Segunda Pesquisa Eleitoral no Munic�pio de Ouro Preto
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Caracteriza��o socioecon�mica da popula��o |
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Algumas das perguntas que s�o feitas aos entrevistados servem para se fazer uma caracteriza��o socioecon�mica da popula��o investigada. Registramos, nessa se��o do relat�rio, as respostas declaradas para as perguntas acerca do n�vel de instru��o, renda e ocupa��o da popula��o. |
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Instru��o |
Freq��ncia |
Percentual |
|
Analfabeto / sem instru��o |
12 |
3,1 |
|
Prim�rio completo (1� grau incompleto) |
167 |
43,8 |
|
1� grau completo (ginasial, 2� grau incompleto) |
94 |
24,7 |
|
2� grau completo (colegial, superior incompleto) |
85 |
22,3 |
|
Superior completo |
23 |
6,0 |
|
Total |
381 |
100,0 |
|
O n�vel de escolaridade dos ouropretanos � muito baixo. Dentre os entrevistados, 48,9% n�o completaram o Ensino Fundamental, indicando um grave d�ficit educacional. Considerando o fato de a cidade abrigar uma Universidade, esse quadro se mostra particularmente grave. Note-se que o dado aferido para Ouro Preto � muito pr�ximo daquele que obtivemos na pesquisa anterior, como esperado (51,9%). |
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Renda |
Freq��ncia |
Percentual |
|
At� R$ 151,00 |
57 |
15,0 |
|
de R$ 151,01 a R$ 453,00 |
114 |
29,9 |
|
de R$ 453,01 a R$ 755,00 |
66 |
17,3 |
|
de R$ 755,01 a R$ 1.510,00 |
53 |
13,9 |
|
de R$ 1.510,01 a R$ 3.020,00 |
22 |
5,8 |
|
mais de R$ 3.020,00 |
10 |
2,6 |
|
NS |
44 |
11,5 |
|
NR |
15 |
3,9 |
|
Total |
381 |
100,0 |
|
Mais de um ter�o da amostra (34,9%) tem renda familiar at� R$ 453,00, segundo declararam. Por termos alterado a pergunta nesse question�rio com rela��o ao anterior, houve uma melhoria nos �ndices de renda da popula��o. Antes pergunt�vamos pela "renda familiar". Dessa feita, os entrevistados foram interrogados sobre a "renda de sua fam�lia". Essa altera��o, aparentemente irrelevante, levou a uma melhor compreens�o por parte dos depoentes de baixa renda sobretudo. Ainda que a diferen�a entre os dados obtidos entre a pesquisa anterior e essa se mantenham dentro da margem de erro, mesmo assim houve uma flutua��o para mais no que se refere � renda. Segue sendo clara a estreita correla��o entre os baixos n�veis de escolaridade e de renda. Isso vale dizer que investimentos na educa��o nesses munic�pios apontariam claramente para uma melhoria n�o s� dos n�veis educacionais e da qualidade de vida dos mun�cipes, mas tamb�m da distribui��o de renda. |
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Ocupa��o |
Freq��ncia |
Percentual |
|
Empregado (assalariado) |
105 |
27,6 |
|
Empregador (empres�rios) |
6 |
1,6 |
|
Aut�nomo (camel�, dono de van, artes�o) |
62 |
16,3 |
|
Dona de casa |
61 |
16 |
|
Aposentado |
43 |
11,3 |
|
Estudante |
39 |
10,2 |
|
Desempregado |
21 |
5,5 |
|
Funcion�rio p�blico |
30 |
7,9 |
|
Profissional liberal |
13 |
3,4 |
|
NR |
1 |
0,3 |
|
Total |
381 |
100,0 |
|
Quanto � ocupa��o, ela se mostrou bem distribu�da em diferentes n�veis, merecendo destaque o grau elevado de trabalhadores aut�nomos. Isso representa, possivelmente, uma busca de alternativa por desempregados, vinculados geralmente a uma modalidade informal de obten��o de renda. Isso vale dizer que, possivelmente, exista uma correspond�ncia entre n�veis baixos de escolaridade, renda e emprego na regi�o. Mais uma vez, as varia��es entre os �ndices apurados para cada uma das ocupa��es variou dentro da margem de erro da pesquisa, como ocorreu tamb�m com todos os itens relativos a renda e instru��o. Isso � demonstrativo da qualidade do trabalho realizado. |
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CONCLUS�ES A RESPEITO DAS CARACTER�STICAS SOCIOECON�MICAS DA AMOSTRA A an�lise desses dados nos leva a concluir que a �rea educacional tem sido tratada com muito desleixo na regi�o. Lembre-se que a legisla��o em vigor garante a universalidade do acesso � educa��o e que a responsabilidade pela Educa��o Fundamental � prioritariamente dos munic�pios. Assim, imp�e-se a necessidade da cria��o urgente de uma pol�tica municipal clara e efetiva que reverta o grave d�ficit educacional apurado pela pesquisa. Pelo cruzamento dos dados respeitantes a instru��o e renda, percebemos com nitidez uma depend�ncia entre essas vari�veis, i.e., conforme se mostram mais elevados os n�veis de instru��o se apresentam maiores os n�veis de renda. Isso nos coloca uma hip�tese de que a revers�o do atual quadro de baixa instru��o da popula��o levaria a uma melhor distribui��o de renda na regi�o. |
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Principais problemas de Ouro Preto Mais uma vez, perguntamos aos ouropretanos qual seria o principal problema do munic�pio em sua opini�o. A novidade nessa pesquisa � que suprimimos as perguntas referentes aos principais problemas do Brasil e de Minas Gerais, � moda do que hav�amos feito no caso da segunda pesquisa de Mariana. |
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Principais problemas de Ouro Preto |
Freq��ncia |
Percentual |
|
Desemprego |
85 |
22,3 |
|
Muitos |
56 |
14,7 |
|
NS |
41 |
10,5 |
|
Sa�de |
41 |
10,8 |
|
Viol�ncia |
33 |
8,7 |
|
�gua |
20 |
5,2 |
|
Administra��o / governante |
14 |
3,7 |
|
Urbaniza��o |
14 |
3,7 |
|
Drogas |
10 |
2,6 |
|
Turismo |
8 |
2,1 |
|
Pobreza |
6 |
1,6 |
|
Saneamento b�sico |
6 |
1,6 |
|
Transporte |
6 |
1,6 |
|
N�o tem problema |
5 |
1,3 |
|
NR |
5 |
1,3 |
|
Pol�tica / pol�ticos |
5 |
1,3 |
|
Abandono dos distritos |
3 |
0,8 |
|
Educa��o |
3 |
0,8 |
|
Lazer |
3 |
0,8 |
|
Meio ambiente |
3 |
0,8 |
|
Apatia |
2 |
0,5 |
|
Corrup��o |
2 |
0,5 |
|
Habita��o |
2 |
0,5 |
|
Patrim�nio |
2 |
0,5 |
|
Correio |
1 |
0,3 |
|
Cultura |
1 |
0,3 |
|
Despreparo profissional |
1 |
0,3 |
|
Estradas |
1 |
0,3 |
|
Falta de tecnologia |
1 |
0,3 |
|
Infla��o |
1 |
0,3 |
|
Total |
381 |
100,0 |
|
Os principais problemas de Ouro Preto s�o o desemprego (menor que na pesquisa anterior, onde figurava com 24,7%), muitos (que flutuou para mais com rela��o a abril: 10,2%), depois vem a sa�de, com 10,8% (tamb�m subindo com rela��o aos 8,1% anteriores) e viol�ncia, com 8,7% (�ndice id�ntico ao de abril). |
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CONCLUS�ES A RESPEITO DOS PRINCIPAIS PROBLEMAS APONTADOS PELA AMOSTRA Vistas de uma forma geral, as altera��es que se verificam com rela��o ao quadro anterior demonstram uma grande esperan�a da popula��o com as elei��es. Para dois exemplos paradigm�ticos, citamos a pol�tica que desabou e a urbaniza��o que aparece com for�a. A nosso ver, a pol�tica deixa de ser problema e passa a ser solu��o � medida que a popula��o, em meio ao processo eleitoral, se v� mais participante das decis�es. O crescimento da preocupa��o da popula��o com a urbaniza��o mostra que a popula��o, �s v�speras da elei��o, mostra-se mais preocupada com o espa�o em que vive e que ser� gerenciado por aqueles que ela eleger. Continua mostrando-se surpreendente � primeira vista que uma popula��o com n�vel instrucional baixo, v�tima de uma m� distribui��o de renda e sofrendo com a falta de empregos n�o indique a educa��o como um de seus principais problemas de forma mais decidida. Em nossa an�lise, percebemos que o munic�pio ocupa um papel chave na revers�o desse quadro por ser o principal respons�vel pela Educa��o Fundamental. A popula��o, contudo, n�o tem se dado conta desse fato. A popula��o aposta em uma perspectiva mais imediatista de melhoria de sua vida, n�o trabalhando com alternativas estrat�gicas, como aquela representada por investimentos na educa��o. Urge, ent�o, que os �rg�os de imprensa atuantes na regi�o cumpram seu papel de informar a popula��o e passem a dar mais destaque a essa quest�o doravante. S� uma popula��o bem informada, afinal, poder� exigir de seus representantes pol�ticas eficazes que revertam em benef�cio para a sociedade. O NEASPOC-UFOP fez sua parte nesse sentido, gerando informa��o qualificada e atrav�s de crit�rios confi�veis. |
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SOBRE O PRECONCEITO RACIAL Nessa pesquisa, o NEASPOC-UFOP investigou um novo tema: o preconceito racial. Foram feitas tr�s perguntas a respeito disso. A primeira delas era: "O(a) Sr(a) votaria em uma pessoa de cor preta para um cargo pol�tico?" A respostas que obtemos foram as seguintes. |
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Freq��ncia |
Percentual |
|
|
Sim |
346 |
90,8 |
|
Sim, com restri��es |
24 |
6,3 |
|
N�o |
8 |
2,1 |
|
NS |
3 |
0,8 |
|
Total |
381 |
100,0 |
|
Se compararmos esses resultados com aqueles que obtivemos quando perguntamos, na pesquisa de abril, se os ouropretanos votariam em uma mulher, notamos que declara-se ter menos preconceito contra o negro do que contra a mulher. S�o 91% de sim para candidaturas negras contra 86% para candidaturas femininas. Os que votariam apenas condicionalmente em negros e mulheres s�o iguais: 6%. Os que n�o votariam em negros s�o 2%, contra 8% que n�o aceitam as mulheres na pol�tica. Isso poderia revelar um quadro de inexist�ncia de preconceito racial. Mas essa hip�tese � afastada pelas respostas dadas � quest�o seguinte: "O(a) Sr(a) acha que existe preconceito racial no Brasil?" As respostas obtidas foram: |
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Freq��ncia |
Percentual |
|
|
Sim |
328 |
86,1 |
|
N�o |
50 |
13,1 |
|
NS |
3 |
0,8 |
|
Total |
381 |
100,0 |
|
Ou seja, a imensa maioria reconhece haver preconceito, mas n�o se percebe como preconceituosa. Esse quadro se completa com as respostas dadas � terceira pergunta sobre o tema: "O(a) Sr(a) conhece algu�m que j� sofreu com o preconceito racial em Ouro Preto?" Vejamos as respostas: |
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Freq��ncia |
Percentual |
|
|
Sim |
105 |
27,6 |
|
N�o |
268 |
70,3 |
|
NS |
7 |
1,8 |
|
NR |
1 |
0,3 |
|
Total |
381 |
100,0 |
|
CONCLUS�ES ACERCA DO PRECONCEITO RACIAL Conclu�mos daqui que apesar da popula��o perceber que h� preconceito racial, tem uma grande dificuldade de perceb�-lo atuando concretamente. Isso � compreens�vel, pois o preconceito racial � uma "doen�a" social que, como as piores doen�as, age silenciosamente. Por isso mesmo que � importante chamar a aten��o para esse tema e esclarecer � popula��o sobre as nefastas conseq��ncias do preconceito racial. O NEASPOC-UFOP est� trabalhando nesse sentido ao trazer a p�blico esses dados revelados pela pesquisa. Para que esse trabalho de esclarecimento seja ainda mais completo, tomamos a liberdade de inserir nesse relat�rio, complementarmente, os seguintes dados do Dieese sobre o tema: ● Os negros t�m 75% de chance de serem os primeiros demitidos. ● 70% dos negros trabalham em servi�os n�o t�cnicos. ● 80,9% das mulheres negras ganham at� 2 sal�rios m�nimos. ● 62% dos homens negros ganham at� 2 sal�rios m�nimos. ● 80% dos negros moram em favelas e em locais insalubres. ● 87% das crian�as fora das escolas s�o negras. ● Somente 47% dos negros conclu�ram o segundo grau. ● Somente 1% dos negros completam a faculdade. ● A evas�o escolar � 65% maior entre os negros. ● 37,7% das mulheres negras s�o analfabetas, contra 17,7% das brancas. ● 40,3% dos homens negros s�o analfabetos contra 18,5% dos brancos. ● A renda familiar negra � R$ 689,00 contra R$ 1.440,00 da fam�lia branca. Como se v�, o tema � grav�ssimo e precisa ser amplamente divulgado para que possamos contribuir para a revers�o desse quadro vergonhoso representado pelo racismo em nosso pa�s. |
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QUEIMADAS O outro tema que investigamos em nossa pesquisa foram as queimadas. |
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H�bito de fazer queimadas |
Freq��ncia |
Percentual |
|
P�ssimo |
149 |
39,1 |
|
Ruim |
131 |
34,4 |
|
Indiferente |
15 |
3,9 |
|
Pouco adequado |
55 |
14,4 |
|
Adequado |
31 |
8,1 |
|
Total |
381 |
100,0 |
|
Preju�zo com queimadas |
Freq��ncia |
Percentual |
|
Sim |
45 |
11,8 |
|
N�o |
334 |
87,7 |
|
NS |
2 |
0,5 |
|
Total |
381 |
100,0 |
|
Prefer�ncia partid�ria Quando perguntados sobre seu partido de prefer�ncia, os ouropretanos responderam da seguinte forma: |
|
|
Freq��ncia |
Percentual |
|
N�o tem |
283 |
74,3 |
|
PT |
41 |
10,8 |
|
PMDB |
25 |
6,6 |
|
NS |
6 |
1,6 |
|
NR |
4 |
1,0 |
|
NR |
4 |
1,0 |
|
PFL |
4 |
1,0 |
|
PSDB |
4 |
1,0 |
|
PDT |
3 |
0,8 |
|
PL |
3 |
0,8 |
|
PSB |
2 |
0,5 |
|
PC do B |
1 |
0,3 |
|
PPB |
1 |
0,3 |
|
PSC |
1 |
0,3 |
|
PSTU |
1 |
0,3 |
|
PTB |
1 |
0,3 |
|
PV |
1 |
0,3 |
|
Total |
381 |
100,0 |
|
Quando comparamos esses dados com a pesquisa de abril, notamos que houve um recuo geral das respostas que optam por algum partido. Os que declararam n�o ter partido eram apenas 39%, agora s�o 74%. Essa op��o acabou "roubando" �ndices de quase todas as outras. Os principais recuos se verificaram nas respostas NS e NR que, juntas somavam 21% em abril e agora s�o apenas 3%. O mesmo ocorre com os dois partidos mais populares de Ouro Preto. O PMDB caiu de 15% para 7% e o PT de 13% para 8%. A explica��o para isso � clara: a orienta��o personalista do voto, j� atestada em nossa pesquisa anterior, faz com que os partidos se tornem ainda menos importantes para o eleitorado quando temos o avan�o do processo eleitoral. A propaganda pol�tica dos partidos, ao dar todo destaque aos candidatos e quase nenhuma import�ncia � pr�pria legenda acaba servindo para refor�ar essa desvaloriza��o dos partidos junto � popula��o. |
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Avalia��o das administra��es |
|
Avalia��o do Governo Federal |
Freq��ncia |
Percentual |
|
P�ssimo |
96 |
25,2 |
|
Ruim |
54 |
14,2 |
|
Regular |
155 |
40,7 |
|
Bom |
63 |
16,5 |
|
�timo |
7 |
1,8 |
|
NS |
3 |
0,8 |
|
NR |
3 |
0,8 |
|
Total |
381 |
100,0 |
|
A avalia��o do governo de Fernando Henrique Cardoso melhorou sensivelmente desde abril. Naquela data, cerca de 49% dos ouropretanos tinham uma avalia��o negativa do governo federal. Agora s�o 39%. A maior parte dos que avaliavam negativamente o governo federal migrou para o regular, que subiu de 34% para 41%. A avalia��o positiva flutuou de 15% para 18%. Como j� destac�vamos em nosso relat�rio da pesquisa de abril: "o n�mero dos que avaliaram como regular � alto e pode rapidamente migrar, seja para uma avalia��o ainda mais negativa, seja para uma avalia��o mais positiva." Ainda que os que optaram por p�ssimo ou ruim superem em muito os que indicaram bom ou �timo (os que t�m avalia��o negativa s�o o dobro dos que a t�m positiva!), � preciso notar que h� uma tend�ncia de recupera��o de popularidade claramente assinalada pela pesquisa. |
|
Avalia��o do Governo Estadual |
Freq��ncia |
Percentual |
|
P�ssimo |
24 |
6,3 |
|
Ruim |
41 |
10,8 |
|
Regular |
146 |
38,3 |
|
Bom |
139 |
36,5 |
|
�timo |
16 |
4,2 |
|
NS |
11 |
2,9 |
|
NR |
4 |
1,0 |
|
Total |
381 |
100,0 |
|
A avalia��o do governo Itamar permanece est�vel e bastante positiva, mas flutuou para negativo. Os que avaliam o governo estadual como p�ssimo ou ruim s�o 17% agora, contra 13% em abril. Os que t�m avalia��o positiva (bom ou �timo) s�o 41% (em abril: 43%) A avalia��o regular tamb�m sofreu um ligeiro recuo: de 40% para 38%. Essa flutua��o para menos na avalia��o de Itamar tem uma clara correla��o com a ligeira recupera��o de FHC. Como o discurso do governo tem sido sempre de se mostrar o anti-FHC, uma avalia��o tende a espelhar a outra. Nesse confronto, Itamar segue levando muita vantagem sobre FHC em Ouro Preto. |
|
Avalia��o da atual administra��o municipal |
Freq��ncia |
Percentual |
|
P�ssimo |
31 |
8,1 |
|
Ruim |
34 |
8,9 |
|
Regular |
110 |
28,9 |
|
Bom |
152 |
39,9 |
|
�timo |
46 |
12,1 |
|
NS |
6 |
1,6 |
|
NR |
2 |
0,5 |
|
Total |
381 |
100,0 |
|
De todas as esferas administrativas avaliadas, a que recebe um melhor conceito da popula��o � a municipal. A atual prefeitura municipal � mais bem vista agora do que era em agosto, quando a avalia��o j� era positiva. Entre os ouropretanos, 52% est�o achando de boa a �tima a administra��o (em abril eram 42%), sendo que s�o 29% os que avaliam como regular (mesmo �ndice anterior) e 17% os que avaliam como de ruim a p�ssima (em abril: 17%). |
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Inten��o de voto |
|
Elei��o para presidente |
Freq��ncia |
Percentual |
|
Indeciso |
77 |
20,2 |
|
Lula |
75 |
19,7 |
|
Itamar Franco |
68 |
17,8 |
|
Ciro Gomes |
44 |
11,5 |
|
Nulo |
39 |
10,2 |
|
Branco |
37 |
9,7 |
|
Jos� Serra |
20 |
5,2 |
|
NR |
10 |
2,6 |
|
Fernando Henrique Cardoso |
5 |
1,3 |
|
A. C. M. |
4 |
1,0 |
|
Collor |
1 |
0,3 |
|
Sarney |
1 |
0,3 |
|
Total |
381 |
100,0 |
|
Na inten��o de votos para a presid�ncia do Brasil, Lula e Itamar Franco est�o em empate t�cnico, com 20% e 18% das inten��es, respectivamente. Ambos recuaram com rela��o � pesquisa anterior. Antes, cada um tinha cerca de 25%. Segue Ciro Gomes em segundo, com 11,5% das inten��es (em abril: 10%). H� uma importante faixa do eleitorado (42%) que n�o se manifestou por alguma candidatura. Antes eram 35% a n�o indicar candidatos. Uma explica��o para isso � que as aten��es est�o voltadas para a elei��o municipal. Mant�m-se, contudo, uma n�tida tend�ncia oposicionista, com os tr�s primeiros lugares sendo candidatos que criticam FHC |
|
Elei��o para Governador de Minas Gerais |
Freq��ncia |
Percentual |
|
Itamar Franco |
95 |
24,9 |
|
Eduardo Azeredo |
85 |
22,3 |
|
Indeciso |
59 |
15,5 |
|
Cabo J�lio |
47 |
12,3 |
|
Nulo |
31 |
8,1 |
|
Patrus Ananias |
29 |
7,6 |
|
Branco |
25 |
6,6 |
|
NR |
8 |
2,1 |
|
Jo�o Leite |
2 |
0,5 |
|
Total |
381 |
100,0 |
|
Para o governo de Minas, novamente continua bem posicionada a candidatura de Itamar (25%), ainda que tenho recuado com rela��o � pesquisa de abril, quando aparecia com 28%. Logo atr�s vem Eduardo Azeredo (22%), que perdeu cinco pontos com rela��o � �ltima pesquisa. Patrus continua com cerca de 8%, mas foi ultrapassado por Cabo J�lio, que subiu de 6 para 12%. Esse crescimento se deve, em parte, ao fato de seu nome vir ganhando bastante destaque por ele ser candidato � prefeitura de Belo Horizonte. Mant�m-se, no entanto, a polariza��o entre duas candidaturas "chapas brancas", pois de dois nomes que j� exerceram o governo de Minas. A tend�ncia oposicionista no voto para presidente se perdeu aqui... O n�mero de pessoas que n�o opinaram sobre o tema flutuou para cima tamb�m aqui, como hav�amos verificado no caso da inten��o de voto para Presidente. |
|
Candidato a prefeito de Ouro Preto (espont�nea) |
Freq��ncia |
Percentual |
|
Jos� Leandro |
136 |
35,7 |
|
Marisa Xavier |
132 |
34,6 |
|
Indeciso |
94 |
24,7 |
|
Nulo |
6 |
1,6 |
|
Branco |
5 |
1,3 |
|
NR |
4 |
1,0 |
|
Jos� Geraldo Torres |
2 |
0,5 |
|
NS |
2 |
0,5 |
|
Total |
381 |
100,0 |
|
Na inten��o espont�nea de voto para a prefeitura de Ouro Preto, o n�mero de indecisos recuou fortemente. Eram cerca de 55% em abril e, agora, s�o 25%. Se, na pesquisa anterior, apenas cerca de 35% dos entrevistados declarou um nome, agora eles j� s�o 70%, ou seja o dobro. Contudo, esse crescimento das op��es n�o contemplou Jos� Geraldo Torres (Matip�), que recebeu menos de 1% das op��es. Como se v� pelos dados acima, na inten��o espont�nea, temos um empate t�cnico, com o candidato Jos� Leandro recebendo 36% das prefer�ncias, contra 35% para Marisa Xavier. Ambos cresceram com rela��o � pesquisa anterior, como era de se esperar. Mas o crescimento de Marisa Xavier � muito mais expressivo. Em abril, Jos� Leandro tinha 21 %, contra 3% de sua opositora. Mesmo considerando que aquele que obteve o segundo lugar nas prefer�ncias da pesquisa espont�nea realizada antes foi �ngelo Osvaldo com 6% e que trata-se tamb�m de um oposicionista, o crescimento da oposi��o com a campanha � ainda assim maior do que a obtida pela chapa situacionista. Confirmou-se, portanto, o que indic�vamos no relat�rio anterior: "H�, tamb�m, uma tend�ncia mais definida de voto para o atual prefeito, mas h� muito espa�o para que outras candidaturas possam crescer." O trunfo de Jos� Leandro, que tenta sua reelei��o, � a avalia��o muito positiva que sua administra��o tem junto aos eleitores. |
|
Voto para prefeito (estimulada) |
Freq��ncia |
Percentual |
|
Marisa Xavier |
169 |
44,4 |
|
Jos� Leandro |
166 |
43,6 |
|
Indeciso |
28 |
7,3 |
|
Branco |
7 |
1,8 |
|
Nulo |
5 |
1,3 |
|
Jos� Geraldo Torres |
3 |
0,8 |
|
NR |
3 |
0,8 |
|
Total |
381 |
100,0 |
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Na resposta estimulada, o candidato Jos� Geraldo Torres (Matip�) segue sem ter ao menos 1% das indica��es. Tendo em m�os um cart�o em forma de disco com o nome dos candidatos, o empate t�cnico entre os dois favoritos se mant�m. Mas, dessa vez, Marisa Xavier leva ligeira vantagem: 0,8% de frente sobre Jos� Leandro. Isso mostra que, se a elei��o tivesse se realizado nos dias 28 a 30 de agosto, ter�amos uma emocionante disputa, voto a voto, entre os dois candidatos. |
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Lembran�a do n�mero dos Candidatos Como a elei��o desse ano se dar� atrav�s das urnas eletr�nicas, a lembran�a do n�mero dos candidatos � um dado fundamental. Perguntados a respeito disso, os nosso entrevistados, em sua maioria, souberam dizer corretamente o n�mero de seus candidatos. Isso se deu tanto no caso da resposta espont�nea quanto no caso da estimulada. Como temos ainda um m�s de campanha, quando a propaganda deve ser muito intensa por se tratar de uma reta final muito disputada, n�o nos parece haver motivo para crer que a inova��o introduzida pela urna eletr�nica ir� interferir na disputa. |
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Rejei��o Os dados a respeito da rejei��o aparecem como um elemento bastante mais importante na defini��o dessa acirrada disputa do que a altera��o do procedimento de vota��o: antes em c�dula em papel, agora em urna eletr�nica. Perguntados em quem n�o votariam de jeito nenhum entre os nomes dos tr�s candidatos apresentados em um disco, os nossos entrevistados responderam da seguinte forma: |
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N�o votaria |
Freq��ncia |
Percentual |
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Jos� Geraldo Torres |
141 |
37,0 |
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Jos� Leandro |
100 |
26,2 |
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Marisa Xavier |
48 |
12,6 |
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NS |
29 |
7,6 |
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Branco |
20 |
5,2 |
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Nulo |
16 |
4,2 |
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Indeciso |
13 |
3,4 |
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NR |
12 |
3,1 |
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Jos� Leandro & Jos� Geraldo Torres |
1 |
0,3 |
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Nenhum |
1 |
0,3 |
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Total |
381 |
100,0 |
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O campe�o de rejei��o � o candidato Jos� Geraldo Torres (Matip�). Cremos poder explicar essa enorme rejei��o pelo fato de seu nome n�o ser conhecido da maior parte do eleitorado. Como a orienta��o eleitoral � personalista, as pessoas se recusam a votar em algu�m que n�o conhecem. J� no que se refere aos outros candidatos em disputa, percebe-se que a rejei��o ao candidato Jos� Leandro � bastante maior (mais do que o dobro) do que a de sua concorrente, a candidata Marisa Xavier. Sendo candidato a reelei��o, Jos� Leandro sofre com o desgaste de ser o administrador do munic�pio nos �ltimos anos e da superexposi��o. A rejei��o maior de seu oponente d� uma vantagem a Marisa Xavier. Mas n�o podemos esquecer que a avalia��o positiva da administra��o municipal favorece Jos� Leandro. Trata-se de uma disputa muito acirrada, considerando todas as vari�veis analisadas. |
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INTEN��O DE VOTO PARA VEREADOR Cumpre esclarecer que n�o apresentamos aqui os dados referentes �s respostas obtidas para as perguntas 20 e 21 do question�rio que aplicamos. A raz�o dessa omiss�o � que avaliamos que dar difus�o a essa informa��o seria leviano de nossa parte. Esses dados se referem �s inten��es de voto para vereador. Como se trata de uma elei��o proporcional, a margem de erro assume maior relevo uma vez que um candidato que n�o tenha sido lembrado por nenhum respondente pode ter, na verdade, 5% das inten��es de voto do eleitorado na data de realiza��o da pesquisa. Isso significa que algu�m que n�o figure em nossa pesquisa poderia estar eleito (com 5% dos votos certamente estaria) se o pleito se desse na data de sua realiza��o. Outrossim, um candidato indicado por 3% dos eleitores, do ponto de vista t�cnico, pode estar contando com uma inten��o de voto muito inferior a essa se levamos em considera��o a margem de erro. Como isso ocorre, surge o risco de informarmos que um candidato vai muito bem, mas n�o � isso que se apresenta e vice-versa. Como nosso objetivo � informar, n�o nos disporemos a correr o risco de oferecer dados que, sem serem objeto de uma an�lise cuidadosa, podem confundir o eleitorado. Tendo em vista essas considera��es, decidimos n�o dar divulga��o p�blica aos dados referentes � inten��o de voto para vereador. Quando interrogamos sobre a inten��o de voto para vereador, nosso objetivo � apurar esse dado para compar�-lo com aqueles que resultar�o da apura��o oficial da elei��o. Isso nos dar� um excelente instrumento para medir uma vez mais a precis�o da metodologia que temos empregado. � por isso que, na pr�xima pesquisa que fizermos em Ouro Preto, devemos inserir mais uma vez essas perguntas em nosso question�rio, para melhor apurar as tend�ncias que se apresentam e, posteriormente, compar�-las com os resultados oficiais das elei��es. |