Conciência
do Dever
Há muito tempo, na Grécia antiga, um
escultor já velho estava lapidando um
bloco de pedra.
Com cuidado, examinava a rocha com
o formão, lascava um fragmento por
vez, avaliando as medidas com suas
mãos vigorosas antes de dar mais um
golpe.
Quando estivesse pronta, a peça
serviria de capitel, aquela parte
superior das colunas. Seria içada e
colocada sobre o topo de um comprido
pilar. A coluna comporia o suporte do
teto de um templo majestoso.
Um funcionário do governo que
passava, vendo o esforço do escultor
se aproximou e lhe perguntou:
Para que gastar tanto tempo e esforço
nessa parte? Essa peça vai ficar a
quinze metros do chão. Nenhum olho
humano será capaz de ver esses
detalhes.
O velho artista descansou o martelo e
o formão. Enxugou o suor da testa,
fixou seu interlocutor e respondeu:
- Mas Deus verá! |