O Padre Roque Gonzales nasceu em Assunção, no Paraguai. Jovem sacerdote diocesano, com 22 anos de idade,

dedicou-se à evangelização dos índios, nos ervais da Serra de Maracaju. A seguir cura da catedral de Assunção, por 9

anos. Em 1609, declinando dignidades eclesiásticas, tornou-se jesuíta. Seu grande ideal: evangelizar os índios. As

reduções que fundou, no Paraguai e ao longo dos rios Paraná e Uruguai, testemunham seu incansável zelo pelo índios.

Foi martirizado, em 1628, na região do Caaró. Foi um dos fundadores de São Nicolau.



Conforme podemos observar na foto acima, Padre Roque Gonzales está esculpido com um índio ao seu lado,

demonstrando o seu apego à eles.

Em suma, de modo geral, todas as imagens sacras do acervo jesuítico-guarani da Igreja Matriz de São Luiz Gonzaga

retratam as mesmas características da arte barroca missioneira; na verdade, um barroco indianizado, pois algumas

delas mostram bem o dedo indígena, na medida em que estas características tendem a abrandar-se, devido a índole

melancólica dos nativos, apesar da influência européia ter sido decisiva.

As esculturas, de um modo geral, caracterizam-se pela masculinidade, realismo exagerado, expressividade e

misticismo. Não se tratava somente do “fazer artístico”, mas também do “ver e sentir”, refletindo um estilo de vida.

Esse fator foi muito importante no processo de transformação religiosa dos índios, levando-os ao monoteísmo, pois a

escultura de imagens sacras foi usada, pelos padres jesuítas, como elemento catequético justamente para converter os

índios ao cristianismo.





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