MULHERES ESPANCADAS.
"O HOMEM QUE ESPANCA A MULHER."

Através dos trabalhos desenvolvidos pelo Centro de Estudos e Pesquisas do Desenvolvimento da Sexualidade Humana, pudemos constatar alguns aspectos do perfil psicológico do "marido agressivo".
Basicamente em todos os casos, o homem possuía uma forte "relação de posse" sobre a mulher. Seu relacionamento com a mulher desenvolve-se como se ela fosse uma "propriedade sua". Todos os casos apresentavam uma forte tendência ao "ciúme obsessivo".
Vemos como ciúme obsessivo os casos onde as "cenas" são constantes e infundadas. O ciúme é desencadeado por qualquer motivo, por mais insignificante que aparente. Concluímos que este tipo de homem possui forte "grau de imaturidade emocional e afetiva".
É um adulto com reações emocionais e afetivas de uma criança, pois possui grande dificuldade de lidar com "frustrações" e com a própria "agressividade". Suas reações diante de frustrações são "primitivas ou infantis".
Por exemplo: tal "brinquedo" me desagrada, eu o "destruo"."Se você não brincar como eu quero eu não brinco mais e, se insistir eu te bato".
Em todos os casos o indivíduo agressivo teve uma infância marcada por situações de agressividade. Em sua maioria, vieram de lares onde imperava o "exercício de autoridade". Pais que constantemente brigavam física ou verbalmente diante da criança. Pais que educavam usando "o bater como forma pedagógica" para qualquer situação. Pais que usavam constantes "ameaças" para conseguir da criança um comportamento desejado.
 
 

PORQUE O HOMEM BATE NA MULHER

Vamos separar em itens os fatores desencadeantes de situações de agressividade, embora em muitos casos eles encontram-se entrelaçados ou interligados. A separação nos serve para um melhor entendimento.
 

a) Problemas mentais - grande parte dos homens agressivos apresenta traços psicopáticos e, a situação onde ocorre a agressividade funciona como um "surto da doença". Boa parte apresenta traços "paranóides", isto é, apresentam fantasias, medos e idéias persecutórias profundamente irracionais.
Possuem fortes tendências à auto-destruição e auto-agressividade. A mulher funciona como uma válvula para suas tensões e seus "fantasmas". Ele transfere para a mulher seus temores e tenta destruí-los nela, o que evidentemente, pode gerar consequências gravíssimas. São os casos onde a mulher é barbaramente espancada.
Outro fato é a forma "amor/ódio" em relação a figura materna(que ele carrega da infância para a vida adulta). Agride a "mãe" na mulher logo depois, torna-se carinhoso e amoroso, demonstrando estar muito arrependido. Só que a situação tende a repetir-se sempre.
 

b) Falta de diálogo - na maior parte dos casais, onde a mulher sofre agressões, pudemos observar uma quase total falta de diálogo. São aqueles casos onde o homem "tem sempre razão". São aqueles casais com vasto histórico de brigas verbais. O homem que chega à agressão física é aquele que não admite estar errado e "impõe-se pela força física". Popularmente é "aquele que não dá o braço a torcer". Nestes casos, observa-se que o tipo de mulher envolvida é aquela que foi gerada e educada em um lar onde imperava o exercício de poder(conforme citamos anteriormente).
Em seu histórico encontramos sempre : "papai brigava sempre com mamãe". "Meu pai era muito severo, batia em minha mãe e, se eu chorasse apanhava também". "Me lembro de muitas discussões entre meu pai e minha mãe, na minha infância". E assim por diante.
 

c) Marido alcoolisado - em grande partes dos casos o homem estava embriagado no momento da agressão. Em outros a bebida é lugar comum na vida do agressor. O homem que chega à agressão pela bebida, tem uma forte censura psicológica e grande insegurança quanto a sua masculinidade. A bebida age como liberadora desta censura e desencadeia um auto grau de agressividade que estava reprimida. São aqueles "tipos" que quando embriagados dizem "faço e aconteço", são os "machões"(movidos à alcoól), etc. Então em casa eles descarregam em sua mulher suas "incompetências e insatisfações".
 

d) Dificuldades sexuais - em grande parte dos casos observa-se total falta de adequação sexual. A insatisfação sexual gera discórdia e insegurança, podendo levar a situações de agressividade. Em sua maioria, os agressores sofrem de dificuldades com a ereção. Outros, são tipo ansiosos com processos de ejaculação rápida. Quase sempre a mulher não obtém satisfação sexual com estes parceiros.
Outro tipo é o parceiro "sadomasoquista", aquele que agride, depois torna-se extremamente carinhoso e procura a mulher, sexualmente, como uma forma de reconciliação.
Outros são aqueles que no momento do orgasmo agridem física ou verbalmente, diminuindo a mulher e aumentando sua própria satisfação.
 

e) Auto-imagem frágil - homens inseguros quanto a sua masculinidade ou com o "papel de homem", sentem-se muito abaixo de suas próprias expectativas no meio social. Não conseguem cumprir suas próprias exigências do que é ser um "verdadeiro homem" sentindo que os outros são mais capazes. No meio sócio-profissional são muito inseguros e em casa afirmam-se na mulher. "Em casa quem manda sou eu", "só eu canto de galo","comigo é assim , saiu da linha leva ..." e assim por diante.


" A MULHER QUE APANHA DO HOMEM."

Vejamos alguns aspectos do perfil psicológico da mulher agredida.


a) A aceitação
Existem casos em que a mulher ocupa certa cumplicidade na manutenção do comportamento agressivo do parceiro. Mulheres originadas em famílias onde a violência ou os castigos físicos faziam parte do cotidiano, podem possuir marcas em sua estruturação, que na vida adulta são desencadeantes de situações agressivas. Inconscientemente, buscam "repetir" situações primitivas em suas relações. Estas marcas podem influenciar também na escolha do parceiro. Este tipo de mulher pode optar por parceiros propensos a agressividade, como forma de solucionar problemas. Na etapa do namoro chegam a admirar o comportamento agressivo do parceiro. Namorados "brigões" acabam sendo vistos como tipos protetores e a atitude agressiva do parceiro contra os outros, como forma de estar protegida. Parceiros ciumentos acabam sendo "bem vistos" pois, o ciúme figura como forma de "amor".
Podemos afirmar, que certas famílias praticamente educam as filhas na aceitação de atitudes agressivas por parte do homem. Elas educam a menina como um elemeto "frágil" e "necessitada de proteção". Em alguns casos, na infância, "o apanhar" era registrado como uma forma de afeto, era estar sendo protegida (dos próprios erros) e querida. Em adulta, esta mulher pode sentir as atitudes agressivas como "estar sendo gostada".
Fica claro que nos casos citados, a mulher é portadora de problemas emocionais e precisa de ajuda psicológica para elaborar estes "fantasmas"da infância.
 

b) As dificuldades econômicas
grande parte das mulheres que permanecem em relacionamentos marcados por situações de agressividade verbal e/ou física, alegam não ter condições de se manter e nem aos filhos, se sairem da relação. Este ponto é aceito de uma maneira geral, pela forma "machista" da sociedade, onde o homem tem no dinheiro uma forma de controle sobre a mulher. Em geral, a mulher que sofre este tipo de pressão e agressão, já aceitava a situação na fase do namoro e, na maioria dos casos vem de famílias onde sua liberdade era controlada pelo dinheiro.
Pais que ameaçam e/ou cortam o apôio financeiro da filha, no sentido de obter "respeito, obediência, etc." podem originar tamanha insegurança na filha que posteriormente ela se sente incapaz, de sobreviver sem estar sendo "protegida" por um homem.
A alegação : "como vou fazer para sobreviver e/ou cuidar dos filhos se não tenho emprego nem dinheiro". É a justificativa mais comum na manutenção da mulher nos relacionamentos agressivos. De certa forma na atual conjuntura este é o maior impecilho na solução destes casos.
 

c) Sentimentos de culpa
boa parte das mulheres que permanecem em relações agressivas, sentem-se culpadas por não ter realizado um casamento tido como "ideal". Muitas acabam escondendo que apanham dos parceiros. Foram educadas para cumprir um papel : "o papel de mulher bem casada". Sentem-se incapazes de aceitar o fato de que erraram na escolha. Realizar um "bom casamento" é de certa forma um "objetivo de vida" para este tipo de mulher. Falhar neste intento, acaba sendo "pior" que a manutenção de uma péssima relação. Algumas acabam aceitando a idéia que é "o seu destino".
Como em geral, o parceiro agressivo torna-se "muito afetivo" depois de situações violentas, a mulher vive na esperança de que a relação "mude com o tempo". Desta forma, o tempo vai passando, as dificuldades aumentando e a solução se complicando. "Meu casamento não é de todo ruim e os bons momentos (raros) acabam compensando este lado negativo". Assim permanecem, sem vislumbrar uma saída.
 


" O QUE FAZER? "

a) "Aguentar o destino"
esta primeira opção, embora pareça um tanto irracional, é tomada por muitas mulheres. Conforme vimos grande parte das mulheres esperam "que com o tempo mude". Isto ocorre, porque de um modo geral o parceiro agressivo, torna-se carinhoso, após a ocorrência de situações agressivas. É importante lembrar que estas mudanças ocorrem, não por arrependimento da ação, e sim por sentimentos de culpa gerados por fantasias primitivas (vindas da infância). Acreditando nestas súbitas melhoras e achando que elas podem ser ampliadas, a mulher entra no "jogo" e tenta então tornar-se mais carinhosa ou então aproveita a situação para criticar o fato ocorrido. Qualquer das duas opções não impedem a repetição das situações agressivas. A fonte geradora da agressão é alicerçada na má estruturação da personalidade e, portanto se não forem trabalhadas a nível psicoterápico continuarão persistindo.
 

b) " Procurar ajuda na família "
em muitos casos a ajuda da família pode ser valiosa, pelo simples fato da situação agressiva não estar encoberta. Muitas mulheres criam "histórias "para justificar o aparecimento de ferimentos". Agindo assim, praticamente estão dando o aval para a repetição das agressões. A ajuda da familia do agressor pode ser de grande valia pois, os pais tem certa força hierárquica sobre o agressor.
 

c) "Ajuda profissional "
procurar este tipo de ajuda é sempre uma boa medida pois, grande parte dos agressores tem certa consciência sobre sua falha e podem aceitar esta ajuda.
 

"Um líder religioso"
pode ser uma saída em vários casos pois, além do fato de eles estarem habilitados para este tipo de situação, tem também o fator hierárquico. Esta pode ser uma forma de "refazer o plano de vida".
 

"Um psicoterapeuta "
é o profissional mais habilitado para estes tipos de casos. Em especial os de formação para "Terapia de casais". Na terapia de casais, aprende-se a refazer o plano de vida e superar a dificuldades que levam à agressão.
 

"Um advogado"
é a saída, quando todas as outras possibilidades forem esgotadas. Esta procura deve ser usada na organização de um processo de separação. Em muitos casos a separação acaba sendo válida, pois a manutenção de uma vida a dois, marcada por situações de violência é ruim para a mulher e péssima para a formação dos filhos, os que mais sofrem com este tipo de situação.
 

"Centros de ajuda comunitária"
são clínicas de atendimento gratuíto, grupos de apôio comunitário, "Delegacia da Mulher" , clínicas de universidades, e outros locais onde encontrar ajuda. Isto se você não tem condições financeiras para arcar com o onus de uma ajuda profissional.
 


As Origens da Violência.
Um ensaio sobre a psicopatologia do Comportamento Agressivo.



O material apresentado é um "fragmento" elucidativo das pesquisas realisadas
pelo autor durante 25 anos de exercício da Psicanálise.
Estas pesquisas serão publicadas pelo autor, na íntegra, brevemente na forma de um livro.
As primeiras origens.


A Relação Pais/Filhos.
A raizes do comportamento agressivo começam na infancia e estão alicerçadas na relação de afeto com as figuras materna e paterna.
Para a menina a mãe é a "figura de molde" o pai o "modelo teórico".
Ela procura ser "como" ou o "oposto" da mãe e procura alguém "igual" ou o "oposto" do pai.
Para o menino o pai é a "figura de molde" a mãe o "modelo teórico."
Ele procura ser "como" ou o "oposto" do pai e procura alguém "igual" ou o "oposto" da mãe.
Isto vai depender da relação afetiva entre pais e filhos.
O relacionamento afetivo entre pais e filhos é de extrema importância na formação da personalidade da criança. Ele pode criar marcas altamente positivas, como pode deixar registros negativos que influenciarão na formação do caráter.

_Vamos ver :

Pais ausentes.
A falta de relação afetivo/corporal entre pais e filhos é o primeiro passo para o estabelecimento de um comportamento agressivo.
Pais distantes que tem pouco ou nenhum contato afetuoso, podem desenvolver em seus filhos uma relação de afastamento com a figura de "PODER" gerando em seus filhos uma relação AMOR/ÓDIO muito forte.
Esta relação AMOR/ÓDIO é um dos principais "FATORES" da agressividade.
O amor geralmente é dirigido a "OBJETOS", ou melhor, na "POSSE" material, e o "ÓDIO" à quem "TEM" (materialmente ou hierarquicamente).
"TER"significa "PODER".
"SER" é secundário, pois "SOU" na medida que "TENHO".
Quanto mais "TENHO" mais "EXISTO".
Acontece que na maioria dos casos estas crianças, por falhas em sua formação tem dificuldades em investir "DE SI" para "OBTER ou "ATINGIR" algum objetivo.
Assim podem partir para comportamentos "SOCIOPÁTICOS" na vida adolescente e/ou adulta.
É uma porta para o uso de "DROGAS" ( criar um mundo artificial), para os comportamentos de "TIRAR DOS OUTROS AQUILO QUE DESEJA" ( furtar, roubar,etc.), para a necessidade do "USO DE ARMAS" (sentir-se mais forte, mais poderoso, etc.).
"Tiro do mundo aquilo que me foi negado!
"Tudo que é contrário a meus interêsses ou minha ideologia tem que ser lesado pois esta errado"!
"Tudo que é contra ou interfere em meus desejos eu destruo."
_O inverso:

Pais superprotetores.
Pais extremamente presentes que superprotegem e inibem a liberdade de expressão dos filhos podem gerar a "IDÉIA" de que eles são "INATINGÍVEIS", são o "CENTRO DO MUNDO". Este "EGOCENTRISMO" gera quase sempre um comportamento agressivo contra as figuras hierarquicamente superiores, pois é dificil seguir ou obedecer regulamentos.
Eles "ME IMPEDEM OU DIFICULTAM" fazer "O QUE QUERO, DA FORMA QUE QUERO, NA HORA QUE QUERO"!
"Tudo que é contrário a meus interêsses ou minha ideologia tem que ser afastado pois está errado"!
_Outra forma:

Pais agressivos.
Pais que usam o bater como "FORMA PEDAGÓGICA" ou que agridem para impôr "RESPEITO", podem estar gerando uma repetição "AMPLIADA"deste comportamento nos filhos.
"Aquilo que quero consigo sempre, nem que for preciso usar da minha força, da agressividade, ou de qualquer outra forma que consiga me impor"! "Tudo que é contrário a meus interêsses ou minha ideologia tem que ser destruido pois está errado"!
O período de Socialização.
( os primeiros anos da vida escolar)
Estes 3 casos podem ser vistos no período de socialização muito claramente:
Crianças extremamente "COMPORTADAS" podem só estar acumulando "ÓDIO" por não conseguir vencer suas barreiras e se "EXPRESSAR".
Crianças extremamente "DESCOMPORTADAS" podem já estar expressando suas dificuldades de seguir ou obedecer "NORMAS".
Crianças com extrema "DIFICULDADE" em aprender ou se concentrar podem já estar expressando sua "REBELDIA".
Crianças que não conseguem "DIVIDIR OU COMPARTILHAR" brinquedos podem já estar expressando sua necessidade de "POSSE".
Crianças com "DIFICULDADES" ou "AGRESSIVAS" na participação de brincadeiras em grupo podem já estar expressando sua falta de aceitação às "NORMAS".
O pré-adolescente ou o adolescente.
Que procura "GRUPOS COM IDÉIAS" contrárias às normas,
procura para impor as suas.
Que pocura "GANGS" com comportamento agressivo,
procura para se sentir mais forte.
Que procura "GRUPO QUE USA DROGAS",
procura porque não precisa dar nada de si nem é exigido em nada.
Que procura usar "ARMAS",
procura para ter "Poder".
Que usa o "CARRO" para correr e mostrar sua habilidade na velocidade,
o faz para estar "Além" das normas.
Que usa o carro como uma "EXPRESSÃO DE PODER", desrespeitando normas como:
"farol vermelho, faixa de pedestres, estacionamento irregular, não admitindo que ninguém o ultrapasse, querendo levar sempre vantagem".
Está mostrando claramente sua fragilidade emocional manifesta na agressividade e é um forte candidato a "Ser um adulto Agressivo".
Como evitar ou corrigir?
Procure ser mais afetuoso com seus filhos.
Não economize afeto nem contato corporal. A criança precisa ser "alimentada afetivamente" para depois ter afeto para dar.
Não use ameaças e/ou castigos corporais em excesso pois a criança pode se acostumar e achar que é uma forma correta de expressão.
Não dê "ARMAS DE BRINQUEDO" pois a criança pode "gostar do suposto poder" que a arma tráz.
Não superproteja seus filhos.
Permita que eles experimentem e aprendam pelo próprio esforço (nem que eles falhem ou errem).
Falhar é bom para aprender a enfrentar desafios.
Não estimulem a relação de posse.
Incetivem a criança a dividir seus brinquedos na brincadeira.
Não isolem seus filhos.
Incentivem a participação de atividades de grupo pois faciltará na vida adulta o convívio social.
PERMITA-SE admitir estar errado, quando falhar na presença de seus filhos.
Eles precisam de "PAIS HUMANOS" e saber que "ERRAR É HUMANO".
Não se mostre ONIPOTENTE na presença dos filhos.
Eles precisam de pais ao alcance deles não de ídolos distantes!
Permita-se dizer "NÃO SEI" em vez de dizer "agora não tenho tempo ou não posso ou pergunte para ...!
Com certeza eles ficarão mais felizes por ter um pai ao alcance de seu conhecimento, "um pai presente".
Não desrepeite "NORMAS" na presença de seus filhos, pois eles vão aprimorar os erros vistos nos pais.
No trânsito faça um esforço, siga as normas.( pelo menos na presença deles)
Assim ainda chegaremos a um trânsito mais educado e com menos acidentes.
Participe mais da vida de seus filhos.
Assim não correrá riscos de surpresas pois as expectativas deles serão de seu conhecimento e terão sua participação.

             Autor - José Roberto Paiva
http://members.tripod.com/soswomen/page1.html

 

 

 

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