Terceira Pesquisa Eleitoral no Munic�pio de Ouro Preto


Caracteriza��o socioecon�mica da popula��o

Algumas das perguntas que s�o feitas aos entrevistados servem para se fazer uma caracteriza��o socioecon�mica da popula��o investigada. Registramos, nessa se��o do relat�rio, as respostas declaradas para as perguntas acerca do n�vel de instru��o, renda e ocupa��o da popula��o.


Instru��o

Freq��ncia

Percentual

Analfabeto / sem instru��o

50

13,1

Prim�rio completo (1� grau incompleto)

137

36,0

1� grau completo (ginasial, 2� grau incompleto)

105

27,6

2� grau completo (colegial, superior incompleto)

78

20,5

Superior completo

11

2,9

Total

381

100,0


O n�vel de escolaridade dos ouropretanos � muito baixo. Dentre os entrevistados, 49,1% n�o completaram o Ensino Fundamental, indicando um grave d�ficit educacional. Considerando o fato de a cidade abrigar uma Universidade, esse quadro se mostra particularmente grave. Note-se que o dado aferido para Ouro Preto � muito pr�ximo daquele que obtivemos nas pesquisas anteriores, como esperado (48,9%, na segunda e 51,9%, na primeira).

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Renda

Freq��ncia

Percentual

At� R$ 151,00

65

17,1

de R$ 151,01 a R$ 453,00

121

31,8

de R$ 453,01 a R$ 755,00

70

18,4

de R$ 755,01 a R$ 1.510,00

53

13,9

de R$ 1.510,01 a R$ 3.020,00

21

5,5

mais de R$ 3.020,00

6

1,6

NS

34

8,9

NR

11

2,9

Total

381

100,0


Quase metade da amostra (48,9%) tem renda familiar at� R$ 453,00, segundo declararam. Segue sendo clara a estreita correla��o entre os baixos n�veis de escolaridade e de renda. Isso vale dizer que investimentos na educa��o nesses munic�pios apontariam claramente para uma melhoria n�o s� dos n�veis educacionais e da qualidade de vida dos mun�cipes, mas tamb�m da distribui��o de renda.

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Ocupa��o

Freq��ncia

Percentual

Empregado (assalariado)

102

26,8

Empregador (empres�rio)

7

1,8

Aut�nomo (camel�, dono de van, artes�o)

70

18,4

Dona de casa

77

20,2

Aposentado

44

11,5

Estudante

38

10,0

Desempregado

15

3,9

Funcion�rio p�blico

24

6,3

Profissional liberal

3

0,8

NR

1

0,3

Total

381

100,0


Quanto � ocupa��o, ela se mostrou bem distribu�da em diferentes n�veis, merecendo destaque o grau elevado de trabalhadores aut�nomos. Isso representa, possivelmente, uma busca de alternativa por desempregados, vinculados geralmente a uma modalidade informal de obten��o de renda. Isso vale dizer que, possivelmente, exista uma correspond�ncia entre n�veis baixos de escolaridade, renda e emprego na regi�o. Mais uma vez, as varia��es entre os �ndices apurados para cada uma das ocupa��es variou dentro da margem de erro da pesquisa. Isso � demonstrativo da qualidade do trabalho realizado.

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CONCLUS�ES A RESPEITO DAS CARACTER�STICAS SOCIOECON�MICAS DA AMOSTRA

A an�lise desses dados nos leva a concluir que a �rea educacional tem sido tratada com muito desleixo na regi�o. Lembre-se que a legisla��o em vigor garante a universalidade do acesso � educa��o e que a responsabilidade pela Educa��o Fundamental � prioritariamente dos munic�pios. Assim, imp�e-se a necessidade da cria��o urgente de uma pol�tica municipal clara e efetiva que reverta o grave d�ficit educacional apurado pela pesquisa. Pelo cruzamento dos dados respeitantes a instru��o e renda, percebemos com nitidez uma depend�ncia entre essas vari�veis, i.e., conforme se mostram mais elevados os n�veis de instru��o se apresentam maiores os n�veis de renda. Isso nos coloca uma hip�tese de que a revers�o do atual quadro de baixa instru��o da popula��o levaria a uma melhor distribui��o de renda na regi�o.

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Principais problemas de Ouro Preto

Mais uma vez, perguntamos aos ouropretanos qual seria o principal problema do munic�pio em sua opini�o.


Problema

Freq��ncia

Percentual

Desemprego

84

22,0

Sa�de

66

17,3

Muitos

41

10,8

Viol�ncia

40

10,5

NS

34

8,9

�gua

19

5,0

Saneamento b�sico

14

3,7

Administra��o / governante

13

3,4

Pol�tica / pol�ticos

13

3,4

Habita��o

7

1,8

N�o tem problema

6

1,6

Cal�amento

6

1,6

Turismo

5

1,3

Educa��o

5

1,3

Drogas

4

1,0

Transporte

4

1,0

NR

4

1,0

Tr�nsito

4

1,0

Urbaniza��o

3

0,8

Lazer

2

0,5

Abandono dos distritos

2

0,5

Estradas

1

0,3

Economia

1

0,3

Menor abandonado

1

0,3

Seguran�a

1

0,3

Limpeza

1

0,3

Infra-estrutura

1

0,3

Abaixo assinado

1

0,3

Comunica��o

1

0,3

Total

381

100,0


Os principais problemas de Ouro Preto s�o o desemprego (na pesquisa anterior eram 22,0%), sa�de, que cresceu bastante, passando de 10,8% para 17,3% (em abril eram 8,1%; possivelmente essa preocupa��o cresceu por conta do destaque que tem recebido ao longo da campanha eleitoral), muitos (que flutuou para menos, pois na pesquisa anterior vinha com 10,8%, retornando aos n�veis apurados em abril: 10,2%), depois vem a sa�de, com 10,8% (tamb�m subindo com rela��o aos 8,1% anteriores) e viol�ncia, que flutuou para mais, indo a 10,5% (em abril e agosto, o �ndice foi o mesmo: 8,7%).

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CONCLUS�ES A RESPEITO DOS PRINCIPAIS PROBLEMAS APONTADOS PELA AMOSTRA

Vistas de uma forma geral, as altera��es que se verificam com rela��o ao quadro anterior demonstram uma grande esperan�a da popula��o com as elei��es. Para dois exemplos paradigm�ticos, citamos a pol�tica que desabou e problemas relativos � urbaniza��o que aparecem com mais for�a. A nosso ver, a pol�tica deixa de ser problema e passa a ser solu��o � medida que a popula��o, em meio ao processo eleitoral, se v� mais participante das decis�es. O crescimento da preocupa��o da popula��o com a urbaniza��o mostra que esta, �s v�speras da elei��o, mostra-se mais preocupada com o espa�o em que vive e que ser� gerenciado por aqueles que ela eleger. Continua mostrando-se surpreendente � primeira vista que uma popula��o com n�vel instrucional baixo, v�tima de uma m� distribui��o de renda e sofrendo com a falta de empregos n�o indique a educa��o como um de seus principais problemas de forma mais decidida. Em nossa an�lise, percebemos que o munic�pio ocupa um papel chave na revers�o desse quadro por ser o principal respons�vel pela Educa��o Fundamental. A popula��o, contudo, n�o tem se dado conta desse fato. A popula��o aposta em uma perspectiva mais imediatista de melhoria de sua vida, n�o trabalhando com alternativas estrat�gicas, como aquela representada por investimentos na educa��o. Urge, ent�o, que os �rg�os de imprensa atuantes na regi�o cumpram seu papel de informar a popula��o e passem a dar mais destaque a essa quest�o doravante. S� uma popula��o bem informada, afinal, poder� exigir de seus representantes pol�ticas eficazes que revertam em benef�cio para a sociedade. O NEAPOC-UFOP fez sua parte nesse sentido, gerando informa��o qualificada e atrav�s de crit�rios confi�veis.

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Prefer�ncia partid�ria

Quando perguntados sobre seu partido de prefer�ncia, os ouropretanos responderam da seguinte forma:


Partido

Freq��ncia

Percentual

N�o tem

284

74,5

PT

42

11,0

PMDB

23

6,0

PTB

6

1,6

NS

6

1,6

PL

4

1,0

PFL

3

0,8

PSC

3

0,8

PSDB

2

0,5

PPS

2

0,5

PRN

2

0,5

PPB

1

0,3

PC do B

1

0,3

PCB

1

0,3

NR

1

0,3

Total

381

100,0

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Avalia��o das administra��es


Avalia��o do governo de F. H. C.

Freq��ncia

Percentual

P�ssimo

100

26,2

Ruim

66

17,3

Regular

134

35,2

Bom

61

16,0

�timo

4

1,0

NS

12

3,1

NR

4

1,0

Total

381

100,0


A avalia��o do governo FHC melhorou sensivelmente entre abril e agosto. Na primeira pesquisa, cerca de 49% dos ouropretanos tinham uma avalia��o negativa do governo federal. Eram 39% em agosto. Agora, s�o 43,5%. A maior parte dos que avaliavam negativamente o governo federal migrou para o regular, que subiu de 34% para 41% e em setembro foi para 35,2%. A avalia��o positiva flutuou de 15% para 18% e recuou para 17% em setembro. Como j� destac�vamos em nosso relat�rio da pesquisa de abril: "o n�mero dos que avaliaram como regular � alto e pode rapidamente migrar, seja para uma avalia��o ainda mais negativa, seja para uma avalia��o mais positiva." Ainda que os que optaram por p�ssimo ou ruim superem em muito os que indicaram bom ou �timo (os que t�m avalia��o negativa s�o o dobro dos que a t�m positiva!), � preciso notar que havia uma tend�ncia de recupera��o de popularidade assinalada pela pesquisa. Nessa pesquisa de setembro, contudo, verificamos que o f�lego dessa recupera��o, devida � retirada do Governo Federal do centro das aten��es em fun��o das campanhas municipais, esgotou-se. Ainda que a avalia��o negativa n�o tenha retornado aos n�veis de abril, ela flutuou para negativo em setembro: nesse m�s, s�o 43,5% que t�m avalia��o negativa; sendo que 17% a t�m positiva e 35,2% a tomam por regular.

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Avalia��o do governo de Itamar Franco

Freq��ncia

Percentual

P�ssimo

23

6,0

Ruim

39

10,2

Regular

116

30,4

Bom

159

41,7

�timo

16

4,2

NS

23

6,0

NR

5

1,3

Total

381

100,0


A avalia��o do governo Itamar permanece est�vel e bastante positiva. Os que avaliavam o governo estadual como p�ssimo ou ruim eram 17,1% em agosto, contra 13,1% em abril. Em setembro, Itamar manteve seus n�veis de reprova��o: tem 16,2% da popula��o nesse campo. Os que t�m avalia��o positiva (bom ou �timo) tamb�m n�o variaram: 45,9% em setembro, contra 40,7% em agosto (em abril eram 43%) A avalia��o regular tamb�m � est�vel: 30,4% em setembro, como em agosto (38,3%) e bem pr�ximo do �ndice de abril: 39,9%. Nota-se que o efeito da campanha eleitoral municipal sobre as avalia��es das outras esferas do governo esgotou sua influ�ncia.

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Avalia��o da atual administra��o municipal

Freq��ncia

Percentual

P�ssimo

48

12,6

Ruim

36

9,4

Regular

96

25,2

Bom

136

35,7

�timo

54

14,2

NS

9

2,4

NR

2

0,5

Total

381

100,0


De todas as esferas administrativas avaliadas, a que recebe um melhor conceito da popula��o segue sendo a municipal. A atual prefeitura municipal j� n�o � t�o bem vista agora como era em setembro. Entre os ouropretanos, 49,9% est�o achando de boa a �tima a administra��o (em agosto eram 52% e em abril eram 42%), sendo que s�o 25,2% os que avaliam como regular (em setembro t�nhamos 28,9% e em abril um �ndice pr�ximo ao atual) e 22% os que avaliam como de ruim a p�ssima (em agosto e abril eram 17%). Portanto, a avalia��o se tornou mais negativa, parcela dos que avaliavam positivamente ou como regular migrando para o campo da reprova��o. Contudo, � importante destacar que a avalia��o da administra��o municipal segue sendo bastante positiva.

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Inten��o de voto


Presidente

Freq��ncia

Percentual

Itamar Franco

93

24,4

Lula

92

24,1

Indeciso

55

14,4

Ciro Gomes

45

11,8

Jos� Serra

25

6,6

Nulo

25

6,6

Branco

21

5,5

NS

19

5,0

Outros

6

1,6

Total

381

100,0


Na inten��o de votos para a presid�ncia do Brasil, Lula e Itamar Franco seguem em empate t�cnico, com cerca de 24% das inten��es. Ambos cresceram com rela��o � pesquisa anterior. Antes, os dois tinham menos de 20%. Ciro Gomes segue em terceiro, com 11,8% (em agosto: 11,5%; em abril: 10%). H� uma importante faixa do eleitorado (31,5%) que n�o se manifestou por alguma candidatura. Antes eram 42,7% (agosto) e 35% (abril) a n�o indicar candidatos. Mant�m-se, contudo, uma n�tida tend�ncia oposicionista, com os tr�s primeiros lugares sendo candidatos que criticam FHC.

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Governador

Freq��ncia

Percentual

Eduardo Azeredo

105

27,6

Itamar Franco

102

26,8

Indeciso

49

12,9

Cabo J�lio

41

10,8

Patrus Ananias

38

10,0

Nulo

15

3,9

NS

14

3,7

Branco

12

3,1

Outros

3

0,7

NR

2

0,5

Total

381

100,0


Para o governo de Minas, novamente continua bem posicionada a candidatura de Itamar, que cresce um pouco com rela��o � pesquisa de agosto (quando tinha 24,9%), mas sem recuperar os �ndices de abril, quando aparecia com 28%. Eduardo Azeredo tamb�m se recuperou, mas de forma mais significativa, tomando o primeiro lugar de Itamar pela primeira vez. Ainda assim, ambos continuam em empate t�cnico. Patrus e Cabo J�lio continuam embolados no terceiro e quarto lugares, mas dessa vez o petista volta a superar seu rival. Trata-se certamente de um reflexo da ren�ncia desse pol�tico ao pleito em Belo Horizonte. O n�mero de pessoas que n�o opinaram sobre o tema flutuou para cima em agosto para a inten��o de voto para Presidente e para Governador. Agora, em setembro, essa flutua��o foi em ambos os casos para baixo. No caso de Governador, t�nhamos 32,3% sem candidato em agosto, contra 24,1% em setembro.

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Prefeito(a)

Freq��ncia

Percentual

Marisa Xavier

182

47,8

Jos� Leandro

132

34,6

Indeciso

43

11,3

NS

10

2,6

Nulo

5

1,3

Branco

4

1,0

NR

3

0,8

Outros

2

0,6

Total

381

100,0


Na inten��o espont�nea de voto para a prefeitura de Ouro Preto, o n�mero de indecisos recuou fortemente entre abril e agosto e seguiu recuando agora em setembro. Eram cerca de 55% em abril, em agosto, eram 25% e, agora, s�o apenas 11%. Se, na pesquisa de abril, apenas cerca de 35% dos entrevistados declarava um nome, em agosto eles j� eram 70%, ou seja o dobro, e em setembro j� s�o 83%. Contudo, esse crescimento das op��es n�o contemplou Jos� Geraldo Torres (Matip�), que recebeu menos de 1% das op��es em agosto e, em setembro, n�o foi lembrado. O item outros da tabela � composto por indica��es de nomes de pessoas que n�o s�o candidatas � Prefeitura. Como se v� pelos dados acima, na inten��o espont�nea, temos Marisa Xavier liderando com 47,8%, criando uma curva de crescimento bastante expressiva com rela��o � abril (3%) e agosto (34,6%). O candidato Jos� Leandro recebeu 34,6% das prefer�ncias, flutuando para menos com rela��o ao m�s passado, quando tinha 35,7%. Em abril, Jos� Leandro tinha 21% Confirma-se, assim, a tend�ncia que indicamos no relat�rio anterior, quando apontamos que "mesmo considerando que aquele que obteve o segundo lugar nas prefer�ncias da pesquisa espont�nea realizada antes [abril] foi �ngelo Osvaldo com 6% e que trata-se tamb�m de um oposicionista, o crescimento da oposi��o com a campanha � ainda assim maior do que a obtida pela chapa situacionista." J� em abril, afirm�vamos que: "H�, tamb�m, uma tend�ncia mais definida de voto para o atual prefeito, mas h� muito espa�o para que outras candidaturas possam crescer." O trunfo de Jos� Leandro, que tenta sua reelei��o, segue sendo a avalia��o muito positiva que sua administra��o tem junto aos eleitores. Esse trunfo, contudo, n�o tem se mostrado decisivo. Os que tomam a administra��o do prefeito como regular, tendem a optar pela oposi��o, como mostra o quadro a seguir:

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Prefeito(a)

Avalia��o da atual administra��o municipal (CROSSTABULATION):


 

P�ssimo

Ruim

Regular

Bom

�timo

NS

NR

Total

Jos� Leandro

 

 

15

69

46

2

 

132

Marisa Xavier

43

34

58

38

6

2

1

182

Nulo

1

1

1

2

 

 

 

5

Branco

 

 

4

 

 

 

 

4

Indeciso

2

 

13

23

1

4

 

43

NS

 

1

5

2

1

1

 

10

Outros

1

 

 

1

 

 

 

2

NR

1

 

 

1

 

 

1

3

Obs: Os dados apresentados nessa tabela s�o de freq��ncia.

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Prefeito(a) (estimulado)

Freq��ncia

Percentual

Marisa Xavier

206

54,1

Jos� Leandro

140

36,7

Indeciso

21

5,5

Nulo

5

1,3

Branco

4

1,0

NR

3

0,8

Jos� Geraldo Torres

2

0,5

Total

381

100,0


Na resposta estimulada, o candidato Jos� Geraldo Torres (Matip�) segue sem ter ao menos 1% das indica��es, como se verificou em agosto. Tendo em m�os um cart�o em forma de disco com o nome dos candidatos, a vantagem de Marisa Xavier sobre Jos� Leandro se reafirma. Como o nome do atual prefeito � mais consolidado junto � mem�ria do eleitorado, ele apenas flutua para mais, avan�ando 2,1%. Marisa Xavier, por sua vez, avan�a 6,3% nas prefer�ncias quando o eleitor tem os nomes dos candidatos nas m�os. � luz desses resultados, fica claro que, se a elei��o tivesse ocorrido nos dias em que realizamos nosso levantamento de dados, Marisa Xavier teria sido eleita prefeita de Ouro Preto.

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Prefeito(a) (votos v�lidos)

Freq��ncia

Percentual

Marisa Xavier

206

59,19

Jos� Leandro

140

40,22

Jos� Geraldo Torres

2

0,57

Total

348

100,0

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Lembran�a do n�mero dos candidatos

Em nosso relat�rio de agosto, afirm�vamos que: "Como a elei��o desse ano dar-se-� atrav�s das urnas eletr�nicas, a lembran�a do n�mero dos candidatos � um dado fundamental. Perguntados a respeito disso, os nossos entrevistados, em sua maioria, souberam dizer corretamente o n�mero de seus candidatos. Isso se deu tanto no caso da resposta espont�nea quanto no caso da estimulada. Como temos ainda um m�s de campanha, quando a propaganda deve ser muito intensa por se tratar de uma reta final muito disputada, n�o nos parece haver motivo para crer que a inova��o introduzida pela urna eletr�nica ir� interferir na disputa." Continua assim nos parecendo, mas n�o deixa de surpreender que, se ainda � a maioria que conhece o n�mero dos candidatos, ela n�o � t�o expressiva quanto seria desej�vel. A um m�s das elei��es, cerca de 14 em cada 100 eleitores desconhecem os n�meros de seus candidatos, como se v� na tabela abaixo:


N�mero (esp/set)

Freq��ncia

Percentual

Conhece

271

71,1

Errou

3

0,8

N�o conhece

51

13,4

NA

56

14,7

Total

381

100,0

Obs: utilizamos os dados das respostas espont�neas, que mais se aproximam da situa��o vivida pelo eleitor com a urna eletr�nica.

Se esse desconhecimento acabasse por resultar em perdas de votos, a candidata Marisa Xavier perderia 2,9% dos votos que tem de vantagem sobre seu concorrente, como mostra a tabela a seguir:

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Prefeito(a)

N�mero do candidato � prefeitura? (CROSSTABULATION):


 

Conhece

Errou

N�o conhece

NA

Total

Marisa Xavier

155

2

25

 

182

Jos� Leandro

116

1

15

 

132

Indeciso

 

 

 

43

43

NS

 

 

 

10

10

Branco

 

 

 

4

4

NR

 

 

 

3

3

Outros

 

 

2

 

2

Obs: Os dados apresentados nessa tabela s�o de freq��ncia.

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Rejei��o

Os dados a respeito da rejei��o aparecem como um elemento bastante mais importante na defini��o dessa acirrada disputa do que a altera��o do procedimento de vota��o: antes em c�dula em papel, agora em urna eletr�nica. Perguntados em quem n�o votariam de jeito nenhum entre os nomes dos tr�s candidatos apresentados em um disco, os nossos entrevistados responderam da seguinte forma:


N�o votaria

Freq��ncia

Percentual

Jos� Geraldo Torres

141

37,0

Jos� Leandro

110

28,9

Marisa Xavier

43

11,3

Jos� Leandro & Jos� Geraldo Torres

20

5,2

NS

19

5,0

Indeciso

14

3,7

Branco

8

2,1

Marisa Xavier & Jos� Geraldo Torres

8

2,1

Votaria em qualquer um

8

2,1

Nulo

5

1,3

NR

4

1,0

Marisa Xavier & Jos� Leandro

1

0,3

Total

381

100,0


O campe�o de rejei��o segue sendo o candidato Jos� Geraldo Torres (Matip�). Como j� indic�vamos no relat�rio anterior: "cremos poder explicar essa enorme rejei��o pelo fato de seu nome n�o ser conhecido da maior parte do eleitorado. Como a orienta��o eleitoral � personalista, as pessoas se recusam a votar em algu�m que n�o conhecem." A campanha modesta desse candidato n�o conseguiu reverter o quadro percebido h� um m�s. J� no que se refere aos outros candidatos em disputa, percebe-se que a rejei��o ao candidato Jos� Leandro que em agosto era bastante maior (mais do que o dobro) do que a de sua concorrente, a candidata Marisa Xavier se consolidou. Como afirmamos no relat�rio anterior: "sendo candidato a reelei��o, Jos� Leandro sofre com o desgaste de ser o administrador do munic�pio nos �ltimos anos e da superexposi��o. A rejei��o maior de seu oponente d� uma vantagem a Marisa Xavier." Os que rejeitam Jos� Leandro s�o 34,4% do eleitorado (eram 26,2% em agosto), uma faixa muito expressiva, que n�o permite que sua inten��o de voto cres�a. Esse candidato s� poder� reverter o quadro de setembro se diminuir sua rejei��o e fazer aumentar a de sua rival. Marisa Xavier � rejeitada por uma faixa bem mais estreita do eleitorado: 18,7% (eram 12,6% em agosto). A tend�ncia de rejei��o, portanto, manteve-se est�vel ao longo do �ltimo m�s, mas com os �ndices de Marisa Xavier crescendo mais do que os de Jos� Leandro. Esse �, certamente, o sinal amarelo para a campanha da oposi��o. Sua tend�ncia de vit�ria s� pode ser revertida se a situa��o capitalizar a boa avalia��o da administra��o e recuar sua rejei��o, fazendo crescer os �ndices de sua rival. Para a oposi��o, por sua vez, mantidas as atuais tend�ncias, a vit�ria em outubro � bastante prov�vel.

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Inten��o de voto para vereador

Cumpre esclarecer que n�o apresentamos aqui os dados referentes �s respostas obtidas para as perguntas 16 e 17 do question�rio que aplicamos. A raz�o dessa omiss�o � que avaliamos que dar difus�o a essa informa��o seria leviano de nossa parte. Esses dados se referem �s inten��es de voto para vereador. Como se trata de uma elei��o proporcional, a margem de erro assume maior relevo uma vez que um candidato que n�o tenha sido lembrado por nenhum respondente pode ter, na verdade, 5% das inten��es de voto do eleitorado na data de realiza��o da pesquisa. Isso significa que algu�m que n�o figure em nossa pesquisa poderia estar eleito (com 5% dos votos certamente estaria) se o pleito se desse na data de sua realiza��o. Outrossim, um candidato indicado por 3% dos eleitores, do ponto de vista t�cnico, pode estar contando com uma inten��o de voto muito inferior a essa se levamos em considera��o a margem de erro. Como isso ocorre, surge o risco de informarmos que um candidato vai muito bem, mas n�o � isso que se apresenta e vice-versa. Como nosso objetivo � informar, n�o nos disporemos a correr o risco de oferecer dados que, sem serem objeto de uma an�lise cuidadosa, podem confundir o eleitorado. Tendo em vista essas considera��es, decidimos n�o dar divulga��o p�blica aos dados referentes � inten��o de voto para vereador. Quando interrogamos sobre a inten��o de voto para vereador, nosso objetivo � apurar esse dado para compar�-lo com aqueles que resultar�o da apura��o oficial da elei��o. Isso nos dar� um excelente instrumento para medir uma vez mais a precis�o da metodologia que temos empregado. � por isso que nessa pesquisa que fizemos em Ouro Preto, como na de agosto, mantivemos as perguntas sobre esse tema, para melhor apurar as tend�ncias que se apresentam e, posteriormente, compar�-las com os resultados oficiais das elei��es

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