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BURN,
By ADAM BRODSKY Versão em Português
I had no idea what No, not - as those self-righteous Europeans might charge - because I
enjoy watching death and destruction. (That's just stupid.) But, rather, because the never-ending stream of smoke recalled the
real-life column of gray that I'd watched spread upward over There was the up-close view - coupled with the stench - from downtown And the further-off, often-obstructed view from uptown Smoke could be seen from Of course, black vapors billowed forth daily on TV, too I watched, as did millions of Americans, as the fires at Ground Zero
burned and burned, long into October, November, December . . . It was not just that the remains of a very big building, the (And, by the way, something of great personal import, as well: My wife
was working there at the time. She made it out easily, thank God - but she
might have been killed, along with the 3,000 souls, some her friends and
colleagues, who were.) Each time I watched the smoke rise from that site, in the long weeks
after 9/11, I was filled anew with - well, shock and awe The audacity of that attack The chutzpah! And the unbelievable luck, skill and daring to pull it off Who did they think they were messing with? The only question was, how would we respond Well, we did Routed the Taliban. Shook up al Qaeda - sent
them scurrying in and out of their caves At home, we did Homeland Security, even if largely for appearance's
sake But what about the big bad guys? The Saudis? Would we strike back at root sources? One key test: that big,
bothersome mosquito – Many conservatives and hindsight-artists have long insisted that
Saddam should have been finished off during the first Gulf War. (They're
right Certainly, when he breached the terms of his cease-fire in the early
1990s, the coalition could have fixed its mistake and gone all the way After Saddam kicked out the inspectors in 1998, surely the West had
the right - and obligation - to complete the job After 9/11? A no-brainer If not then, after all, when Under significant attack, And it mattered not one bit whether Saddam had a direct role in the
attack on the There was a tacit alliance - even if only in that both Saddam and Osama bin Laden were deadly hostile to American interests
at the same time So when the big bombs went off in That's what you get for 9/11 But let's be clear: This is not revenge. Nor schadenfreude
on steroids. Still, there is no need to feel guilty about blowing Saddam's OK, maybe some of the glee stems from a desire for vegeance;
I'm human But here's a key point: The terrorists had no cause to attack us. We
had every cause to respond. Even, in the case of Saddam, pre-emptively This is the only way It tells the world - in the only language it understands - that The smoky balls over Baghdad that consume TV screens these days give
Americans joy because they offer hope - hope that America's enemies will take
this message to heart And keep their filthy paws away from us E-mail: [email protected] |
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QUEIME, BAGDÁ, QUEIME
Por ADAM
BRODSKY
Eu não fazia idéia de qual prédio
em Bagdá estava sendo reduzido a escombros. Mas eu nem me importava; era um
dia de júbilo de qualquer maneira. Não, não como aqueles virtuosos
europeus diziam: porque eu gosto de assistir a morte e a destruição (Essa idéia
é simplesmente estúpida). Mas a verdadeira razão é que àquela
incessante nuvem de fumaça me lembrou a outra nuvem de fumaça cinza que eu
assisti ao vivo subir e se espalhar sobre a baixa Manhattan
por agonizantes semanas, após os ataques de onze de setembro. Havia a visão em close – somada ao
mau-cheiro – do centro da cidade. E a visão distante geralmente
obstruída da alta Manhattan. A fumaça podia ser vista do Brooklin do outro lado do rio e do trem para Nova Jersey. È claro a nuvem de fumaça escura
movia-se claramente na TV também. Eu assisti, assim como milhões
de americanos, à queima do “ground-zero” (local do
ataque às torres-gêmeas) se estendendo por outubro,
novembro e dezembro. Não era
somente os restos do enorme edifício, o World
Trade Center, que estavam
se queimando lentamente. Algo de muita importância – simbolicamente,
economicamente, politicamente – era bombardeado e destruído. (E, a propósito, algo de grande
importância pessoal também: minha esposa trabalhava lá na época. Ela escapou
facilmente, graças a Deus – mas poderia ter sido uma vítima, juntamente com
outras três mil almas, dentre elas amigos e colegas) Cada vez que eu assistia a
fumaça subindo daquele local, nas longas semanas que se seguiram à onze de setembro, eu revivia tudo aquilo – choque e
terror. A audácia do ataque. O “chutzpah!” E a inacreditável sorte, a
habilidade e a ousadia para executá-lo. Quem eles achavam que estavam provocando ? A única pergunta era como iríamos
reagir. Bem, nós atacamos o Afeganistão. Arrasamos o Talibã.. Estremecemos a al Qaeda – mandamos eles correrem para dentro e para fora das
suas cavernas. Em casa, tomamos precauções de
segurança, mesmo que seja apenas para aparência. Mas e a respeito dos grandes vilões? Os sauditas? Atacaríamos as raízes do mal? Um
teste chave: aquele grande e irritante mosquito – Iraque. Muitos conservadores há muito
insistiram que Saddam deveria ter sido eliminado durante a primeira Guerra do
Golfo (eles estavam certos). Certamente quando ele rompeu os
termos de cessar-fogo no início dos anos 90 a coalizão poderia ter acertado o
seu erro e ido até o fim. Depois que Saddam expulsou os
inspetores em 1998, certamente o Ocidente tinha o dever - e a obrigação – de completar o
serviço. Após onze de setembro
? a “no-brainner” Se não àquela época, depois de
tudo, quando ? Sob ataque tão significativo, os
EUA tinham o dever para eles mesmos de perseguir os seus inimigos. E não importava nem um pouco se
Saddam teve um papel direto às torres-gêmeas e ao
Pentágono. Havia uma ligação tácita – mesmo
se somente porque Saddam e Osama Bin Laden fosse mortalmente
hostis aos interesses americanos ao mesmo tempo. Portanto quando as grandes
bombas explodiram em Bagdá na primeira noite desta guerra, eu me senti com o
poder: “não passem por cima de nós”, era a mensagem. Isto é o que você leva por onze
de setembro. Mas vamos ser claros: Isto não é
vingança. Nem “schadenfreude” em esteróides. Ainda, não há razão para se
sentir culpado por explodir a Bagdá de Saddam para os “quintos dos infernos”. OK, talvez parte do júbilo venha
de um desejo por vingança; eu sou humano. Mas tem um ponto-chave: Os
terroristas não tinham razão para nos atacar. Nós tínhamos TODA a razão para
reagir. Mesmo, no caso de Saddam, preventivamente. Esta é a única maneira que os
Estados Unidos podem contra-atacar. E se proteger. Isto diz ao mundo – na única
linguagem que ele entende – que os Estados Unidos irão se defender. Agressivamente:
Ataque-nos, e vocês irão sofrer um destino devastador. A fumaça sobre Bagdá que consome as
telas de TV nestes últimos dias dá alegria aos americanos porque lhes oferece
esperança – esperança de que os inimigos dos estados Unidos levarão esta
mensagem à sério. E manterão suas patas imundas
longe de nós. E-mail: [email protected] |