Uma
vez, Luís XIV afirmou que “a moda é o espelho da história”. Conforme se
alteram os cenários do nosso mundo, a moda muda. Não há nada que esteja
acontecendo hoje que não possa influenciar a maneira de vestir das pessoas. E a
história da vestimenta pode nos fornecer uma visão panorâmica da importância
que o vestuário assumiu ao longo do tempo e de como a cultura predominante em
cada momento o influenciou.
Saber lidar com a moda envolve conhecimentos maiores e amplos, e o que vemos geralmente são argumentos do senso comum, até mesmo de profissionais que já estão há anos no mercado e logo percebemos que é por falta de uma formação acadêmica.
Um profissional de Moda/Estilismo ao criar, precisa reunir informações de desenho de moda, observação, composição, saber tratar com as cores; projetar envolvendo conhecimentos prévios de estamparia, modelagem, as tecnologias têxteis, as diversas técnicas, como serigrafia; argumentar sobre sua coleção embasado na arte e na história da indumentária e a executar metodologicamente suas criações, produção de desfile, de vitrine à elaboração de um catálogo de moda e como a aliada a informática, sabendo pesquisar, com bom senso, tudo o que há de bom na internet.
No
site: http://www.esterciprian.com/html/lloronamoda.htm,
encontramos o depoimento de Ester Ciprian que diz que:"A
moda é arte, só quando é produto de um ato de amor...A moda atual não é um
ato de amor, porque não querem desenhar para todos os tipos humanos, pretendem
que toda a sociedade queira ser de uma determinada forma, sabendo que isso é
impossível, criando fontes de sofrimento".
Grifs
Segundo
a revista Super Interessante da edição de setembro de 2003, no artigo que
trata sobre as pessoas que cultuam uma grife
como se fosse mais uma
crença, Gisele Bündchen é a mulher com que todas as outras querem se
parecer e a que todos os homens querem ter,como bem definiu a editora Vogue
inglesa,Francesca Martin.É por isso que Bündchen ajuda a ampliar mercados e
multiplicar o consumo.
A moda no futuro
Para
o filósofo francês Gilles Lipovetsky, autor de O Império do Efêmero - uma
espécie de bíblia sobre o assunto no meio
acadêmico- a roupa perderá,
com o passar do tempo, sua herança adquirida na Idade Média, de transmitir
visualidade a posição social do indivíduo para se tornar algo essencialmente
prático. Lipovetsky aceita a presença dos tecidos inteligentes- esses que
lidam com troca de calor, mantendo o corpo quente no frio e vice-versa, ou
evitam a criação de bactérias- no futuro do sistema. Mas faz algumas ressalvas.
A reflexão fará a diferença em um mundo onde a tecnologia imperará em
todos os âmbitos da sociedade. A figura do estilista não desaparecerá, pelo
contrário. Para Lipovetsky, a criatividade, as idéias e o saber serão "
artigos de luxo ". Este, aliás, um dos jargões preferidos do mundo
fashion.