MONTEIRO DE BARROS
Os Monteiro de Barros, descendentes de um rico minerador e latifundiário da região de Congonhas do Campo, são, talvez, a constelação familiar mais numerosa e refulgente da nobreza e da política do império, estendendo a sua poderosa influência aos nossos dias. Dão duas gerações de barões e viscondes, além de um sem número de senadores e deputados, aparecendo na alta direção administrativa antes mesmo da Independência. Seus descendentes se formam entre as famílias políticas de São Paulo, ligam-se aos Guinle, aos Silveira e aos Amoroso Lima, do alto capitalismo carioca, assim como também se entrelaçam com a nobreza européia, sendo Monteiro de Barros a célebre condessa de Barral, cuja correspondência com Pedro II foi agora há pouco publicada. O comendador Manuel José Monteiro de Barros, irmão do 1º Visconde de Congonhas do Campo, transferiu-se, em princípios do século passado, com todos os seus filhos, genros e alguns sobrinhos, para vastas sermarias que adquirira no arraial do Feijão Cru, tornando-se um dos primeiros povoadores do atual município de Leopoldina, cuja chefia política jamais deixou de ser de sua família. Ligam-se os Monteiro de Barros, na Zona da Mata, aos Junqueira, aos Rezende, aos Vidal Barbosa Lage, aos Manso Ribeiro, aos Leite de Magalhães Pinto. No Império, a chefia política de Leopoldina e a representação na Assembléia Provincial, na Câmara Geral e no Senado, pertencem sempre aos Monteiro de Barros. O primeiro deputado republicano de Minas é de Leopoldina: chamou-se Monteiro Manso. Na 1ª República, na chefia local, temos o deputado e senador José Monteiro Ribeiro Junqueira, juntamente com o seu parente senador Francisco Andrade Junqueira Botelho e o seu irmão Custódio Monteiro Junqueira. Desde 1932, a liderança política passou ás mãos do atual deputado Carlos Coimbra da Luz, descendente de família de grandes tradições políticas no Sul de Minas, e genro de Custódio Junqueira.
No centro de Minas, os descendentes de dois Monteiro de Barros, o 2º Visconde de Congonhas, Lucas Antônio Monteiro de Castro e do Barão de Paraopeba, Romualdo José Monteiro de Barros ( membro da 2ª Junta Governativa e presidente da Província ), continuaram, também até os nossos dias na cena política. São os Monteiro de Castro da atualidade, os Monteiro Machado, um dos quais, Cristiano Machado ( José Monteiro de Castro, secretário da presidência Café Filho ), foi um dos chefes da Revolução de 30 em Minas e candidato à presidência da República no pleito de 1950.
Casados na família Monteiro de Barros encontramos muitos outros políticos de evidência no Estado, entre os quais Augusto de Lima, poeta, governador e deputado na Velha República, o deputado Francisco Campos Valadares, o antigo presidente da Corte Suprema, Edmundo Lins.