Sexualidade Feminina
Desejo sexual é uma necessidade que impele homens e mulheres a procurar, iniciar ou responder à estimulação sexual.
A Inibição do desejo é uma disfunção que pode ocorrer tanto nos homens quanto nas mulheres homo ou heterossexuais.
Caracteriza-se por um desinteresse e ausência de vontade de relacionar-se sexualmente.

Pessoas com inibição de desejo acham difícil ficar excitados. Em contraste com homens e mulheres cuja libido está no nível normal, estes indivíduos não respondem adequadamente à estimulação erótica com seus parceiros.

Apesar da inibição do desejo não afetar diretamente à excitação e o orgasmo, se estas pessoas tentarem engajar-se em atividades sexuais somente para agradar seus parceiros, eles podem apresentar dificuldade com a lubrificação ou com a manutenção da ereção e/ou de chegar ao orgasmo. Quando conseguem funcionar normalmente, a experiência é desprovida de prazer e é tipicamente descrita como mecânica, ou apenas como um alívio.

Pessoas que recalcam o desejo sexual, tem pavor de que tal desejo signifique coisas desagradáveis, sejam elas reais ou imaginárias. O desejo sexual torna-se perigoso ou censurado.
 

A inibição do desejo pode ser comum no início da vida sexual, podendo se manifestar em algumas situações ou de maneira constante na vida sexual.

Pode ter causas psicológicas como, por exemplo, medo do desempenho, culpa, depressão, medo de sentir atração homossexual, temor da rejeição, medo do sucesso do prazer ou do amor e hostilidade em relação ao parceiro.

As causas orgânicas possíveis para esta inibição, seriam, por exemplo, ingestão de medicamentos, drogas e álcool.

"O complexo de Édipo na mulher"
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Para a psicanálise, na época de sua criação, a mulher passaria por uma fase equivalente ao complexo de Édipo (masculino), que era denominada, complexo de Electra, mas as correntes atuais, não utilizam esta separação.

O complexo de Édipo, ou posição edípica, segundo Freud é a etapa mais importante, no desenvolvimento da personalidade e, é nesta etapa que ocorre o temor a castração assunto do qual falávamos.

Entre o terceiro e quarto ano e até o sexto e sétimo ano a criança desenvolve um maior interêsse, pelo genitor.

Deste interêsse, surge nas fantasias infantis, a vontade de monopolizar todo o afeto do genitor desejado e, consequentemente, o desejo de anular, e do mesmo sexo.

No caso da menina, este interesse seria dirigido à figura paterna e, com isto ela entra em rivalidade com a mãe.

Para entendermos como isto ocorre vejamos alguns exemplos: " a menininha (na idade acima citada) passou o dia todo com a mãe e, teve um comportamento digno de nota mas, a tarde quando o papai chega do trabalho ela " torna-se irritada e assume comportamentos agressivos " , " não quer sair do colo do papai " , " não deixa a mamãe ficar sossegada junto de papai para ver novela " , " se a mamãe está sentada junto do papai, ela quer sentar no meio dos dois ou, procura fazer tudo para chamar a atenção e interferir " , etc.

Ela age desta forma, para assim chamara atenção do pai sobre ela e, impedir que papai troque afeto com a mamãe.

De outro lado, ela teve aquele comportamento ótimo durante o dia por que ela estava procurando ser como mamãe.

Isto pode ser observado nas brincadeiras: de casinhas; fazer comidinha; dançar e cantar frente ao espelho; brincar de mamãe usando as roupas ou sapatos dela; usar as pinturas dela, enfim, quer ser exatamente como ela, por que assim poderá atrair a atenção de papai.

Agora, devemos ter em mente, que todos estes comportamentos, são absolutamente normais e, não devem de maneira nenhuma, ser impedidos, pois, fazem pare de um desenvolvimento normal.

O ideal é que os pais, façam a criança entender que existe afeto para ela em quantidade suficiente e, que não existe esta suposta divisão de afetos.

Para isto basta que quando ela tente interferir, " não seja punida " e, que os dois lhe dêem atenção e afeto, ajudando-a a entender que papai é de mamãe e, que os dois são dela ou, para ela.

Desta forma os pais estarão ajudando, a criança a elaborar tal posição edípica ou de electra.

Psicanalíticamente, a resolução deste período ocorreria da seguinte forma:
" a menininha desistiria do pai original e, com a maturidade viria a possuir um substituto do pai (um homem) e, a sua ligação infantil com a mãe seria compensada, vindo ela a se tornar " mamãe " também, e desta maneira readquiriria as gratificações do relacionamento " mãe-filho ".

Isto tudo é bastante importante de ser visto porque, se não houver uma resolução satisfatória deste período, pode então ocorrer uma série de alterações emocionais no futuro.

Uma ligação excessiva com o pai pode interferir na capacidade de transmitir sentimentos positivos a outras pessoas; pode vir a fazer com que ela assuma características masculinas (do pai) e assim ter tendências homossexuais.

O medo excessivo da figura paterna (isto em casos de pais que são distantes ou não trocam afeto com as filhas) pode prejudicar a capacidade em lidar com pessoas do sexo masculino.

Fica então evidenciado a existência do complexo de Édipo e o interêsse da menina pelo pai.

E, o que é mais importante, fica esclarecido que esta fase deve ser passada e ajudada pelos pais da melhor maneira possível.

É bem melhor ajudar, ou evitar a criação do algum conflito durante a infância e, assim criar mulheres mais sadias psicologicamente, sem que, para isto tenham que recorrer a um especialista, ou assumir posições " feministas conflitivas ".

Tenham sempre em mente que : " é melhor educar bem as crianças que, ter que remendar a mente de adultos. ! "

"O início da formação"

Como primeiro assunto,vamos enfocar as diferenças entre a estruturação masculina e a feminina.

Existem vários pontos de diferenciação e, podemos afirmar que a maioria são frutos de um pensamento ou visão patriarcal, onde se pretende, colocar a mulher em uma posição de inferioridade.

É bastante evidente, em nossa sociedade o "machismo", atualmente um pouco abatido pelas novas posições da mulher.

Que fique bem claro, que não pretendo adotar uma posição de apoio ao " feminismo", pois tanto um como outro são extremistas e portanto conflitivos e competitivos, sempre em sentido de anular ou ofuscar, um ou outro.

A mulher, é evidente, tem seus papéis sociais e pode ampliá-los, sem que para isto entre em conflito consigo própria e após com a sociedade.

Para podermos entender este aspecto, faremos algumas observações sobre as bases e estruturação, da dita personalidade feminina, para podermos através deste estudo, divisar novas ou melhores metas em função de reduzir tais expectativas.

A diferenciação, começa já no primeiro ano de vida e, é transmitida já nesta época a criança.

Se observamos o comportamento dos adultos em relação aos bebês, notaremos que quando se trata de um bebê masculino ele praticamente já é reforçado a valorizar seu "pênis".

Por exemplo: quando se banha um bebê masculino, não existe preocupação com os presentes, não nos preocupamos em esconder sua genitália, pelo contrário, até se brinca em relação ao seu "pipi".

Quando se trata de um bebê feminino, a coisa se processa diferente.

Existe então, uma preocupação excessiva em não deixar ver a sua genitália, como se "ela" ou "aquilo" fosse uma coisa "feia" ou até mesmo "suja".

Fica então bastante claro que desde o início da vida, os adultos já transmitem suas fantasias ao bebê.

É como se elas, " os adultos ", temessem a sexualidade feminina e, esta é uma posição típica machista.

É claro, que o bebê ainda não tem nenhuma noção sobre isto, mas este comportamento dos adultos, em relação ao fato contínua.

Vejamos, quando o bebê um pouco maior, dificilmente vemos uma menina sem a calcinha, isto porque é feio".

Mas o mesmo não acontece ao menino, é bastante comum o infante desnudo. E, até acham "engraçadinho".

Quantas vezes já tive oportunidade de observar um papai dizer ao menininho: " cadê o pipi do nenêm ". Mas nunca vi esta situação em relação à menina!

Então eu me pergunto, qual será o motivo ?

Serão nossas dificuldades em ação, ou, o que ?

Deixaremos este ponto ainda em aberto para posteriormente abordarmos mais a fundo a questão. Vejamos agora.

Em relação, por exemplo, as formas de sentar-se.

O garoto senta-se de qualquer maneira e ninguém se preocupa em chamar sua atenção.

Quando se trata de uma menininha, por menor que seja, já nos preocupamos quanto as suas posturas, bem no estilo: " menina não senta assim ou assado ", e estamos sempre ali "controlando" como se fosse uma coisa " horrorosa " aparecer a calcinha ou como se sua genitália fosse alguma coisa que devesse ser " anulada " de seu corpinho.

E quando a menininha, tem a "ousadia", de colocar sua mãozinha lá...

Lá está o adulto, "tire a mão daí que é feio, é caca", e outras tantas qualificações que agora não me ocorrem.
Não é preciso citar a diferença, quando se trata do menino.

Parece que os adultos não entendem que este tocar " lá ", faz parte do processo de descobrimento de seu próprio corpo e, portanto é um procedimento " natural " que será ainda mais natural se não projetarmos nossas " fantasias " neste procedimento.
Vamos dedicar um pouco de nosso tempo para pensarmos sobre isto, mas com uma mente aberta .

    José Roberto Paiva.
www.anapaulaj.hpg.com.br
 
 
 
 

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