Terceira Pesquisa Eleitoral no Munic�pio de Ouro Preto
|
Caracteriza��o socioecon�mica da popula��o Algumas das perguntas que s�o feitas aos entrevistados servem para se fazer uma caracteriza��o socioecon�mica da popula��o investigada. Registramos, nessa se��o do relat�rio, as respostas declaradas para as perguntas acerca do n�vel de instru��o, renda e ocupa��o da popula��o. |
|
Instru��o |
Freq��ncia |
Percentual |
|
Analfabeto / sem instru��o |
50 |
13,1 |
|
Prim�rio completo (1� grau incompleto) |
137 |
36,0 |
|
1� grau completo (ginasial, 2� grau incompleto) |
105 |
27,6 |
|
2� grau completo (colegial, superior incompleto) |
78 |
20,5 |
|
Superior completo |
11 |
2,9 |
|
Total |
381 |
100,0 |
|
O n�vel de escolaridade dos ouropretanos � muito baixo. Dentre os entrevistados, 49,1% n�o completaram o Ensino Fundamental, indicando um grave d�ficit educacional. Considerando o fato de a cidade abrigar uma Universidade, esse quadro se mostra particularmente grave. Note-se que o dado aferido para Ouro Preto � muito pr�ximo daquele que obtivemos nas pesquisas anteriores, como esperado (48,9%, na segunda e 51,9%, na primeira). |
|
Renda |
Freq��ncia |
Percentual |
|
At� R$ 151,00 |
65 |
17,1 |
|
de R$ 151,01 a R$ 453,00 |
121 |
31,8 |
|
de R$ 453,01 a R$ 755,00 |
70 |
18,4 |
|
de R$ 755,01 a R$ 1.510,00 |
53 |
13,9 |
|
de R$ 1.510,01 a R$ 3.020,00 |
21 |
5,5 |
|
mais de R$ 3.020,00 |
6 |
1,6 |
|
NS |
34 |
8,9 |
|
NR |
11 |
2,9 |
|
Total |
381 |
100,0 |
|
Quase metade da amostra (48,9%) tem renda familiar at� R$ 453,00, segundo declararam. Segue sendo clara a estreita correla��o entre os baixos n�veis de escolaridade e de renda. Isso vale dizer que investimentos na educa��o nesses munic�pios apontariam claramente para uma melhoria n�o s� dos n�veis educacionais e da qualidade de vida dos mun�cipes, mas tamb�m da distribui��o de renda. |
|
Ocupa��o |
Freq��ncia |
Percentual |
|
Empregado (assalariado) |
102 |
26,8 |
|
Empregador (empres�rio) |
7 |
1,8 |
|
Aut�nomo (camel�, dono de van, artes�o) |
70 |
18,4 |
|
Dona de casa |
77 |
20,2 |
|
Aposentado |
44 |
11,5 |
|
Estudante |
38 |
10,0 |
|
Desempregado |
15 |
3,9 |
|
Funcion�rio p�blico |
24 |
6,3 |
|
Profissional liberal |
3 |
0,8 |
|
NR |
1 |
0,3 |
|
Total |
381 |
100,0 |
|
Quanto � ocupa��o, ela se mostrou bem distribu�da em diferentes n�veis, merecendo destaque o grau elevado de trabalhadores aut�nomos. Isso representa, possivelmente, uma busca de alternativa por desempregados, vinculados geralmente a uma modalidade informal de obten��o de renda. Isso vale dizer que, possivelmente, exista uma correspond�ncia entre n�veis baixos de escolaridade, renda e emprego na regi�o. Mais uma vez, as varia��es entre os �ndices apurados para cada uma das ocupa��es variou dentro da margem de erro da pesquisa. Isso � demonstrativo da qualidade do trabalho realizado. |
|
CONCLUS�ES A RESPEITO DAS CARACTER�STICAS SOCIOECON�MICAS DA AMOSTRA A an�lise desses dados nos leva a concluir que a �rea educacional tem sido tratada com muito desleixo na regi�o. Lembre-se que a legisla��o em vigor garante a universalidade do acesso � educa��o e que a responsabilidade pela Educa��o Fundamental � prioritariamente dos munic�pios. Assim, imp�e-se a necessidade da cria��o urgente de uma pol�tica municipal clara e efetiva que reverta o grave d�ficit educacional apurado pela pesquisa. Pelo cruzamento dos dados respeitantes a instru��o e renda, percebemos com nitidez uma depend�ncia entre essas vari�veis, i.e., conforme se mostram mais elevados os n�veis de instru��o se apresentam maiores os n�veis de renda. Isso nos coloca uma hip�tese de que a revers�o do atual quadro de baixa instru��o da popula��o levaria a uma melhor distribui��o de renda na regi�o. |
|
Principais problemas de Ouro Preto Mais uma vez, perguntamos aos ouropretanos qual seria o principal problema do munic�pio em sua opini�o. |
|
Problema |
Freq��ncia |
Percentual |
|
Desemprego |
84 |
22,0 |
|
Sa�de |
66 |
17,3 |
|
Muitos |
41 |
10,8 |
|
Viol�ncia |
40 |
10,5 |
|
NS |
34 |
8,9 |
|
�gua |
19 |
5,0 |
|
Saneamento b�sico |
14 |
3,7 |
|
Administra��o / governante |
13 |
3,4 |
|
Pol�tica / pol�ticos |
13 |
3,4 |
|
Habita��o |
7 |
1,8 |
|
N�o tem problema |
6 |
1,6 |
|
Cal�amento |
6 |
1,6 |
|
Turismo |
5 |
1,3 |
|
Educa��o |
5 |
1,3 |
|
Drogas |
4 |
1,0 |
|
Transporte |
4 |
1,0 |
|
NR |
4 |
1,0 |
|
Tr�nsito |
4 |
1,0 |
|
Urbaniza��o |
3 |
0,8 |
|
Lazer |
2 |
0,5 |
|
Abandono dos distritos |
2 |
0,5 |
|
Estradas |
1 |
0,3 |
|
Economia |
1 |
0,3 |
|
Menor abandonado |
1 |
0,3 |
|
Seguran�a |
1 |
0,3 |
|
Limpeza |
1 |
0,3 |
|
Infra-estrutura |
1 |
0,3 |
|
Abaixo assinado |
1 |
0,3 |
|
Comunica��o |
1 |
0,3 |
|
Total |
381 |
100,0 |
|
Os principais problemas de Ouro Preto s�o o desemprego (na pesquisa anterior eram 22,0%), sa�de, que cresceu bastante, passando de 10,8% para 17,3% (em abril eram 8,1%; possivelmente essa preocupa��o cresceu por conta do destaque que tem recebido ao longo da campanha eleitoral), muitos (que flutuou para menos, pois na pesquisa anterior vinha com 10,8%, retornando aos n�veis apurados em abril: 10,2%), depois vem a sa�de, com 10,8% (tamb�m subindo com rela��o aos 8,1% anteriores) e viol�ncia, que flutuou para mais, indo a 10,5% (em abril e agosto, o �ndice foi o mesmo: 8,7%). |
|
CONCLUS�ES A RESPEITO DOS PRINCIPAIS PROBLEMAS APONTADOS PELA AMOSTRA Vistas de uma forma geral, as altera��es que se verificam com rela��o ao quadro anterior demonstram uma grande esperan�a da popula��o com as elei��es. Para dois exemplos paradigm�ticos, citamos a pol�tica que desabou e problemas relativos � urbaniza��o que aparecem com mais for�a. A nosso ver, a pol�tica deixa de ser problema e passa a ser solu��o � medida que a popula��o, em meio ao processo eleitoral, se v� mais participante das decis�es. O crescimento da preocupa��o da popula��o com a urbaniza��o mostra que esta, �s v�speras da elei��o, mostra-se mais preocupada com o espa�o em que vive e que ser� gerenciado por aqueles que ela eleger. Continua mostrando-se surpreendente � primeira vista que uma popula��o com n�vel instrucional baixo, v�tima de uma m� distribui��o de renda e sofrendo com a falta de empregos n�o indique a educa��o como um de seus principais problemas de forma mais decidida. Em nossa an�lise, percebemos que o munic�pio ocupa um papel chave na revers�o desse quadro por ser o principal respons�vel pela Educa��o Fundamental. A popula��o, contudo, n�o tem se dado conta desse fato. A popula��o aposta em uma perspectiva mais imediatista de melhoria de sua vida, n�o trabalhando com alternativas estrat�gicas, como aquela representada por investimentos na educa��o. Urge, ent�o, que os �rg�os de imprensa atuantes na regi�o cumpram seu papel de informar a popula��o e passem a dar mais destaque a essa quest�o doravante. S� uma popula��o bem informada, afinal, poder� exigir de seus representantes pol�ticas eficazes que revertam em benef�cio para a sociedade. O NEAPOC-UFOP fez sua parte nesse sentido, gerando informa��o qualificada e atrav�s de crit�rios confi�veis. |
|
Prefer�ncia partid�ria Quando perguntados sobre seu partido de prefer�ncia, os ouropretanos responderam da seguinte forma: |
|
Partido |
Freq��ncia |
Percentual |
|
N�o tem |
284 |
74,5 |
|
PT |
42 |
11,0 |
|
PMDB |
23 |
6,0 |
|
PTB |
6 |
1,6 |
|
NS |
6 |
1,6 |
|
PL |
4 |
1,0 |
|
PFL |
3 |
0,8 |
|
PSC |
3 |
0,8 |
|
PSDB |
2 |
0,5 |
|
PPS |
2 |
0,5 |
|
PRN |
2 |
0,5 |
|
PPB |
1 |
0,3 |
|
PC do B |
1 |
0,3 |
|
PCB |
1 |
0,3 |
|
NR |
1 |
0,3 |
|
Total |
381 |
100,0 |
|
Avalia��o das administra��es |
|
Avalia��o do governo de F. H. C. |
Freq��ncia |
Percentual |
|
P�ssimo |
100 |
26,2 |
|
Ruim |
66 |
17,3 |
|
Regular |
134 |
35,2 |
|
Bom |
61 |
16,0 |
|
�timo |
4 |
1,0 |
|
NS |
12 |
3,1 |
|
NR |
4 |
1,0 |
|
Total |
381 |
100,0 |
|
A avalia��o do governo FHC melhorou sensivelmente entre abril e agosto. Na primeira pesquisa, cerca de 49% dos ouropretanos tinham uma avalia��o negativa do governo federal. Eram 39% em agosto. Agora, s�o 43,5%. A maior parte dos que avaliavam negativamente o governo federal migrou para o regular, que subiu de 34% para 41% e em setembro foi para 35,2%. A avalia��o positiva flutuou de 15% para 18% e recuou para 17% em setembro. Como j� destac�vamos em nosso relat�rio da pesquisa de abril: "o n�mero dos que avaliaram como regular � alto e pode rapidamente migrar, seja para uma avalia��o ainda mais negativa, seja para uma avalia��o mais positiva." Ainda que os que optaram por p�ssimo ou ruim superem em muito os que indicaram bom ou �timo (os que t�m avalia��o negativa s�o o dobro dos que a t�m positiva!), � preciso notar que havia uma tend�ncia de recupera��o de popularidade assinalada pela pesquisa. Nessa pesquisa de setembro, contudo, verificamos que o f�lego dessa recupera��o, devida � retirada do Governo Federal do centro das aten��es em fun��o das campanhas municipais, esgotou-se. Ainda que a avalia��o negativa n�o tenha retornado aos n�veis de abril, ela flutuou para negativo em setembro: nesse m�s, s�o 43,5% que t�m avalia��o negativa; sendo que 17% a t�m positiva e 35,2% a tomam por regular. |
|
Avalia��o do governo de Itamar Franco |
Freq��ncia |
Percentual |
|
P�ssimo |
23 |
6,0 |
|
Ruim |
39 |
10,2 |
|
Regular |
116 |
30,4 |
|
Bom |
159 |
41,7 |
|
�timo |
16 |
4,2 |
|
NS |
23 |
6,0 |
|
NR |
5 |
1,3 |
|
Total |
381 |
100,0 |
|
A avalia��o do governo Itamar permanece est�vel e bastante positiva. Os que avaliavam o governo estadual como p�ssimo ou ruim eram 17,1% em agosto, contra 13,1% em abril. Em setembro, Itamar manteve seus n�veis de reprova��o: tem 16,2% da popula��o nesse campo. Os que t�m avalia��o positiva (bom ou �timo) tamb�m n�o variaram: 45,9% em setembro, contra 40,7% em agosto (em abril eram 43%) A avalia��o regular tamb�m � est�vel: 30,4% em setembro, como em agosto (38,3%) e bem pr�ximo do �ndice de abril: 39,9%. Nota-se que o efeito da campanha eleitoral municipal sobre as avalia��es das outras esferas do governo esgotou sua influ�ncia. |
|
Avalia��o da atual administra��o municipal |
Freq��ncia |
Percentual |
|
P�ssimo |
48 |
12,6 |
|
Ruim |
36 |
9,4 |
|
Regular |
96 |
25,2 |
|
Bom |
136 |
35,7 |
|
�timo |
54 |
14,2 |
|
NS |
9 |
2,4 |
|
NR |
2 |
0,5 |
|
Total |
381 |
100,0 |
|
De todas as esferas administrativas avaliadas, a que recebe um melhor conceito da popula��o segue sendo a municipal. A atual prefeitura municipal j� n�o � t�o bem vista agora como era em setembro. Entre os ouropretanos, 49,9% est�o achando de boa a �tima a administra��o (em agosto eram 52% e em abril eram 42%), sendo que s�o 25,2% os que avaliam como regular (em setembro t�nhamos 28,9% e em abril um �ndice pr�ximo ao atual) e 22% os que avaliam como de ruim a p�ssima (em agosto e abril eram 17%). Portanto, a avalia��o se tornou mais negativa, parcela dos que avaliavam positivamente ou como regular migrando para o campo da reprova��o. Contudo, � importante destacar que a avalia��o da administra��o municipal segue sendo bastante positiva. |
|
Inten��o de voto |
|
Presidente |
Freq��ncia |
Percentual |
|
Itamar Franco |
93 |
24,4 |
|
Lula |
92 |
24,1 |
|
Indeciso |
55 |
14,4 |
|
Ciro Gomes |
45 |
11,8 |
|
Jos� Serra |
25 |
6,6 |
|
Nulo |
25 |
6,6 |
|
Branco |
21 |
5,5 |
|
NS |
19 |
5,0 |
|
Outros |
6 |
1,6 |
|
Total |
381 |
100,0 |
|
Na inten��o de votos para a presid�ncia do Brasil, Lula e Itamar Franco seguem em empate t�cnico, com cerca de 24% das inten��es. Ambos cresceram com rela��o � pesquisa anterior. Antes, os dois tinham menos de 20%. Ciro Gomes segue em terceiro, com 11,8% (em agosto: 11,5%; em abril: 10%). H� uma importante faixa do eleitorado (31,5%) que n�o se manifestou por alguma candidatura. Antes eram 42,7% (agosto) e 35% (abril) a n�o indicar candidatos. Mant�m-se, contudo, uma n�tida tend�ncia oposicionista, com os tr�s primeiros lugares sendo candidatos que criticam FHC. |
|
Governador |
Freq��ncia |
Percentual |
|
Eduardo Azeredo |
105 |
27,6 |
|
Itamar Franco |
102 |
26,8 |
|
Indeciso |
49 |
12,9 |
|
Cabo J�lio |
41 |
10,8 |
|
Patrus Ananias |
38 |
10,0 |
|
Nulo |
15 |
3,9 |
|
NS |
14 |
3,7 |
|
Branco |
12 |
3,1 |
|
Outros |
3 |
0,7 |
|
NR |
2 |
0,5 |
|
Total |
381 |
100,0 |
|
Para o governo de Minas, novamente continua bem posicionada a candidatura de Itamar, que cresce um pouco com rela��o � pesquisa de agosto (quando tinha 24,9%), mas sem recuperar os �ndices de abril, quando aparecia com 28%. Eduardo Azeredo tamb�m se recuperou, mas de forma mais significativa, tomando o primeiro lugar de Itamar pela primeira vez. Ainda assim, ambos continuam em empate t�cnico. Patrus e Cabo J�lio continuam embolados no terceiro e quarto lugares, mas dessa vez o petista volta a superar seu rival. Trata-se certamente de um reflexo da ren�ncia desse pol�tico ao pleito em Belo Horizonte. O n�mero de pessoas que n�o opinaram sobre o tema flutuou para cima em agosto para a inten��o de voto para Presidente e para Governador. Agora, em setembro, essa flutua��o foi em ambos os casos para baixo. No caso de Governador, t�nhamos 32,3% sem candidato em agosto, contra 24,1% em setembro. |
|
Prefeito(a) |
Freq��ncia |
Percentual |
|
Marisa Xavier |
182 |
47,8 |
|
Jos� Leandro |
132 |
34,6 |
|
Indeciso |
43 |
11,3 |
|
NS |
10 |
2,6 |
|
Nulo |
5 |
1,3 |
|
Branco |
4 |
1,0 |
|
NR |
3 |
0,8 |
|
Outros |
2 |
0,6 |
|
Total |
381 |
100,0 |
|
Na inten��o espont�nea de voto para a prefeitura de Ouro Preto, o n�mero de indecisos recuou fortemente entre abril e agosto e seguiu recuando agora em setembro. Eram cerca de 55% em abril, em agosto, eram 25% e, agora, s�o apenas 11%. Se, na pesquisa de abril, apenas cerca de 35% dos entrevistados declarava um nome, em agosto eles j� eram 70%, ou seja o dobro, e em setembro j� s�o 83%. Contudo, esse crescimento das op��es n�o contemplou Jos� Geraldo Torres (Matip�), que recebeu menos de 1% das op��es em agosto e, em setembro, n�o foi lembrado. O item outros da tabela � composto por indica��es de nomes de pessoas que n�o s�o candidatas � Prefeitura. Como se v� pelos dados acima, na inten��o espont�nea, temos Marisa Xavier liderando com 47,8%, criando uma curva de crescimento bastante expressiva com rela��o � abril (3%) e agosto (34,6%). O candidato Jos� Leandro recebeu 34,6% das prefer�ncias, flutuando para menos com rela��o ao m�s passado, quando tinha 35,7%. Em abril, Jos� Leandro tinha 21% Confirma-se, assim, a tend�ncia que indicamos no relat�rio anterior, quando apontamos que "mesmo considerando que aquele que obteve o segundo lugar nas prefer�ncias da pesquisa espont�nea realizada antes [abril] foi �ngelo Osvaldo com 6% e que trata-se tamb�m de um oposicionista, o crescimento da oposi��o com a campanha � ainda assim maior do que a obtida pela chapa situacionista." J� em abril, afirm�vamos que: "H�, tamb�m, uma tend�ncia mais definida de voto para o atual prefeito, mas h� muito espa�o para que outras candidaturas possam crescer." O trunfo de Jos� Leandro, que tenta sua reelei��o, segue sendo a avalia��o muito positiva que sua administra��o tem junto aos eleitores. Esse trunfo, contudo, n�o tem se mostrado decisivo. Os que tomam a administra��o do prefeito como regular, tendem a optar pela oposi��o, como mostra o quadro a seguir: |
|
Prefeito(a) Avalia��o da atual administra��o municipal (CROSSTABULATION): |
|
|
P�ssimo |
Ruim |
Regular |
Bom |
�timo |
NS |
NR |
Total |
|
Jos� Leandro |
|
|
15 |
69 |
46 |
2 |
|
132 |
|
Marisa Xavier |
43 |
34 |
58 |
38 |
6 |
2 |
1 |
182 |
|
Nulo |
1 |
1 |
1 |
2 |
|
|
|
5 |
|
Branco |
|
|
4 |
|
|
|
|
4 |
|
Indeciso |
2 |
|
13 |
23 |
1 |
4 |
|
43 |
|
NS |
|
1 |
5 |
2 |
1 |
1 |
|
10 |
|
Outros |
1 |
|
|
1 |
|
|
|
2 |
|
NR |
1 |
|
|
1 |
|
|
1 |
3 |
Obs: Os dados apresentados nessa tabela s�o de freq��ncia.
|
Prefeito(a) (estimulado) |
Freq��ncia |
Percentual |
|
Marisa Xavier |
206 |
54,1 |
|
Jos� Leandro |
140 |
36,7 |
|
Indeciso |
21 |
5,5 |
|
Nulo |
5 |
1,3 |
|
Branco |
4 |
1,0 |
|
NR |
3 |
0,8 |
|
Jos� Geraldo Torres |
2 |
0,5 |
|
Total |
381 |
100,0 |
|
Na resposta estimulada, o candidato Jos� Geraldo Torres (Matip�) segue sem ter ao menos 1% das indica��es, como se verificou em agosto. Tendo em m�os um cart�o em forma de disco com o nome dos candidatos, a vantagem de Marisa Xavier sobre Jos� Leandro se reafirma. Como o nome do atual prefeito � mais consolidado junto � mem�ria do eleitorado, ele apenas flutua para mais, avan�ando 2,1%. Marisa Xavier, por sua vez, avan�a 6,3% nas prefer�ncias quando o eleitor tem os nomes dos candidatos nas m�os. � luz desses resultados, fica claro que, se a elei��o tivesse ocorrido nos dias em que realizamos nosso levantamento de dados, Marisa Xavier teria sido eleita prefeita de Ouro Preto. |
|
Prefeito(a) (votos v�lidos) |
Freq��ncia |
Percentual |
|
Marisa Xavier |
206 |
59,19 |
|
Jos� Leandro |
140 |
40,22 |
|
Jos� Geraldo Torres |
2 |
0,57 |
|
Total |
348 |
100,0 |
|
Lembran�a do n�mero dos candidatos Em nosso relat�rio de agosto, afirm�vamos que: "Como a elei��o desse ano dar-se-� atrav�s das urnas eletr�nicas, a lembran�a do n�mero dos candidatos � um dado fundamental. Perguntados a respeito disso, os nossos entrevistados, em sua maioria, souberam dizer corretamente o n�mero de seus candidatos. Isso se deu tanto no caso da resposta espont�nea quanto no caso da estimulada. Como temos ainda um m�s de campanha, quando a propaganda deve ser muito intensa por se tratar de uma reta final muito disputada, n�o nos parece haver motivo para crer que a inova��o introduzida pela urna eletr�nica ir� interferir na disputa." Continua assim nos parecendo, mas n�o deixa de surpreender que, se ainda � a maioria que conhece o n�mero dos candidatos, ela n�o � t�o expressiva quanto seria desej�vel. A um m�s das elei��es, cerca de 14 em cada 100 eleitores desconhecem os n�meros de seus candidatos, como se v� na tabela abaixo: |
|
N�mero (esp/set) |
Freq��ncia |
Percentual |
|
Conhece |
271 |
71,1 |
|
Errou |
3 |
0,8 |
|
N�o conhece |
51 |
13,4 |
|
NA |
56 |
14,7 |
|
Total |
381 |
100,0 |
Obs: utilizamos os dados das respostas espont�neas, que mais se aproximam da situa��o vivida pelo eleitor com a urna eletr�nica.
|
Se esse desconhecimento acabasse por resultar em perdas de votos, a candidata Marisa Xavier perderia 2,9% dos votos que tem de vantagem sobre seu concorrente, como mostra a tabela a seguir: |
|
Prefeito(a) N�mero do candidato � prefeitura? (CROSSTABULATION): |
|
|
Conhece |
Errou |
N�o conhece |
NA |
Total |
|
Marisa Xavier |
155 |
2 |
25 |
|
182 |
|
Jos� Leandro |
116 |
1 |
15 |
|
132 |
|
Indeciso |
|
|
|
43 |
43 |
|
NS |
|
|
|
10 |
10 |
|
Branco |
|
|
|
4 |
4 |
|
NR |
|
|
|
3 |
3 |
|
Outros |
|
|
2 |
|
2 |
Obs: Os dados apresentados nessa tabela s�o de freq��ncia.
|
Rejei��o Os dados a respeito da rejei��o aparecem como um elemento bastante mais importante na defini��o dessa acirrada disputa do que a altera��o do procedimento de vota��o: antes em c�dula em papel, agora em urna eletr�nica. Perguntados em quem n�o votariam de jeito nenhum entre os nomes dos tr�s candidatos apresentados em um disco, os nossos entrevistados responderam da seguinte forma: |
|
N�o votaria |
Freq��ncia |
Percentual |
|
Jos� Geraldo Torres |
141 |
37,0 |
|
Jos� Leandro |
110 |
28,9 |
|
Marisa Xavier |
43 |
11,3 |
|
Jos� Leandro & Jos� Geraldo Torres |
20 |
5,2 |
|
NS |
19 |
5,0 |
|
Indeciso |
14 |
3,7 |
|
Branco |
8 |
2,1 |
|
Marisa Xavier & Jos� Geraldo Torres |
8 |
2,1 |
|
Votaria em qualquer um |
8 |
2,1 |
|
Nulo |
5 |
1,3 |
|
NR |
4 |
1,0 |
|
Marisa Xavier & Jos� Leandro |
1 |
0,3 |
|
Total |
381 |
100,0 |
|
O campe�o de rejei��o segue sendo o candidato Jos� Geraldo Torres (Matip�). Como j� indic�vamos no relat�rio anterior: "cremos poder explicar essa enorme rejei��o pelo fato de seu nome n�o ser conhecido da maior parte do eleitorado. Como a orienta��o eleitoral � personalista, as pessoas se recusam a votar em algu�m que n�o conhecem." A campanha modesta desse candidato n�o conseguiu reverter o quadro percebido h� um m�s. J� no que se refere aos outros candidatos em disputa, percebe-se que a rejei��o ao candidato Jos� Leandro que em agosto era bastante maior (mais do que o dobro) do que a de sua concorrente, a candidata Marisa Xavier se consolidou. Como afirmamos no relat�rio anterior: "sendo candidato a reelei��o, Jos� Leandro sofre com o desgaste de ser o administrador do munic�pio nos �ltimos anos e da superexposi��o. A rejei��o maior de seu oponente d� uma vantagem a Marisa Xavier." Os que rejeitam Jos� Leandro s�o 34,4% do eleitorado (eram 26,2% em agosto), uma faixa muito expressiva, que n�o permite que sua inten��o de voto cres�a. Esse candidato s� poder� reverter o quadro de setembro se diminuir sua rejei��o e fazer aumentar a de sua rival. Marisa Xavier � rejeitada por uma faixa bem mais estreita do eleitorado: 18,7% (eram 12,6% em agosto). A tend�ncia de rejei��o, portanto, manteve-se est�vel ao longo do �ltimo m�s, mas com os �ndices de Marisa Xavier crescendo mais do que os de Jos� Leandro. Esse �, certamente, o sinal amarelo para a campanha da oposi��o. Sua tend�ncia de vit�ria s� pode ser revertida se a situa��o capitalizar a boa avalia��o da administra��o e recuar sua rejei��o, fazendo crescer os �ndices de sua rival. Para a oposi��o, por sua vez, mantidas as atuais tend�ncias, a vit�ria em outubro � bastante prov�vel. |
|
Inten��o de voto para vereador Cumpre esclarecer que n�o apresentamos aqui os dados referentes �s respostas obtidas para as perguntas 16 e 17 do question�rio que aplicamos. A raz�o dessa omiss�o � que avaliamos que dar difus�o a essa informa��o seria leviano de nossa parte. Esses dados se referem �s inten��es de voto para vereador. Como se trata de uma elei��o proporcional, a margem de erro assume maior relevo uma vez que um candidato que n�o tenha sido lembrado por nenhum respondente pode ter, na verdade, 5% das inten��es de voto do eleitorado na data de realiza��o da pesquisa. Isso significa que algu�m que n�o figure em nossa pesquisa poderia estar eleito (com 5% dos votos certamente estaria) se o pleito se desse na data de sua realiza��o. Outrossim, um candidato indicado por 3% dos eleitores, do ponto de vista t�cnico, pode estar contando com uma inten��o de voto muito inferior a essa se levamos em considera��o a margem de erro. Como isso ocorre, surge o risco de informarmos que um candidato vai muito bem, mas n�o � isso que se apresenta e vice-versa. Como nosso objetivo � informar, n�o nos disporemos a correr o risco de oferecer dados que, sem serem objeto de uma an�lise cuidadosa, podem confundir o eleitorado. Tendo em vista essas considera��es, decidimos n�o dar divulga��o p�blica aos dados referentes � inten��o de voto para vereador. Quando interrogamos sobre a inten��o de voto para vereador, nosso objetivo � apurar esse dado para compar�-lo com aqueles que resultar�o da apura��o oficial da elei��o. Isso nos dar� um excelente instrumento para medir uma vez mais a precis�o da metodologia que temos empregado. � por isso que nessa pesquisa que fizemos em Ouro Preto, como na de agosto, mantivemos as perguntas sobre esse tema, para melhor apurar as tend�ncias que se apresentam e, posteriormente, compar�-las com os resultados oficiais das elei��es |