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Vigilância Sanitária intensifica fiscalização a criadouros de animais em Lucélia
Nossa Lucélia - 20.10.2006
Visando o combate a Leishmaniose em Lucélia, a vigilância sanitária vem intensificando a fiscalização junto a domicílios urbanos que matem criação de galinhas, porcos e demais animais tipicamente rurais, que aumentam o risco de transmissão da Leishmaniose pelo inseto conhecido como Mosquito Palha.
Técnicos da vigilância alertam que apesar de apenas o cão ser conhecido como animal hospedeiro do inseto, criações de galinhas e porcos favorecem o aumento do número do Mosquito Palha, já que o sangue desses animais funciona como fonte de alimento para o inseto. Além disso, a matéria orgânica de chiqueiros, galinheiros, folhas e galhos acumulados, madeiras empilhadas são ambientes propícios para o inseto se reproduzir e colocar seus ovos.
Até o momento, foram diagnosticados quatro casos de Leishmaniose em Lucélia, sem nenhum óbito, ao contrário de outras cidades da região. Apesar dos quatro casos identificados, Lucélia é um dos municípios da Nova Alta Paulista que apresenta o menor número da doença, já que em Adamantina são 29 casos com quatro óbitos e em Dracena 20 casos com dois óbitos. Daí a importância da intensificação do trabalho da equipe da vigilância sanitária em Lucélia, evitando o aumento no número de casos.
Lei proíbe criação de animais rurais na cidade
A Prefeitura de Lucélia, a exemplo de outros municípios, vem adotando medidas legais visando conter a proliferação do Mosquito Palha, transmissor da Leishmaniose, e dar suporte ao trabalho da vigilância sanitária.
Dessa forma, foi editada ainda em setembro de 2005, e aprovada pela Câmara Municipal, a lei complementar nº 001, de 05 de setembro de 2005, que em seu artigo 104 proíbe expressamente dentro do perímetro urbano a criação de abelhas, galinhas, porcos, ovelhas, cabras, gados e cavalos. Entre outras palavras, está proibida a criação de animais tipicamente rurais dentro do perímetro urbano de Lucélia.
O não cumprimento da lei acarreta no recolhimento dos animais e multa de 30% do valor do salário mínimo vigente no país. A vigilância espera contar com o auxílio e colaboração da população, tanto no sentido de evitar a criação de tais animais, quanto denunciando criadouros dentro da cidade pelo telefone (018) 3551-1192 ou 3551-1794. (Assessoria de Comunicação da Prefeitura Municipal de Lucélia )
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