PEIXOTO DE MELO
Aparentada ainda com os Vieira Rezende e descendendo, por linha materna, dos Lobos Leite Pereira, de tamanha tradição política no Império e na República, aparece um Ubá a família Peixoto de Melo. Em 1860 foi eleito, pelo partido conservador, deputado provincial Francisco Peixoto de Melo. Segue-se na representação na Assembléia da Província e, depois na Câmara Geral, o seu filho, Carlos Peixoto, que foi o último senador mineiro do Império. Imediatamente, na República, temos Carlos Peixoto Filho, que teve tanto relevo político nas primeiras décadas do século. Francisco Soares Peixoto de Moura, sobrinho de Carlos Peixoto, foi deputado provincial, constituinte de 91, deputado estadual e federal várias vezes. O seu irmão Raul Soares de Moura tornar-se-ia uma das figuras centrais da política mineira na 1ª República, tendo sido deputado, ministro de Estado, governador de Minas. O seu outro irmão, Camilo de Moura, ligado aos Martins, de Ponte Nova , por laços de casamento, foi deputado estadual e federal, tendo desenvolvido grande atividade política naquele município. A outro seu irmão, Carlos Soares de Moura, pertenceu a chefia política do vizinho município de Rio Branco. Com a família Peixoto-Soares de Moura ocorreu, no entanto, a vicissitude ligada à natureza do sistema patrimonialista, a que alude Willens. Convocados, sucessivamente, os seus mais destacados membros para as tarefas políticas no plano estadual e nacional, as bases municipais seriam abandonadas pouco a pouco. Raul Soares, por isso, colocou na chefia de Ubá um médico amigo que teria nos últimos trinta anos atuação política no Estado. Trata-se de Levindo Coelho, que, retirando-se há pouco da política, cumprido o seu mandato de senador, transferiu-se há pouco da política, cumprido o seu mandato de senador, transferiu o bastão da política a seu filho, Ozanam Coelho, que é atualmente líder da bancada pessedista na Assembléia Legislativa. Em Rio Branco, igualmente, com a retirada sucessiva dos Peixoto-Soares de Moura, a chefia do situacionismo local seria entregue a partir do decênio vinte a Celso Machado. Mas há no momento um deputado Soares de Moura na Assembléia Legislativa, que assina Soares da Rocha.