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Teu rosto,
amada minha, é tão perfeito
Tem uma luz
tão cálida e divina
Que é
lindo vê-lo quando se ilumina
Como se um
círio ardesse no teu peito.
E é tão
leve teu corpo de menina
Assim de
amplos quadris e busto estreito
Que
dir-se-ia uma jovem dançarina
De pele
branca e fina, e olhar direito.
Deverias
chamar-te claridade
Pelo modo
espontâneo, franco e aberto
Com que
encheste de cor meu mundo escuro
E sem olhar
nem vida nem idade
Me deste de
colher em tempo certo
Os frutos
verdes deste amor maduro.
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