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O acervo jesuítico-guarani da Igreja Matriz de São Luiz Gonzaga São Luiz Gonzaga foi fundada no ano de 1687 pelo padre jesuíta Miguel Fernandes, constituindo-se na terceira redução jesuítica da histórica região dos Sete Povos das Missões. Desde sua fundação fez parte da República Guarani, até o ano de 1756, quando, em conseqüência do Tratado de Madrid, assinado em 1750, os jesuítas e índios que habitavam os povoados existentes na região Nordeste do atual estado do Rio Grande do Sul, foram expulsos pelos exércitos português e espanhol. Na redução de São Luiz Gonzaga, assim como nos demais povoados jesuíticos, os índios eram catequizados e educados para serem pedreiros, pintores, entalhadores e músicos. Após a expulsão dos jesuítas e índios, em 1756, o exército português abandonou a região das Missões, passando o povoado de São Luiz Gonzaga a ser habitado por castelhanos. Somente em 1801 os portugueses voltaram e reconquistaram a cidade de São Luiz Gonzaga. No ano de 1873, São Luiz Gonzaga passou a ser o 4º Distrito de Santo Ângelo e, em 3 de junho de 1880, obteve a sua emancipação política e administrativa. No ano de 1902, pelo decreto de número 477, de 18 de março, São Luiz Gonzaga obteve a denominação de cidade. Na época da fundação da redução de São Luiz Gonzaga, assim como em todas as outras reduções, foi construída a igreja jesuítica. Ela estava localizada à esquerda do cemitério, local onde hoje encontra-se o salão paroquial. Sua construção foi iniciada em 1706 e inaugurada em 1718. Media 30 metros de frente para a praça, 50 de frente a fundo. Para SANTOS (s/d), o que mais chamava a atenção na parte da frente da igreja, era um arco que marcava a entrada, construído de pedra grêz e recoberto de pedras semi-preciosas. O seu interior era finamente ornamentado, com alfaias gravejadas de brilhante, ouro e prata. Na Igreja Matriz havia 56 imagens construídas de madeira, esculturadas pelos índios da redução. Existia o altar-mor e mais quatro altares laterais, nichos, colunas e mais obras de talha dourada. O teto, em zimbório, isto é, convexo, também chamava a atenção pelo seu aspecto imponente. Em 1858 a Igreja desabou com uma tormenta e ficou reduzida a um montão de material. As telhas foram carregadas, para cobrir casas e galpões no interior do município, a madeira, principalmente as vigas de madeira de lei, foi usada para a construção de uma ponte e as pedras foram empregadas em construções diversas no perímetro urbano. Com a invasão uruguaia, em 1828, foram carregadas diversas carretas com imagens e demais riquezas que se encontravam no interior da Igreja, além de índios e seus familiares, deixando apenas os inválidos. Os índios, levados contra a vontade, foram servir de escravos no estado oriental. Após a destruição da igrejajesuítica , foi construída no mesmo lugar uma igreja que resistiu até a década de 1940, quando, devido ser pouco resistente, ruiu. Em seu lugar, num terreno pouco a esquerda, foi construída a atual Igreja Matriz. A igreja possui estilo gótico e foi construída com doações da comunidade, a partir de 28 de junho de 1936. Os dez vitrais da Igreja Matriz, em tons verde, vermelho e azul, foram colocados no início da década de quarenta e são oriundos da Alemanha. Contém em seu interior um significativo acervo jesuítico: treze esculturas jesuíticas da época guaranítica, esculpidas em madeira, pelos índios e padres que habitavam a Redução. As imagens jesuítico-guarani foram restauradas e tombadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Também encontra-se em seu interior uma pintura em tela feita pelo Frei Armando Siebert, intitulada “Nossa Senhora do Chimarrão”, onde pessoas do convívio do Frei serviram como modelos e inspiração. A foto abaixo nos mostra a atual Igreja Matriz. |
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Na tela estão pintados São Luiz Gonzaga, Padre Roque Gonzales, Nossa Senhora com o menino Jesus recebendo um chimarrão de um gaúcho e um pequeno índio. Frei Armando ainda presenteou a Igreja Matriz com outros dois painéis sobre telas, que serão colocados sobre um altar mor em estilo medieval, que será especialmente construído. O sacrário da Igreja Matriz foi ganho em 11 de dezembro
de 1994. É uma obra de arte, entalhado em madeira maciça.
Ele é um todo, mas tem suas partes características.
A caixa do sacrário é em forma de pão
abundante, sendo segurado por sete braços e mãos,
simbolizando pão partilhado, os sete sacramentos, os Sete
Povos das Missões, os dias da semana e da criação.
Ainda tem representado nele, água, peixe, trigo, uva e
hóstia. As fotos a seguir nos |
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Ao lado da igreja, há duas colunas do antigo colégio dos jesuítas e uma estátua monolítica do Padre Roque Gonzales, um dos fundadores de São Nicolau e do outro lado, uma estátua de pedra de São Luiz Gonzaga. Sua inauguração deu-se em 19 de novembro de 1945. |
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Em 24 de fevereiro de 1957, o sino foi inaugurado Na torre da Igreja encontra-se o relógio mecânico-elétrico instalado em 1974. Dentre as esculturas jesuíticas da Igreja Matriz de São Luiz Gonzaga estão: Santo Antônio, Santo Izidro, Imaculada Conceição, Mãe das Dores, São João Batista, Crucifixo, Santa Ana, São Francisco, Santa Bárbara, Senhor dos Passos, São João Evangelista, São Luiz Gonzaga e o Cristo Morto. No lado de fora, estão, esculpidos em pedra, o Padre Roque Gonzales e São Luiz Gonzaga.
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