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Rasga em pedacinhos, o silencio.
Penetrando no infinito mundo que me
habita.
O pensamento voa em busca de um
encontro
ansioso com a razão.

E a beleza das notas,
aos poucos se vai infiltrando dentro
dálma,
buscando o aconchego colorido
do mundo interno vibratório.
As pálpebras cerram o pensamento
e tudo se encontra.

É paz, harmonia caprichosa
que faz reviver belos momentos,
em que livro algum jamais saberá
traduzir.

Volto os olhos para o infinito,
percebo que cresço.
E aos poucos vou subindo
junto a cada nota musical.

O espaço se perde entre o mundo e eu.
Fuga absurda e penetrante.
Sonhos que habitam a imagem da retina.
Vida pura e bela.

E aos poucos tudo é um só.
Eu me completo, e a alma vibra.
Caminho no som da melodia,
sigo caminhos jamais vistos.
Penetrando nas profundezas dos meus
sentimentos.

As lagrimas lavam minha face,
descendo pelo caminho do tempo.
Marcando a necessidade do espaço
e tudo se torna um só.

O embalar da melodia que se faz
presente
e a doçura deste encanto.
Tudo se cala, e mais uma vez a
distancia
se faz presente no real.
Não é sonho, nem ilusão.

É a vida...
Vida que desabrocha no sorriso de uma
criança.
Na estrela que cintila.
No cão que ladra.
No cego que esmola.
Na chuva que cai.
No homem que se cala.
Na nuvem que passa.
No sol que brilha.
Na rosa que desabrocha para a vida.
Tal musica, calada e triste que penetra
dentro dálma
e traduz os sonhos e as ilusões da
realidade vivida.

Rasgando não só o silencio,
mas penetrando no infinito momento.
Momento de vida.
Momento de paz.
Momento de luz.
Tal qual a vida,
quando bem vivida.
Neuly LaCaze

  
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