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SER

 

 

Deus, em sua sabedoria, não nos colocou juntos somente para o trabalho, mas, acima de tudo uniu-nos para sermos. (RVR)

Cada um de nós é chamado, antes de tudo, a ser. Ser para si, para o outro e para Deus.
O ser para si deve ser um prolongamento do ser para Deus e, por último, o ser para o outro uma antecipação do ser para si.
Diferentemente do que pregam as relações humanas , que devemos tentar ser o que a sociedade pede e os pais sonham, devemos lutar para ser o que o Pai sonha, pois Ele foi quem primeiro sonhou conosco e o primeiro a fazer planos para o nosso futuro.
É verdade que devemos obediência àqueles que nos deram à vida, mas devemos maior obediência a quem nos deu àqueles que nos deram à vida. É importante ter a sensibilidade para ouvir e aceitar os conselhos e ensinamentos dos nossos genitores, contudo mais necessárias ainda são essas virtudes quando nos propomos a seguir a voz dos Pais, pois que com eles não podemos negociar nem discutir decisões, talvez por isso às vezes não entendemos bem o conselho e acabamos fazendo o que nos parece melhor.
Amar é o conselho maior e o mais essencial a ser cumprido, mas para isso é preciso desprendimento e desejo de buscar o cumprimento dessa palavra.
O ser para o outro requer paciência e um olhar puro capaz de enxergar nas mais escuras nuances da personalidade do outro fios brancos de possibilidades de luz. Imprescindível é ter ouvidos atentos para os clamores de vozes que buscam ombros para repousar e braços para acolher. O ser para o outro requer, se necessário for, lágrimas compartilhadas, sorrisos unidos e vezes de Cirineu.
O chamado a ser é uma miscelânia de seres, porém um ser tangencia os dois outros seres: o ser missionário.
O ser missionário une a obediência e a sensibilidade aos conselhos do Pai às possibilidades de luz para as nuances escuras da personalidade do outro. É necessário nesse ser escutar os sonhos do Pai para o outro e ter no coração o desejo de anunciar o recado desses sonhos aos corações daqueles que não os conhecem.
Esses corações muitas vezes , e às vezes quase sempre , não escutam a voz do Pai que fica triste, decepcionado, ferido, portanto o ser missionário deve estar pronto a consolar as lágrimas , quase sempre de sangue , desse Coração Sagrado e para isso é essencial alegria e disposição para servir, mesmo quando sombras de desânimo e cansaço insistem em prevalecer.
O ser missionário é, portanto, o mais importante, pois que une o ser para Deus e o ser para o outro, dando vida ao ser para si.
O ser para si requer altruísmo, visto que é necessário viver o ELE e o NÓS em detrimento do EU. O EU teme, reluta, duvida, cai, levanta e busca no ELE a força para caminhar no NÓS.
Finalmente, embora sejam conhecidas todas essas capacidades de ser, somente conhecendo o coração de Deus é possível, verdadeiramente, ser.

Viviane Frutuoso - Grupo do Amor / Ministério de Música

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