Panorama
Nos Estados Unidos, pesquisas indicam que 20% das mulheres sofrem pelo
menos um tipo de agressão física infligida pelo parceiro
durante a vida. Por ano, entre 3 e 4 milhões de mulheres são
agredidas em suas casas por pessoas de sua convivência íntima.
Um terço das internações em unidades de emergência
é conseqüência da violência doméstica. Fonte:
ONU/Ministério da Justiça, 1998.
Pesquisa realizada no Canadá mostrou que a violência de
gênero atinge quase um quarto da população feminina.
Cerca de 87% das mulheres entrevistadas responderam já ter vivido
alguma experiência de assédio sexual. Fonte: KAUPPINEN, 1998.
Em 1997, 4% das trabalhadoras na comunidade européia foram vítimas
de violência física no trabalho e 8% sofreram algum tipo de
intimidação. Na Finlândia, pesquisa realizada em 1998,
mostrou que metade das mulheres que viveram algum tipo de violência
em sua relação conjugal, sofreu agressão física.
Fonte: KAUPPINEN, 1998.
A preferência por filhos do sexo masculino afeta mulheres de
muitos países, particularmente na Ásia. Na Índia,
pratica-se largamente a seleção do sexo do bebê. Pesquisa
realizada nos hospitais de Bombaim identificou que 95% dos abortos voluntários
eram de fetos do sexo feminino. Fonte: ONU,1999.
Em Israel, as cidadãs árabes são duplamente discriminadas
pelo Estado. Estatísticas mostram que, pelo menos uma vez ao ano,
50% das mulheres árabes casadas são espancadas por seus maridos
e 25%, uma vez a cada seis meses. A sociedade palestina justifica as ações
como defesa da honra dos homens e as autoridades israelenses pouco ou nada
fazem. Em muitos casos, mulheres que denunciaram à polícia
a violência sofrida em casa foram reconduzidas para suas famílias
e, dias depois, encontradas mortas. Fonte: Control Ciudadano, Instituto
del Tercer Mundo,1999.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde,
de 85 a 115 milhões de meninas e mulheres são submetidas
a alguma forma de mutilação genital, com graves conseqüências
para sua saúde. Estima-se que a prática atinja cerca de 2
milhões de mulheres por ano, a maioria vivendo na África
e Ásia. Nota-se também um crescimento desse costume entre
imigrantes e famílias refugiadas que vivem na América do
Norte e em alguns países europeus. Fonte: Relatório Human
Rights, ONU, 1999.
Na América Latina e Caribe, de 25 a 50% das mulheres são vítimas de violência doméstica; 33% das mulheres sofrem abuso sexual entre os 16 e 49 anos e pelo menos 45% delas são objeto de ameaças, insultos e destruição de bens pessoais. Em algum momento de suas vidas, metade das latino-americanas é vítima de alguma violência. Fonte: Unifem,1999.
(1) Dados divulgados pelo legislativo federal do México apontaram que 90% dos abusos sexuais são cometidos contra meninas, que além disso recebem uma alimentação inferior em qualidade e quantidade do que a dos meninos e de outros membros da família. Estudo publicado em 1996, mostrou que 47% das meninas de rua abandonaram suas casas por terem sofrido algum tipo de maus tratos e abuso sexual. Fonte: Fempress, 1998.
(2) Na Costa Rica, das denúncias feitas à Delegación de la Mujer, em San José, no ano de 1992, 44,4% envolviam violência física; 54,2%, violência psicológica e 1,4%, violência sexual. Fonte: Valdez & Gomariz, 1995. (3) Na Colômbia, pesquisa realizada pela Casa de la Mujer entre fevereiro de 1989 e novembro de 1991, mostrou que é alta a frequência de violência doméstica e, na maioria dos casos, o agressor foi o marido ou companheiro. De cada cem mulheres ouvidas, 82 reportaram violência psicológica e 36, violência sexual. Fonte: Red entre Mujeres, 1993.
(4) Pesquisa da Red entre Mujeres no Equador apontou que 83% dos estupros denunciados foram cometidos por familiares ou conhecidos das vítimas. 88% das mulheres entrevistadas disseram sofrer algum tipo de violência na relação conjugal. Fonte: Red entre Mujeres, 1993.
(5) No Peru, dados da Comisaría de Mujeres de Lima para o período de 90-91 mostram que em 68,5% das denúncias de agressão contra a mulher, os agressores estavam sóbrios durante o ato. Do total, 57% eram maridos e 38,9% eram companheiros das vítimas. Fonte: Red entre Mujeres, 1993.
(6) No Paraguai, em 1997, 70% das denúncias recebidas na Oficina
de Denuncia, órgão do Ministério Público paraguaio,
referiam-se à violência doméstica contra mulheres.
Fonte: Control Ciudadano, 1999.
VIOLÊNCIA DOMÉSTICA
(7) Na Argentina, 37% das mulheres espancadas em casa sofrem este tipo de violência há mais de 20 anos. Fonte: BID, 1997.
(8) O Grupo Parlamentário Interamericano sobre Poblacíon y Desarrollo aponta que o Brasil registrou, em 1992, mais de 205 mil agressões contra mulheres nas Delegacias de Defesa da Mulher de todo o país. Os crimes mais denunciados foram lesões corporais (26,2%) e crime de ameaça (16,4%). Fonte: ONU/MJ, 1998.
(9) Na Venezuela, entre 1992 e 1997, segundo dados oficiais, pelo menos 591 mulheres foram vítimas de homicídio. Deste total, 71% tinham idade entre 21 e 30 anos. 8% dos homicídios teve causa passional, 14% foi motivado por brigas, 28% por roubo seguido de estupro e 11% por espancamento.Fonte: Fempress/CIMAC, 25/11/98.
(10) Na Nicarágua a violência atinge principalmente as mulheres que não têm trabalho externo: 41% destas apanham de seus maridos ou companheiros. Este número cai para 10% entre as que têm alguma fonte de renda. Os filhos e filhas de mães que sofrem violência doméstica têm três vezes mais chances de adoecer e 63% das meninas e meninos expostos à violência intrafamiliar repetem pelo menos um ano na escola. Em média, essas crianças abandonam a escola aos 9 anos de idade Fonte: BIRD, 1997
(11) Um estudo sobre tráfico e prostituição na
Holanda apontou que mais de 50% das prostitutas nas grandes cidades holandesas
são procedentes da República Dominicana. Para elas, o exercício
da profissão é sinônimo de ameaça, humilhação,
suborno e violência física e sexual. Fonte: Red entre Mujeres,
1993.