

O poeta,
Quando nasce,
Vem marcado
P'ra sofrer.
Passa fome ...
O desgraçado ...
Mas não deixa de escrever.
Depois de morto
É herói,
Todos cantam
Seu escrever
E o poeta
Abençoado ...
Depois de fome morrer ...
Sorri !!!
Recife
21.4.01


Eu fui botar
Na poupança
Os meus amores ...
A render.
O Banco ...
Não pagou juros
E em minha conta ficou ...
Somente a muita saudade ...
Dos tempos da mocidade ...
Que há anos ...
Já se acabou.
Recife,
5.2.01
