Interesse de toda a sociedade


A violência de gênero é um problema mundial ligado ao poder, privilégios e controle masculinos. Atinge as mulheres dependente de idade, cor, etnia, religião, nacionalidade, opção sexual  ou condição social. O efeito é sobretudo social, pois afeta o bem-estar, a segurança, as possibilidades de educação e desenvolvimento pessoal e auto-estima das mulheres.
Historicamente, à violência doméstica e sexual somam-se outras formas de violação dos direitos das mulheres: da diferença de remuneração em relação aos homens à injusta distribuição de renda; do tratamento desumano que recebem nos serviços de saúde ao assédio sexual no local de trabalho. Essas discriminações e sua invisibilidade agravam os efeitos da violência física, sexual e psicológica contra a mulher.

Se hoje contamos com leis que avançam no campo dos direitos humanos, outras ainda são tão anacrônicas que precisam ser alteradas com urgência. A incompatibilidade entre a lei e a prática social, assim como os esforços insuficientes dos governos para fazer valer os acordos internacionais nesta questão constituem-se em negação dos direitos humanos.

No ano 2000, os países membros da ONU avaliarão os desafios propostos e os avanços alcançados no processo da IV Conferência Mundial sobre a Mulher. Se o exercício da cidadania se dá no cotidiano,  lutar pelo fim da violência contra a mulher requer um esforço diário.Pois a justiça com equidade social só será alcançada se toda a sociedade se comprometer a erradicar a violência como uma prática “natural” e promover a democracia não apenas no espaço público, mas também nas relações privadas.


25 de Novembro
Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher
Campanha pelo Exercício dos Direitos Humanos das Mulheres

Rede Nacional Feminista de Saúde e Direitos Reprodutivos Brasil - 1999

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