de alunos: 2.496
Número de alunos de ensino médio: 1.721
Turnos oferecidos para o ensino médio: 2º e 3º
Número de classes de ensino médio: 44
Número de professores de ensino médio: 75
Quantos professores têm vínculo efetivo com o estado? 60
Desde quando o ensino médio funciona na escola? 1978

Apresentação do Projeto:

O livro Crônicas: transformação de fatos banais em literatura, é um projeto que foi realizado com os alunos do segundo ano do ensino médio da escola pública estadual Rio Branco. Teve como objetivo a elaboração de um livro que abordasse a realidade juvenil e ajudasse na reflexão sobre a vivência na sociedade, aproveitando a questão para introduzir o estudo sobre crônicas e fazer com que os alunos produzissem textos.
A partir de uma discussão sobre a vivência e os conflitos na adolescência, e de fatos banais que fazem parte da vida de cada um, a professora de português Vânia Saraiva refletiu sobre a necessidade de contribuir com o aprendizado do aluno levando-o a aprender a conviver, um dos pilares filosóficos da educação estabelecido pela Unesco.

Caracterização da experiência:

Crônicas: transformação de fatos banais em literatura

O projeto surgiu depois de uma participação expressiva de uma aluna em um concurso. A crônica da aluna foi premiada e levada para sala de aula para discussão, o que despertou o interesse dos jovens para também escrever. Simultaneamente acontecia o período de Copa do Mundo e na televisão o jornalista Pedro Bial chamava atenção dos jovens para as crônicas esportivas, o que também contribuiu para que fosse pensado um trabalho similar em sala de aula. Unindo os fatos percebeu-se a necessidade de orientar os alunos na construção de sua autonomia intelectual, utilizando o contexto apresentado.
O assunto foi discutido em sala e os alunos aceitaram o convite para escrever um livro, a partir daí a professora começou a pensar a elaboração do projeto, em parceria com a coordenação do laboratório de informática. O primeiro passo foi colocar as idéias no papel e definir qual o objetivo do professor em relação ao aluno. A idéia foi contextualizar o assunto dado em sala de aula, de forma que o jovem consiga atingir o prescrito nos Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Médio na página 145, onde diz: considerar a Língua Portuguesa como fonte de legitimação de acordos e condutas sociais e como representação simbólica de experiências humanas manisfestas na forma de sentir, pensar e agir na vida social.
Depois foi fazer com que os alunos conhecessem mais estilos de crônicas, atentando para a variedade de autores e os conteúdos abordados nos textos. Foi realizado aulas expositivas para debater sobre os conteúdos lidos, e o momento propiciava a discussão sobre como escrever uma crônica. As aulas passaram rapidamente para prática onde os alunos escreviam baseados em fatos corriqueiros, que fazem parte do dia-a-dia deles. A experiência foi trazida para o laboratório de informática onde os alunos pesquisavam assuntos variados para aprofundarem o conhecimento vulgar e terem mais argumentos ao escreverem. Após as pesquisas feitas e os textos digitados, chegou a ora de viabilizar o livro. Antes o que seria apenas uma digitação virou uma verdadeira batalha para solucionar um problema: como editar um livro? Os alunos passaram a entender como se dá o processo de publicação de um livro, atentaram apara o espaço que é concedido ao autor e que há um limite para que se tenha um objeto que se deseja compartilhar com outros. Agora não mais era somente escrever e colocar sua imaginação no papel, mas a preocupação com quem vai ler e a descoberta de que não se escreve para si, mas para o desconhecido. Depois passamos a fase do trabalho em grupo, não mais era necessário que todos fizessem a mesma coisa, mas que houvesse uma divisão em grupo para ser organizado a confecção do livro e o seu lançamento. Hora de dividir os meninos por habilidade e competência, eles se organizaram fazendo os grupos do coquetel, da diagramação, da busca de patrocínio, da assessoria de imprensa, da recepção, do cerimonial, e o que era aula de 1 hora virou hora incontáveis de meninos que percorriam a escola em busca de realizar o lançamento do livro.
O trabalho foi registrado em fichas de avaliação, que tinha quesitos como oralidade, participação, assiduidade, desenvoltura na escrita, no comportamento, mudanças atitudinais, espontaneidade entre outros. O tempo de duração foi um bimestre para fazer os textos e outro para confeccionar e publicar.

RELAÇÃO DA EXPERIÊNCIA COM O PROJETO PEDAGÓGICO DA ESCOLA:

Essa experiência atendeu a proposta de integração com a comunidade, pois os alunos ultrapassaram os limites da escola;
A contextualização dos conteúdos;
Contribui na construção da autonomia intelectual do aluno;
Despertou para o futuro profissional;

PARTICIPANTES DA EXPERIÊNCIAS:

O projeto envolveu 120 alunos dos 2ºs anos e os professores das disciplinas de língua portuguesa, filosofia e arte, e também a coordenação do laboratório de informática. A equipe administrativa e pedagógica contribui qualitativamente ao permitir o desenvolvimento da atividade na escola, embasados na LDB 9394/96 e nas diretrizes dos Parâmetros Curriculares Nacionais para o ensino médio. A ação em conjunto viabilizou a prática de gestores escolares que vem sendo estudada e aplicada na escola rumo a educação que tem como prioridade a construção da cidadania, tornando o aluno sujeito no processo de ensino-aprendizagem.

COMPETÊNCIAS:

LÍNGUA PORTUGUESA –

Considerar a Língua Portuguesa como fonte de legitimação de acordos e condutos sociais e como representação simbólica de experiências humanas manifestas nas formas de sentir, pensar e agir na vida social.

FILOSOFIA –

Elaborar por escrito o que foi apropriado de modo reflexivo

ARTES –

Fruir, estudar e analisar as produções em artes visuais produzidas pelas novas mídias (vídeo, home page, cd rom), integrando-as às comunicações artes-visuais

CONHECIMENTOS E CONCEITOS TRABALHADOS NO DESENVOLVIMENTO DAS COMPETÊNCIA:

LÍNGUA PORTUGUESA – Leitura e escrita como forma de comunicação, interpretação de gêneros textuais e outras formas de comunicação cotidiana.

FILOSOFIA –estudo do ser, estudo da realidade, ética e cidadania,

ARTES – trabalhos artísticos, em informática e pinturas em folhetos, integrando as artes audiovisual.

METODOLOGIA E PROCEDIMENTOS UTILIZADOS NO DESENVOLVIMENTO DAS COMPETÊNCIAS:

O resultado do trabalho foi apresentado durante um coquetel de lançamento aberto ao público, onde os alunos leram algumas crônicas e autografaram os livros. A divulgação foi feita nos meios de comunicação e os livros serão utilizados na escola para desenvolvimentos de outras atividades pedagógicas.

INDICADORES E AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM
- Os alunos passaram a participar como sujeitos no processo de ensino -aprendizagem;
- Maior integração do aluno com o ambieente escolar;
- A relação professor/aluno ganhou um ccaráter de cooperação e integração;
- Melhoria no desempenho escolar, conseeguindo desenvolver competências e habilidades previstas no PCNEM como a construção de idéias críticas e a formação do senso de responsabilidade e participação.
- Houve o despertar para novos valores em relação aos conhecimentos que foram contextualizados, bem como a conscientização do aluno sobre sua importância no processo social, político, cultural e econômico do país.
- Os professores passaram a refletir soobre sua postura frente ao novo ensino médio, causando a mobilização do corpo docente em busca de interação, capacitação em ensino por projetos e desenvolvimento de um novo projeto pedagógico para a escola.
- Elevação da auto- estima do aluno; - Redução na taxa de evasão e de repetêência.

DESENVOLVIMENTO DA EXPERIÊNCIA

 DIVULGAÇÃO E CONTINUIDADE

O trabalho foi divulgado nos meios de comunicação. Também aconteceu um lançamento durante vernissagem da artista plástica Rita de Queiroz, na casa de cultura do Estado de Rondônia. O projeto será incorporado a um outro projeto de aprendizagem da escola denominado "Oficina de Vídeo" onde os alunos dramatizarão das crônicas.

 DIFICULDADE ENFRENTADAS NO DESENVOLVIMENTO DO TRABALHO E SOLUÇÕES ENCONTRADAS:

A questão material esteve presa a confecção do livro: não poderia ser impresso no laboratório por causa dos gastos com tinta, papel e equipamento adequado e ao ser levado para a gráfica gerou gastos que a escola não quis assumir. O problema foi solucionado com o dinheiro de um prêmio dado ao projeto jornal-escolar Guilhotina durante o fórum nacional "De Escola Para Escola " realizado pelo MEC.
Quanto ao procedimento pedagógico a dificuldades dos alunos era a de discernir entre uma crônica e outros gêneros literários, porém foi sanado com a construção de textos e a contextualização dos fatos. Outro fator é o entrosamento por parte dos professores em projetos, um fato que vem sendo trabalhado aos poucos na escola com a capacitação de docentes. O andamento do trabalho gerou mais competências além das previstas quando saímos do âmbito da construção de textos e partimos para a viabilização do livro, pois necessitávamos de alunos que estivessem aptos a resolver problemas de ordem prática.

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