
|
Da minha janela vejo ... o meu Gilão. Sim ... O meu Gilão. Nele ... Aprendi a nadar. Na sua lama, apanhei minhocas ... Aprendi a pescar. Nas suas águas ... Começei a velejar, A ganhar ... E a perder ... Nas regatas da vida. No meu Gilão, que em suas cheias, visitava a minha casa ... Comecei minha vida. Recife 10.11.00 |
||
| Santa Luzia | |
|
Santa Luzia ...
O polvo ...
Secando ao sol
Embalado nos caniços P'ra ficar bem esticadinho.
Os alcatruzes no mar ...
Os saveiros ...
Velas cheias ...
Vento norte ...
Buscando a barra
E a sorte De polvo neles pescar.
Há música ...
Festa na rua ...
Nossa Senhora a passar
Parando perto da lota
P'ros barcos abençoar.
A carvão
Polvo seco Assa na brasa
E o cheiro
Que era um petisco ...
Recife |
|