Segunda Pesquisa Eleitoral no Munic�pio de Ouro Preto


Caracteriza��o socioecon�mica da popula��o


Algumas das perguntas que s�o feitas aos entrevistados servem para se fazer uma caracteriza��o socioecon�mica da popula��o investigada. Registramos, nessa se��o do relat�rio, as respostas declaradas para as perguntas acerca do n�vel de instru��o, renda e ocupa��o da popula��o.


Instru��o

Freq��ncia

Percentual

Analfabeto / sem instru��o

12

3,1

Prim�rio completo (1� grau incompleto)

167

43,8

1� grau completo (ginasial, 2� grau incompleto)

94

24,7

2� grau completo (colegial, superior incompleto)

85

22,3

Superior completo

23

6,0

Total

381

100,0


O n�vel de escolaridade dos ouropretanos � muito baixo. Dentre os entrevistados, 48,9% n�o completaram o Ensino Fundamental, indicando um grave d�ficit educacional. Considerando o fato de a cidade abrigar uma Universidade, esse quadro se mostra particularmente grave. Note-se que o dado aferido para Ouro Preto � muito pr�ximo daquele que obtivemos na pesquisa anterior, como esperado (51,9%).

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Renda

Freq��ncia

Percentual

At� R$ 151,00

57

15,0

de R$ 151,01 a R$ 453,00

114

29,9

de R$ 453,01 a R$ 755,00

66

17,3

de R$ 755,01 a R$ 1.510,00

53

13,9

de R$ 1.510,01 a R$ 3.020,00

22

5,8

mais de R$ 3.020,00

10

2,6

NS

44

11,5

NR

15

3,9

Total

381

100,0


Mais de um ter�o da amostra (34,9%) tem renda familiar at� R$ 453,00, segundo declararam. Por termos alterado a pergunta nesse question�rio com rela��o ao anterior, houve uma melhoria nos �ndices de renda da popula��o. Antes pergunt�vamos pela "renda familiar". Dessa feita, os entrevistados foram interrogados sobre a "renda de sua fam�lia". Essa altera��o, aparentemente irrelevante, levou a uma melhor compreens�o por parte dos depoentes de baixa renda sobretudo. Ainda que a diferen�a entre os dados obtidos entre a pesquisa anterior e essa se mantenham dentro da margem de erro, mesmo assim houve uma flutua��o para mais no que se refere � renda. Segue sendo clara a estreita correla��o entre os baixos n�veis de escolaridade e de renda. Isso vale dizer que investimentos na educa��o nesses munic�pios apontariam claramente para uma melhoria n�o s� dos n�veis educacionais e da qualidade de vida dos mun�cipes, mas tamb�m da distribui��o de renda.

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Ocupa��o

Freq��ncia

Percentual

Empregado (assalariado)

105

27,6

Empregador (empres�rios)

6

1,6

Aut�nomo (camel�, dono de van, artes�o)

62

16,3

Dona de casa

61

16

Aposentado

43

11,3

Estudante

39

10,2

Desempregado

21

5,5

Funcion�rio p�blico

30

7,9

Profissional liberal

13

3,4

NR

1

0,3

Total

381

100,0


Quanto � ocupa��o, ela se mostrou bem distribu�da em diferentes n�veis, merecendo destaque o grau elevado de trabalhadores aut�nomos. Isso representa, possivelmente, uma busca de alternativa por desempregados, vinculados geralmente a uma modalidade informal de obten��o de renda. Isso vale dizer que, possivelmente, exista uma correspond�ncia entre n�veis baixos de escolaridade, renda e emprego na regi�o. Mais uma vez, as varia��es entre os �ndices apurados para cada uma das ocupa��es variou dentro da margem de erro da pesquisa, como ocorreu tamb�m com todos os itens relativos a renda e instru��o. Isso � demonstrativo da qualidade do trabalho realizado.


CONCLUS�ES A RESPEITO DAS CARACTER�STICAS SOCIOECON�MICAS DA AMOSTRA

A an�lise desses dados nos leva a concluir que a �rea educacional tem sido tratada com muito desleixo na regi�o. Lembre-se que a legisla��o em vigor garante a universalidade do acesso � educa��o e que a responsabilidade pela Educa��o Fundamental � prioritariamente dos munic�pios. Assim, imp�e-se a necessidade da cria��o urgente de uma pol�tica municipal clara e efetiva que reverta o grave d�ficit educacional apurado pela pesquisa.

Pelo cruzamento dos dados respeitantes a instru��o e renda, percebemos com nitidez uma depend�ncia entre essas vari�veis, i.e., conforme se mostram mais elevados os n�veis de instru��o se apresentam maiores os n�veis de renda.

Isso nos coloca uma hip�tese de que a revers�o do atual quadro de baixa instru��o da popula��o levaria a uma melhor distribui��o de renda na regi�o.

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Principais problemas de Ouro Preto

Mais uma vez, perguntamos aos ouropretanos qual seria o principal problema do munic�pio em sua opini�o. A novidade nessa pesquisa � que suprimimos as perguntas referentes aos principais problemas do Brasil e de Minas Gerais, � moda do que hav�amos feito no caso da segunda pesquisa de Mariana.


Principais problemas de Ouro Preto

Freq��ncia

Percentual

Desemprego

85

22,3

Muitos

56

14,7

NS

41

10,5

Sa�de

41

10,8

Viol�ncia

33

8,7

�gua

20

5,2

Administra��o / governante

14

3,7

Urbaniza��o

14

3,7

Drogas

10

2,6

Turismo

8

2,1

Pobreza

6

1,6

Saneamento b�sico

6

1,6

Transporte

6

1,6

N�o tem problema

5

1,3

NR

5

1,3

Pol�tica / pol�ticos

5

1,3

Abandono dos distritos

3

0,8

Educa��o

3

0,8

Lazer

3

0,8

Meio ambiente

3

0,8

Apatia

2

0,5

Corrup��o

2

0,5

Habita��o

2

0,5

Patrim�nio

2

0,5

Correio

1

0,3

Cultura

1

0,3

Despreparo profissional

1

0,3

Estradas

1

0,3

Falta de tecnologia

1

0,3

Infla��o

1

0,3

Total

381

100,0


Os principais problemas de Ouro Preto s�o o desemprego (menor que na pesquisa anterior, onde figurava com 24,7%), muitos (que flutuou para mais com rela��o a abril: 10,2%), depois vem a sa�de, com 10,8% (tamb�m subindo com rela��o aos 8,1% anteriores) e viol�ncia, com 8,7% (�ndice id�ntico ao de abril).

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CONCLUS�ES A RESPEITO DOS PRINCIPAIS PROBLEMAS APONTADOS PELA AMOSTRA

Vistas de uma forma geral, as altera��es que se verificam com rela��o ao quadro anterior demonstram uma grande esperan�a da popula��o com as elei��es. Para dois exemplos paradigm�ticos, citamos a pol�tica que desabou e a urbaniza��o que aparece com for�a. A nosso ver, a pol�tica deixa de ser problema e passa a ser solu��o � medida que a popula��o, em meio ao processo eleitoral, se v� mais participante das decis�es. O crescimento da preocupa��o da popula��o com a urbaniza��o mostra que a popula��o, �s v�speras da elei��o, mostra-se mais preocupada com o espa�o em que vive e que ser� gerenciado por aqueles que ela eleger.

Continua mostrando-se surpreendente � primeira vista que uma popula��o com n�vel instrucional baixo, v�tima de uma m� distribui��o de renda e sofrendo com a falta de empregos n�o indique a educa��o como um de seus principais problemas de forma mais decidida. Em nossa an�lise, percebemos que o munic�pio ocupa um papel chave na revers�o desse quadro por ser o principal respons�vel pela Educa��o Fundamental. A popula��o, contudo, n�o tem se dado conta desse fato. A popula��o aposta em uma perspectiva mais imediatista de melhoria de sua vida, n�o trabalhando com alternativas estrat�gicas, como aquela representada por investimentos na educa��o. Urge, ent�o, que os �rg�os de imprensa atuantes na regi�o cumpram seu papel de informar a popula��o e passem a dar mais destaque a essa quest�o doravante. S� uma popula��o bem informada, afinal, poder� exigir de seus representantes pol�ticas eficazes que revertam em benef�cio para a sociedade. O NEASPOC-UFOP fez sua parte nesse sentido, gerando informa��o qualificada e atrav�s de crit�rios confi�veis.

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SOBRE O PRECONCEITO RACIAL

Nessa pesquisa, o NEASPOC-UFOP investigou um novo tema: o preconceito racial. Foram feitas tr�s perguntas a respeito disso. A primeira delas era: "O(a) Sr(a) votaria em uma pessoa de cor preta para um cargo pol�tico?" A respostas que obtemos foram as seguintes.


 

Freq��ncia

Percentual

Sim

346

90,8

Sim, com restri��es

24

6,3

N�o

8

2,1

NS

3

0,8

Total

381

100,0

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Se compararmos esses resultados com aqueles que obtivemos quando perguntamos, na pesquisa de abril, se os ouropretanos votariam em uma mulher, notamos que declara-se ter menos preconceito contra o negro do que contra a mulher. S�o 91% de sim para candidaturas negras contra 86% para candidaturas femininas. Os que votariam apenas condicionalmente em negros e mulheres s�o iguais: 6%. Os que n�o votariam em negros s�o 2%, contra 8% que n�o aceitam as mulheres na pol�tica. Isso poderia revelar um quadro de inexist�ncia de preconceito racial. Mas essa hip�tese � afastada pelas respostas dadas � quest�o seguinte: "O(a) Sr(a) acha que existe preconceito racial no Brasil?" As respostas obtidas foram:


 

Freq��ncia

Percentual

Sim

328

86,1

N�o

50

13,1

NS

3

0,8

Total

381

100,0

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Ou seja, a imensa maioria reconhece haver preconceito, mas n�o se percebe como preconceituosa. Esse quadro se completa com as respostas dadas � terceira pergunta sobre o tema: "O(a) Sr(a) conhece algu�m que j� sofreu com o preconceito racial em Ouro Preto?" Vejamos as respostas:


 

Freq��ncia

Percentual

Sim

105

27,6

N�o

268

70,3

NS

7

1,8

NR

1

0,3

Total

381

100,0

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CONCLUS�ES ACERCA DO PRECONCEITO RACIAL

Conclu�mos daqui que apesar da popula��o perceber que h� preconceito racial, tem uma grande dificuldade de perceb�-lo atuando concretamente. Isso � compreens�vel, pois o preconceito racial � uma "doen�a" social que, como as piores doen�as, age silenciosamente. Por isso mesmo que � importante chamar a aten��o para esse tema e esclarecer � popula��o sobre as nefastas conseq��ncias do preconceito racial. O NEASPOC-UFOP est� trabalhando nesse sentido ao trazer a p�blico esses dados revelados pela pesquisa. Para que esse trabalho de esclarecimento seja ainda mais completo, tomamos a liberdade de inserir nesse relat�rio, complementarmente, os seguintes dados do Dieese sobre o tema:

● Os negros t�m 75% de chance de serem os primeiros demitidos.

● 70% dos negros trabalham em servi�os n�o t�cnicos.

● 80,9% das mulheres negras ganham at� 2 sal�rios m�nimos.

● 62% dos homens negros ganham at� 2 sal�rios m�nimos.

● 80% dos negros moram em favelas e em locais insalubres.

● 87% das crian�as fora das escolas s�o negras.

● Somente 47% dos negros conclu�ram o segundo grau.

● Somente 1% dos negros completam a faculdade.

● A evas�o escolar � 65% maior entre os negros.

● 37,7% das mulheres negras s�o analfabetas, contra 17,7% das brancas.

● 40,3% dos homens negros s�o analfabetos contra 18,5% dos brancos.

● A renda familiar negra � R$ 689,00 contra R$ 1.440,00 da fam�lia branca.

Como se v�, o tema � grav�ssimo e precisa ser amplamente divulgado para que possamos contribuir para a revers�o desse quadro vergonhoso representado pelo racismo em nosso pa�s.

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QUEIMADAS

O outro tema que investigamos em nossa pesquisa foram as queimadas.


H�bito de fazer queimadas

Freq��ncia

Percentual

P�ssimo

149

39,1

Ruim

131

34,4

Indiferente

15

3,9

Pouco adequado

55

14,4

Adequado

31

8,1

Total

381

100,0

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Preju�zo com queimadas

Freq��ncia

Percentual

Sim

45

11,8

N�o

334

87,7

NS

2

0,5

Total

381

100,0

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Prefer�ncia partid�ria

Quando perguntados sobre seu partido de prefer�ncia, os ouropretanos responderam da seguinte forma:


 

Freq��ncia

Percentual

N�o tem

283

74,3

PT

41

10,8

PMDB

25

6,6

NS

6

1,6

NR

4

1,0

NR

4

1,0

PFL

4

1,0

PSDB

4

1,0

PDT

3

0,8

PL

3

0,8

PSB

2

0,5

PC do B

1

0,3

PPB

1

0,3

PSC

1

0,3

PSTU

1

0,3

PTB

1

0,3

PV

1

0,3

Total

381

100,0


Quando comparamos esses dados com a pesquisa de abril, notamos que houve um recuo geral das respostas que optam por algum partido. Os que declararam n�o ter partido eram apenas 39%, agora s�o 74%. Essa op��o acabou "roubando" �ndices de quase todas as outras. Os principais recuos se verificaram nas respostas NS e NR que, juntas somavam 21% em abril e agora s�o apenas 3%. O mesmo ocorre com os dois partidos mais populares de Ouro Preto. O PMDB caiu de 15% para 7% e o PT de 13% para 8%. A explica��o para isso � clara: a orienta��o personalista do voto, j� atestada em nossa pesquisa anterior, faz com que os partidos se tornem ainda menos importantes para o eleitorado quando temos o avan�o do processo eleitoral. A propaganda pol�tica dos partidos, ao dar todo destaque aos candidatos e quase nenhuma import�ncia � pr�pria legenda acaba servindo para refor�ar essa desvaloriza��o dos partidos junto � popula��o.

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Avalia��o das administra��es


Avalia��o do Governo Federal

Freq��ncia

Percentual

P�ssimo

96

25,2

Ruim

54

14,2

Regular

155

40,7

Bom

63

16,5

�timo

7

1,8

NS

3

0,8

NR

3

0,8

Total

381

100,0


A avalia��o do governo de Fernando Henrique Cardoso melhorou sensivelmente desde abril. Naquela data, cerca de 49% dos ouropretanos tinham uma avalia��o negativa do governo federal. Agora s�o 39%. A maior parte dos que avaliavam negativamente o governo federal migrou para o regular, que subiu de 34% para 41%. A avalia��o positiva flutuou de 15% para 18%. Como j� destac�vamos em nosso relat�rio da pesquisa de abril: "o n�mero dos que avaliaram como regular � alto e pode rapidamente migrar, seja para uma avalia��o ainda mais negativa, seja para uma avalia��o mais positiva." Ainda que os que optaram por p�ssimo ou ruim superem em muito os que indicaram bom ou �timo (os que t�m avalia��o negativa s�o o dobro dos que a t�m positiva!), � preciso notar que h� uma tend�ncia de recupera��o de popularidade claramente assinalada pela pesquisa.

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Avalia��o do Governo Estadual

Freq��ncia

Percentual

P�ssimo

24

6,3

Ruim

41

10,8

Regular

146

38,3

Bom

139

36,5

�timo

16

4,2

NS

11

2,9

NR

4

1,0

Total

381

100,0


A avalia��o do governo Itamar permanece est�vel e bastante positiva, mas flutuou para negativo. Os que avaliam o governo estadual como p�ssimo ou ruim s�o 17% agora, contra 13% em abril. Os que t�m avalia��o positiva (bom ou �timo) s�o 41% (em abril: 43%) A avalia��o regular tamb�m sofreu um ligeiro recuo: de 40% para 38%. Essa flutua��o para menos na avalia��o de Itamar tem uma clara correla��o com a ligeira recupera��o de FHC. Como o discurso do governo tem sido sempre de se mostrar o anti-FHC, uma avalia��o tende a espelhar a outra. Nesse confronto, Itamar segue levando muita vantagem sobre FHC em Ouro Preto.

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Avalia��o da atual

administra��o municipal

Freq��ncia

Percentual

P�ssimo

31

8,1

Ruim

34

8,9

Regular

110

28,9

Bom

152

39,9

�timo

46

12,1

NS

6

1,6

NR

2

0,5

Total

381

100,0


De todas as esferas administrativas avaliadas, a que recebe um melhor conceito da popula��o � a municipal. A atual prefeitura municipal � mais bem vista agora do que era em agosto, quando a avalia��o j� era positiva. Entre os ouropretanos, 52% est�o achando de boa a �tima a administra��o (em abril eram 42%), sendo que s�o 29% os que avaliam como regular (mesmo �ndice anterior) e 17% os que avaliam como de ruim a p�ssima (em abril: 17%).

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Inten��o de voto


Elei��o para presidente

Freq��ncia

Percentual

Indeciso

77

20,2

Lula

75

19,7

Itamar Franco

68

17,8

Ciro Gomes

44

11,5

Nulo

39

10,2

Branco

37

9,7

Jos� Serra

20

5,2

NR

10

2,6

Fernando Henrique Cardoso

5

1,3

A. C. M.

4

1,0

Collor

1

0,3

Sarney

1

0,3

Total

381

100,0


Na inten��o de votos para a presid�ncia do Brasil, Lula e Itamar Franco est�o em empate t�cnico, com 20% e 18% das inten��es, respectivamente. Ambos recuaram com rela��o � pesquisa anterior. Antes, cada um tinha cerca de 25%. Segue Ciro Gomes em segundo, com 11,5% das inten��es (em abril: 10%). H� uma importante faixa do eleitorado (42%) que n�o se manifestou por alguma candidatura. Antes eram 35% a n�o indicar candidatos. Uma explica��o para isso � que as aten��es est�o voltadas para a elei��o municipal. Mant�m-se, contudo, uma n�tida tend�ncia oposicionista, com os tr�s primeiros lugares sendo candidatos que criticam FHC

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Elei��o para Governador de Minas Gerais

Freq��ncia

Percentual

Itamar Franco

95

24,9

Eduardo Azeredo

85

22,3

Indeciso

59

15,5

Cabo J�lio

47

12,3

Nulo

31

8,1

Patrus Ananias

29

7,6

Branco

25

6,6

NR

8

2,1

Jo�o Leite

2

0,5

Total

381

100,0


Para o governo de Minas, novamente continua bem posicionada a candidatura de Itamar (25%), ainda que tenho recuado com rela��o � pesquisa de abril, quando aparecia com 28%. Logo atr�s vem Eduardo Azeredo (22%), que perdeu cinco pontos com rela��o � �ltima pesquisa. Patrus continua com cerca de 8%, mas foi ultrapassado por Cabo J�lio, que subiu de 6 para 12%. Esse crescimento se deve, em parte, ao fato de seu nome vir ganhando bastante destaque por ele ser candidato � prefeitura de Belo Horizonte. Mant�m-se, no entanto, a polariza��o entre duas candidaturas "chapas brancas", pois de dois nomes que j� exerceram o governo de Minas. A tend�ncia oposicionista no voto para presidente se perdeu aqui... O n�mero de pessoas que n�o opinaram sobre o tema flutuou para cima tamb�m aqui, como hav�amos verificado no caso da inten��o de voto para Presidente.

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Candidato a prefeito de Ouro Preto (espont�nea)

Freq��ncia

Percentual

Jos� Leandro

136

35,7

Marisa Xavier

132

34,6

Indeciso

94

24,7

Nulo

6

1,6

Branco

5

1,3

NR

4

1,0

Jos� Geraldo Torres

2

0,5

NS

2

0,5

Total

381

100,0


Na inten��o espont�nea de voto para a prefeitura de Ouro Preto, o n�mero de indecisos recuou fortemente. Eram cerca de 55% em abril e, agora, s�o 25%. Se, na pesquisa anterior, apenas cerca de 35% dos entrevistados declarou um nome, agora eles j� s�o 70%, ou seja o dobro. Contudo, esse crescimento das op��es n�o contemplou Jos� Geraldo Torres (Matip�), que recebeu menos de 1% das op��es. Como se v� pelos dados acima, na inten��o espont�nea, temos um empate t�cnico, com o candidato Jos� Leandro recebendo 36% das prefer�ncias, contra 35% para Marisa Xavier. Ambos cresceram com rela��o � pesquisa anterior, como era de se esperar. Mas o crescimento de Marisa Xavier � muito mais expressivo. Em abril, Jos� Leandro tinha 21 %, contra 3% de sua opositora. Mesmo considerando que aquele que obteve o segundo lugar nas prefer�ncias da pesquisa espont�nea realizada antes foi �ngelo Osvaldo com 6% e que trata-se tamb�m de um oposicionista, o crescimento da oposi��o com a campanha � ainda assim maior do que a obtida pela chapa situacionista. Confirmou-se, portanto, o que indic�vamos no relat�rio anterior: "H�, tamb�m, uma tend�ncia mais definida de voto para o atual prefeito, mas h� muito espa�o para que outras candidaturas possam crescer." O trunfo de Jos� Leandro, que tenta sua reelei��o, � a avalia��o muito positiva que sua administra��o tem junto aos eleitores.

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Voto para prefeito (estimulada)

Freq��ncia

Percentual

Marisa Xavier

169

44,4

Jos� Leandro

166

43,6

Indeciso

28

7,3

Branco

7

1,8

Nulo

5

1,3

Jos� Geraldo Torres

3

0,8

NR

3

0,8

Total

381

100,0


Na resposta estimulada, o candidato Jos� Geraldo Torres (Matip�) segue sem ter ao menos 1% das indica��es. Tendo em m�os um cart�o em forma de disco com o nome dos candidatos, o empate t�cnico entre os dois favoritos se mant�m. Mas, dessa vez, Marisa Xavier leva ligeira vantagem: 0,8% de frente sobre Jos� Leandro. Isso mostra que, se a elei��o tivesse se realizado nos dias 28 a 30 de agosto, ter�amos uma emocionante disputa, voto a voto, entre os dois candidatos.

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Lembran�a do n�mero dos Candidatos

Como a elei��o desse ano se dar� atrav�s das urnas eletr�nicas, a lembran�a do n�mero dos candidatos � um dado fundamental. Perguntados a respeito disso, os nosso entrevistados, em sua maioria, souberam dizer corretamente o n�mero de seus candidatos. Isso se deu tanto no caso da resposta espont�nea quanto no caso da estimulada. Como temos ainda um m�s de campanha, quando a propaganda deve ser muito intensa por se tratar de uma reta final muito disputada, n�o nos parece haver motivo para crer que a inova��o introduzida pela urna eletr�nica ir� interferir na disputa.

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Rejei��o

Os dados a respeito da rejei��o aparecem como um elemento bastante mais importante na defini��o dessa acirrada disputa do que a altera��o do procedimento de vota��o: antes em c�dula em papel, agora em urna eletr�nica. Perguntados em quem n�o votariam de jeito nenhum entre os nomes dos tr�s candidatos apresentados em um disco, os nossos entrevistados responderam da seguinte forma:


N�o votaria

Freq��ncia

Percentual

Jos� Geraldo Torres

141

37,0

Jos� Leandro

100

26,2

Marisa Xavier

48

12,6

NS

29

7,6

Branco

20

5,2

Nulo

16

4,2

Indeciso

13

3,4

NR

12

3,1

Jos� Leandro & Jos� Geraldo Torres

1

0,3

Nenhum

1

0,3

Total

381

100,0


O campe�o de rejei��o � o candidato Jos� Geraldo Torres (Matip�). Cremos poder explicar essa enorme rejei��o pelo fato de seu nome n�o ser conhecido da maior parte do eleitorado. Como a orienta��o eleitoral � personalista, as pessoas se recusam a votar em algu�m que n�o conhecem. J� no que se refere aos outros candidatos em disputa, percebe-se que a rejei��o ao candidato Jos� Leandro � bastante maior (mais do que o dobro) do que a de sua concorrente, a candidata Marisa Xavier. Sendo candidato a reelei��o, Jos� Leandro sofre com o desgaste de ser o administrador do munic�pio nos �ltimos anos e da superexposi��o. A rejei��o maior de seu oponente d� uma vantagem a Marisa Xavier. Mas n�o podemos esquecer que a avalia��o positiva da administra��o municipal favorece Jos� Leandro. Trata-se de uma disputa muito acirrada, considerando todas as vari�veis analisadas.

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INTEN��O DE VOTO PARA VEREADOR

Cumpre esclarecer que n�o apresentamos aqui os dados referentes �s respostas obtidas para as perguntas 20 e 21 do question�rio que aplicamos. A raz�o dessa omiss�o � que avaliamos que dar difus�o a essa informa��o seria leviano de nossa parte. Esses dados se referem �s inten��es de voto para vereador. Como se trata de uma elei��o proporcional, a margem de erro assume maior relevo uma vez que um candidato que n�o tenha sido lembrado por nenhum respondente pode ter, na verdade, 5% das inten��es de voto do eleitorado na data de realiza��o da pesquisa. Isso significa que algu�m que n�o figure em nossa pesquisa poderia estar eleito (com 5% dos votos certamente estaria) se o pleito se desse na data de sua realiza��o. Outrossim, um candidato indicado por 3% dos eleitores, do ponto de vista t�cnico, pode estar contando com uma inten��o de voto muito inferior a essa se levamos em considera��o a margem de erro. Como isso ocorre, surge o risco de informarmos que um candidato vai muito bem, mas n�o � isso que se apresenta e vice-versa. Como nosso objetivo � informar, n�o nos disporemos a correr o risco de oferecer dados que, sem serem objeto de uma an�lise cuidadosa, podem confundir o eleitorado. Tendo em vista essas considera��es, decidimos n�o dar divulga��o p�blica aos dados referentes � inten��o de voto para vereador.

Quando interrogamos sobre a inten��o de voto para vereador, nosso objetivo � apurar esse dado para compar�-lo com aqueles que resultar�o da apura��o oficial da elei��o. Isso nos dar� um excelente instrumento para medir uma vez mais a precis�o da metodologia que temos empregado. � por isso que, na pr�xima pesquisa que fizermos em Ouro Preto, devemos inserir mais uma vez essas perguntas em nosso question�rio, para melhor apurar as tend�ncias que se apresentam e, posteriormente, compar�-las com os resultados oficiais das elei��es.

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