Sobre a Quarta Pesquisa “Assessoria Popular” em Ouro Preto


Pesquisa quantitativa, com plano amostral, aplicada nos dias 30 e 31 de outubro de 2002. A população foi segregada, para efeito de composição da amostra, em faixas etárias, razão de sexo e setorização na distribuição dos questionários.

Os dados da população para a qualificação da amostra foram extraídos do minicenso (contagem), do IBGE, de 1996.

Área de aplicação:

Município de Ouro Preto – sua sede e os seguintes distritos:

Amarantina, Antônio Pereira, Cachoeira do Campo, Engenheiro Correia, Glaura, Miguel Burnier, Rodrigo Silva, Santa Rita de Ouro Preto, Santo Antônio do Leite, Santo Antônio do Salto, São Bartolomeu.

Intervalo de Confiança: 95%; margem de erro: 5%.

Número de questionários aplicados: 381.


voltar ao início da página

voltar ao início da página

Escolaridade

Percentual

Analfabeto/sem instrução

7,1

Primário completo/1º grau incompleto

37,3

1º grau completo/2º grau incompleto

28,3

2º grau completo/superior incompleto

23,4

Superior completo

3,9

Total

100,0

voltar ao início da página

Como maior problema do Brasil, cresceu a indicação da pobreza. Certamente trata-se de reflexo da centralidade dado ao tema pela campanha presidencial de Lula.


Maior problema do Brasil

Percentual

Desemprego

41,2

Pobreza

13,4

Violência

9,2

Economia

7,6

Saúde

5,8

Outros *

20,9

NS/NR

2,1

Total

100,0

* Outros reúne todas as categorias que não atingiram 5% das opções.

voltar ao início da página

Maior problema de Minas Gerais

Percentual

Desemprego

34,1

Violência

11,5

Saúde

10,0

Pobreza

9,2

NS/NR

8,7

Outros *

22,3

Total

100,0

* Outros reúne todas as categorias que não atingiram 5% das opções.

voltar ao início da página

Maior problema de Ouro Preto

Percentual

Desemprego

25,5

Saúde

16,3

Administração/governantes

15,2

Violência

9,4

NS/NR

7,4

Política/políticos

6,6

Outros *

19,7

Total

100,0

* Outros reúne todas as categorias que não atingiram 5% das opções.

voltar ao início da página

Continua prevalecendo uma avaliação negativa do governo FHC e uma avaliação positiva do governo Itamar Franco.


voltar ao início da página


A avaliação da administração Marisa Xavier continua negativa. No quadro abaixo, percebemos que, com relação à pesquisa anterior, a avaliação positiva (bom e ótimo) flutuou dentro da margem de erro e a negativa (ruim e péssimo) recuou em sete porcento em relação à pesquisa anterior.


voltar ao início da página

voltar ao início da página

Na pesquisa de setembro do ano passado, 46% avaliavam o desempenho da Câmara como péssimo ou ruim, enquanto 24% o tinham como bom ou ótimo. As avaliações positiva e negativa da Câmara flutuaram dentro da margem de erro portanto, permanecendo a avaliação predominantemente negativa.


voltar ao início da página

voltar ao início da página

voltar ao início da página

voltar ao início da página

A maioria dos respondentes se autoclassificou como pobre. Apenas 3,1% se disseram ricos.


voltar ao início da página

voltar ao início da página

voltar ao início da página

Valor que a pessoa deve ganhar para ser considerada rica

Percentual

De R$ 200,01 a R$ 600,00

2,1

De R$ 600,01 a R$ 1.000,00

2,4

De R$ 1.000,01 a R$ 2.000,00

12,1

De R$ 2.000,01 a R$ 6.000,00

28,9

De R$ 6.000,01 a R$ 10.000,00

8,9

De R$ 10.000,01 a R$ 20.000,00

16,0

De R$ 20.000,01 a R$ 28.000,00

6,3

Mais de R$ 28.000,01

9,2

NS

12,1

NR

2,1

Total

100,0


Para a maioria da população (54,3% das respostas), uma renda de até R$ 10.000,00 faz uma pessoa rica.

voltar ao início da página


Qualificando os motivos que a população vê como causas da pobreza, percebe-se que a incompetência dos governantes é a principal causa da pobreza. A fragilidade da economia e a falta de estudos são também apontadas como causas relevantes da pobreza. Já a falta de sorte ou de esforço da pessoa são pouco indicadas como causas da pobreza.

voltar ao início da página

Por que alguém é pobre?

Economia ruim

Falta de estudo

Falta de esforço da pessoa

Falta de sorte

Incompetência dos governantes

1º motivo (peso 3)

70,1

75,6

35,4

14,2

103,1

2º motivo (peso 2)

58,3

50,9

26,8

13,1

47,2

3º motivo (peso 1)

21,0

23,9

17,8

14,4

19,9

Total

149,3

150,4

80,1

41,7

170,3

voltar ao início da página

A pobreza é...

Percentual

Uma das principais causas da violência

22,0

Uma dentre outras causas

37,3

Não tem nada a ver com a violência

40,4

NS/NR

0,3

Total

100,0


Para a maioria da população não existe uma relação causal entre pobreza e violência, contrariando o discurso de quase todos os especialistas sobre o tema.

voltar ao início da página

Você...

Percentual

Sempre dá esmola

29,1

Às vezes dá esmola

60,4

Nunca dá esmola

10,2

NS/NR

0,3

Total

100,0


O número de pessoas que se declarou como colaborador - com trabalho voluntário ou doações - de ações em prol de necessitados foi bastante expressivo. Mais da metade dos respondentes disse que ajuda de alguma maneira.

voltar ao início da página

Você colabora com doações ou trabalho voluntário?

Percentual

Sim

60,1

Não

39,6

NS/NR

0,3

Total

100,0

voltar ao início da página

Por que não ajuda?

Percentual

NA *

60,4

Falta de oportunidade

9,2

Falta de condição

7,1

Falta de tempo

5,8

Outros

3,9

Falta de interesse

2,4

NS

2,4

Ajuda quando pedem

2,1

Não acredita

2,1

Nunca pediram

1,8

NR

1,6

Existe muita safadeza

1,0

A família ajuda

0,3

Total

100,0


* NA = "Não se aplica". Essa pergunta só foi feita para quem respondeu que não colabora com trabalho voluntário ou doações.

voltar ao início da página

O trabalho das instituições em favor dos pobres...

Percentual

Ajuda muito quem precisa

43,0

Ajuda um pouco quem precisa

49,9

Não ajuda em nada

6,0

NS/NR

1,0

Total

100,0

voltar ao início da página

A maioria dos entrevistados declarou acreditar na mobilidade social nos dois sentidos, tanto para "cima" quanto para "baixo".


Alguém que nasce pobre...

Percentual

Pode enriquecer

87,7

Será sempre pobre

10,8

NS/NR

1,6

Total

100,0

voltar ao início da página

Alguém que nasce rico...

Percentual

Pode empobrecer

89,5

Será sempre rico

9,4

NS/NR

1,0

Total

100,0

voltar ao início da página

Apenas 1 em cada 20 entrevistados acham que os pobres não sofrem preconceito.


Pobres sofrem preconceito dos outros?

Percentual

Sim

94,5

Não

4,2

NS/NR

1,3

Total

100,0

voltar ao início da página

Para cerca de um terço dos entrevistados os pobres devem se adequar ao preconceito dos outros.


Pobres devem evitar ir a alguns lugares onde possam ser mal tratados?

Percentual

Sim

36,7

Não

62,2

NS/NR

1,0

Total

100,0

voltar ao início da página

Para os entrevistados os pobres sofrem mais com o preconceito do que mulheres e negros.


Pobres sofrem mais ou menos preconceito do que as mulheres?

Percentual

Menos preconceito

35,7

Mesma coisa

15,2

Mais preconceito

45,1

NS/NR

3,9

Total

100,0

voltar ao início da página

Pobres sofrem mais ou menos preconceito do que os negros?

Percentual

Menos preconceito

20,2

Mesma coisa

16,3

Mais preconceito

60,1

NS/NR

3,4

Total

100,0

voltar ao início da página

No módulo pós-eleitoral da pesquisa, destacamos alguns aspectos que nos pareceram mais importantes.

Perguntamos em quem as pessoas votaram para os diversos cargos no primeiro turno. Em todos os casos o índice de esquecimento do voto foi baixo: nunca superior a 3%.

O cargo para o qual os ouropretanos votaram com mais convicção de estar votando bem foi o de Presidente d República. Mais de 50% indicaram essa resposta.

Outra informação importante e até mesmo surpreendente frente ao que foi noticiado à época da eleição: apenas 1 em cada 20 entrevistados disseram ter sido difícil ou muito difícil votar na urna eletrônica.


O que levou em conta para votar para...

Presidente

Governador

Senador

Deputado Federal

Deputado Estadual

No candidato

23,1

21,8

18,6

18,1

26,8

No partido

10,0

13,6

15,2

11,3

13,1

Nas propostas dele

50,7

36,0

25,7

23,1

24,4

Em quem ele apoiou e pediu voto para ele

1,8

3,1

3,9

6,3

3,7

Outras razões

3,9

3,9

5,2

4,7

4,5

NS/NR

1,3

4,5

8,7

11,5

7,9

NA

9,2

17,1

22,6

24,9

19,7

Total

100,0

100,0

100,0

100,0

100,0

voltar ao início da página

Para quase todos os cargos, o fator fundamental na decisão de voto foram as propostas do candidato. A única exceção foi o voto para Deputado Estadual, onde ocorreu uma decisão personalista. Isso não significa que a decisão de voto não seja personalista nos outros casos. A pessoa do candidato fica em segundo lugar sempre. O apoio dado ao candidato é visto como pouco importante. Orientação partidária tem peso para apenas cerca de 10 a 15% dos eleitores, conforme o caso.

Perguntamos também se os entrevistados sabiam se seus candidatos tinham sido eleitos. A atenção dos eleitores se mostrou grande. Apenas cerca de 5% dos entrevistados disseram não saber responder se seus candidatos tinham sido eleitos ou não. O maior índice de esquecimento foi para os candidatos a senador e o menor para presidente.

Conseqüente com essa atenção, a esmagadora maioria do eleitorado ouropretano afirmou acreditar que seu voto é muito importante para melhorar o país.


Seu voto é ...

Percentual

Muito importante para melhorar o país

73,2

Teve pouca importância para melhorar o país

5,2

Acha que seu voto não muda nada

11,3

NS/NR

1,8

NA *

8,4

Total

100,0

* Quem disse que não votou não respondeu a essa pergunta.

voltar ao início da página

A grande maioria também apóia a continuidade do horário eleitoral gratuito.


Deveria continuar existindo horário eleitoral?

Percentual

Sim

69,0

Não

28,1

NS/NR

2,9

Total

100,0

voltar ao início da página

Há um moderado otimismo quanto às melhorias que advirão da posse dos eleitos.


Após o fim das eleições...

Percentual

As coisas vão melhorar muito

23,4

Vão melhorar um pouco

57,5

Vai continuar tudo igual

10,2

Vai piorar um pouco

5,0

Vai piorar muito

0,5

NS/NR

3,4

Total

100,0

voltar ao início da página

A maioria (59,8%) declarou que votaria, mesmo que o voto não fosse obrigatório. Mas um expressivo contingente (36,2%) respondeu que só vota em função da obrigatoriedade.


Você votaria, se o voto não fosse obrigatório?

Percentual

Sim

59,8

Talvez

3,9

Não

36,2

Total

100,0

voltar ao início da página

Mas, opinando como agiriam os outros, a expectativa de abstenção em caso de fim da obrigatoriedade aumenta muito.


Se acabasse o voto obrigatório, a maioria da população votaria mesmo assim?

Percentual

Sim

28,3

Talvez

3,7

Não

65,1

NS/NR

2,9

Total

100,0

voltar ao início da página

Para a maioria dos entrevistados, Lula foi o candidato com as melhores propostas para acabar com a pobreza.


Qual candidato tinha as melhores propostas para acabar com a pobreza?

Percentual

Lula

72,7

Serra

11,3

Ciro

3,1

Garotinho

3,9

Rui Costa

0,3

Todos

1,6

Nenhum

1,8

NS/NR

5,2

Total

100,0

voltar ao início da página

Qual a sua renda familiar?

Percentual

Até R$ 200,00

12,1

De R$ 200,01 a R$ 600,00

38,1

De R$ 600,01 a R$ 1.000,00

17,1

De R$ 1.000,01 a R$ 2.000,00

13,6

De R$ 2.000,01 a R$ 4.000,00

6,3

Mais de R$ 4.000,01

2,9

NS

8,7

NR

1,3

Total

100,0

voltar ao início da página

Qual sua religião?

Percentual

Evangélica pentecostal

3,9

Evangélica não-petencostal

2,4

Umbanda

0,3

Espírita kardecista

3,7

Católica praticante

60,6

Católica não praticante

23,6

Acredita em Deus, mas não tem religião

4,7

Ateu/não acredita em Deus/agnóstico

0,8

Total

100,0

voltar ao início da página

Tem telefone fixo?

Percentual

Sim

64,0

Não

35,7

NR

0,3

Total

100.0

voltar ao início da página

Tem telefone celular?

Percentual

Sim

22,6

Não

76,1

NS

0,3

NR

1,0

Total

100.0

voltar ao início da página

Hosted by www.Geocities.ws

1