Introdução

Este livro aborda a sexualidade numa linguagem simples, directa e acessível. Pretende-se dar resposta a questões comuns, sobretudo entre os mais jovens, como: O que sabemos e ignoramos sobre a sexualidade humana? o que se procura no sexo? Qual o significado de uma união sexual? O que se espera do parceiro de nós? em que medida diferem as respostas sexuais no homem e na mulher? Como agradar ao parceiro? Será o homem um ser monogâmico? Em que medida os valores da sociedade influenciam as nossas atitudes sexuais?.

Neste trabalho é apresentada uma perspectiva pessoal da refinada arte de amar e fazer amor. É meu objectivo falar um pouco do fascinante mundo da sexualidade humana e tentar desmistificar alguns estereótipos arcaicos, teimosamente reincidentes sobretudo entre os homens nas sociedades latinas. Por outro lado, pretendo alertar para os efeitos preniciosos de reduzir o sexo a um mero exercício físico susceptível de ser quantificado em termos de performance intensidade e quantidade. Talvez a principal mensagem do texto é a de que o sexo não é uma competição olímpica mas um acto de amor e partilha.

O sexo transcende em muito o mero prazer físico. No patamar mais elevado, o acto sexual é uma libertação absoluta. Em particular, a libertação da ansia de procurar prazer. Numa união completa o prazer deixa de nos preocupar pois ele passa a ser uma consequência natural de estarmos juntos com a pessoa amada. Outra mensagem do texto é que, para ser sentido na sua plenitude, o sexo tem de ser acompanhado de uma forte envolvência emocional.

Este não é um livro técnico dirigido ao corpo, com descrições de massagens sensuais e posições exóticas, mas sobretudo um manual para a mente. Muitos homens pensam que fazer amor é como andar: basta usar as pernas, neste caso o membro viril. Acreditar nisso é o mesmo que imaginar que, com um pedaço de pedra e um martelo, se pode fazer uma escultura. Raros são os que nascem com esse dom. A maioria tem de o aprender. É claro não se pode fazer de qualquer pessoa um Fídias ou um Rodin, mas pode ensinar-se muita arte que permita melhorar o engenho.

A sexualidade humana é complexa, misteriosa, bela e … irracional. É preciso possuir uma grande sensibilidade e requer uma longa aprendizagem que só a prática pode ensinar. Sexo é, por natureza, uma actividade exploratória, de novidade e descoberta repleta de prazer e perigos. Por muito que se escreva e fale, o sexo será sempre um tópico tabu que escapa à compreensão definitiva. Por exemplo, embora se possam esboçar muitos princípios válidos para a generalidade das pessoas, cada ser humano é sempre único e nalgum aspecto não se irá encaixar em quaisquer que sejam as categorias em que o queiramos por.

Este é um texto dirigido sobretudo a uma audiência masculina. Pretendo alertar os homens para a necessidade de, de uma vez por todas, compreenderem as diferenças e idiosincrasias da sexualidade feminina e mostrar quanto a realidade se afastada dos clichés sexuais difundidos até a exaustão pelos media e que tão nefasta influência exerce nas mentes dos adolescentes. Apresentarei alguns princípios que considero essenciais para compreender e satisfazer uma mulher e no final abordo alguns aspectos sociais relacionados com a sexualidade: a fidelidade, o casamento, a família, o celibato e a separação.

Este texto pretende despertar a mente dos homens para compreender e respeitar a sexualidade feminina. Se, depois de o ler, o leitor apenas retiver uma ou outra técnica que vai experimentar logo à noite, então não percebeu o livro. A mudança que proponho é a nível da mentalidade. A melhoria do acto sexual é uma mera consequência da mudança de mentalidade.

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