Segunda Pesquisa Eleitoral no Munic�pio de Mariana
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1. Caracter�sticas socioecon�micas aferidas na amostra |
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a) Instru��o: |

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O quadro de baixo n�vel de instru��o da popula��o de Mariana continua a ser revelado pela coleta aleat�ria da pesquisa efetuada em Mariana, sendo mais uma forte evid�ncia do grave problema que dever ser, o mais rapidamente poss�vel, enfrentado pelas institui��es cuja �rea de atua��o est� relacionada com a educa��o. Como esperado, mant�m-se est�vel e absurdamente alto (55% nessa pesquisa, contra os 52% apurados em nossas primeiras pesquisas em Mariana e Ouro Preto) o n�mero de cidad�os que n�o cursaram sequer o Ensino Fundamental. |
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b) Renda: |

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Quase metade da amostra (48%) declarou perceber apenas at� tr�s sal�rios m�nimos como renda familiar. Esse n�mero � bastante pr�ximo ao encontrado em nossas primeiras pesquisas em Mariana e Ouro Preto (ambas apontaram 46% da popula��o nessa faixa de renda). Cerca de 61% da amostra recebe at� 4,5 sal�rios m�nimos (na primeira pesquisa, foi a mesma propor��o). O quadro parece confirmar o grave problema social de Mariana, que � a baixa renda familiar declarada pela popula��o. |
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c) Ocupa��o: |

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Quanto � ocupa��o, ela continua se mostrando bem distribu�da em diferentes n�veis, com um alto grau de trabalhadores aut�nomos. Esse quadro ajuda a explicar os problemas sociais j� percebidos na avalia��o da instru��o e da renda da popula��o. Cada nova pesquisa, por amostragem, feita em Mariana, s� corrobora a evid�ncia da urgente necessidade de se aplicar pol�ticas educacionais que possam, no espa�o de uma gera��o, reverter esse quadro perverso de baixa instru��o/baixa renda. |
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2. Percep��o de problemas pela popula��o |

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As queimadas se apresentam como um problema cr�nico da regi�o de Mariana e Ouro Preto. As queimadas se mostram um mal end�mico na �poca do estio, na qual estamos agora entrando. Al�m de colocar em risco as unidades de preserva��o representadas pelo Itacolomi e Tripu�, as queimadas produzem muitos preju�zos diretos, com danos materiais causados pelo fogo, e indiretos, afetando sensivelmente a qualidade do ar e prejudicando em muito o abastecimento de �gua, gerando quedas da rede el�trica, entre outros transtornos. |

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Assim, esta pesquisa procurou avaliar o que pensa a popula��o de Mariana sobre um h�bito existente de se fazer queimadas para a "limpeza" de um terreno. O quadro revela que a popula��o, de acordo com a amostra, est� sensibilizada para essa quest�o, j� que o n�mero dos que s�o indiferentes � muito pequeno (cerca de 2%). Deste modo, 69% rejeitam esse h�bito e 29% o aprovam, mesmo que com algumas restri��es. Esses n�meros ajudam a compreender o fen�meno c�clico das queimadas, j� que quase um ter�o da popula��o as aprovam em algum grau. N�o � preciso dizer que esse um ter�o da popula��o que mant�m-se crendo na adequa��o das queimadas � mais do que suficiente para causar um n�mero de inc�ndios alt�ssimo. Infelizmente, cerca de 13% da popula��o declarou j� ter se prejudicado pelas queimadas efetuadas na regi�o. � um n�mero bastante alto, pois se projetarmos essa propor��o para a popula��o que serviu de base de c�lculo para a amostra, seriam algo em torno de 3.450 mun�cipes. Estamos entrando na �poca da estiagem e a pergunta � inevit�vel: aumentar� esse n�mero? Um elemento importante a destacar � que os respondentes, em sua larga maioria s� assumiu como sendo um preju�zo ou dano produzido pelas queimadas aquele que se percebe de forma direta. Os preju�zos indiretos que atingem a 100% da popula��o foram muito pouco notados. Isso aponta para a necessidade de um trabalho de educa��o ecol�gica junto � popula��o que a leve a perceber melhor as conseq��ncias indiretas das queimadas. |

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Aqui ocorreu uma surpreendente reavalia��o dos principais problemas de Mariana. Cerca de 18% declararam ser a �gua o principal problema, quando na pesquisa anterior esse n�mero chegou a 8%. Pode ser que a quest�o referente � queimada tenha influenciado a amostra, mas pode ser tamb�m que os efeitos da estiagem j� estejam se manifestando na popula��o e ela ficou, assim, momentaneamente mais sens�vel para esse assunto. Outra explica��o para esse forte incremento no �ndice �gua pode estar relacionado a uma modifica��o feita nesse question�rio com rela��o aos anteriores. Nas duas outras pesquisas, a popula��o era interrogada primeiramente sobre os principais problemas do Brasil e de Minas Gerais, antes de responderem sobre os principais problemas do munic�pio. Isso pode levar os depoentes a pensar mais em problemas de car�ter mais estrutural do que naqueles de ordem local, como � o da �gua. A redu��o verificada no �ndice dos que n�o souberam ou n�o quiseram responder (4,7% nessa pesquisa, quando nas anteriores a soma de NS e NR foi de 12% para Ouro Preto e 9% para Mariana) e do crescimento dos que apontaram "muitos" problemas (19,5% agora, contra apenas cerca de 8% na pesquisa anterior de Mariana) tamb�m apontam no sentido dessa hip�tese. Nos demais problemas, n�o houve altera��es mais acentuadas se comparadas com a pesquisa feita em Mar�o deste ano. A pol�tica local (somando-se pol�tica/pol�ticos, administra��o/governantes e corrup��o) continua sendo uma grande preocupa��o dos mun�cipes com 18%. O desemprego continua em primeiro, com 22,4%, mas agora seguido bem de perto pelo problema da �gua e "muitos", que cresceram bastante. Por fim, a sa�de � o �ltimo �ndice que aparece com mais de 5% das preocupa��es (5,5%). |
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3. Mulheres na pol�tica |

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As elei��es municipais desse ano obrigam que as listas de candidaturas � C�mara dos Vereadores devam contar com, pelo menos, 30% de mulheres. A lei pretende, com isso, reduzir o d�ficit democr�tico de participa��o das mulheres, uma vez que elas comp�em cerca de 50% do eleitorado nacional, mas ocupam um n�mero de postos pol�ticos muito inferior a esse peso que representam no universo dos votantes. Desse modo, apresenta-se como fundamental diagnosticar qual o n�vel de aceita��o do eleitorado para essas candidaturas femininas. Na pesquisa que fizemos em Ouro Preto, o n�vel de aceita��o das mulheres na pol�tica chegou a ser mesmo surpreendente. A popula��o ouropretana se manifestou mais favor�vel �s candidaturas femininas do que masculinas, o que nos levou � conclus�o de que a lei de cotas, no caso daquele munic�pio, chega mesmo a ser t�mida. A popula��o de Mariana, segundo a amostra, declarou em peso (cerca de 75%) n�o ter problemas em votar em uma mulher para cargo pol�tico, mas em torno de 21% v�em com alguma ou total restri��o a participa��o feminina na pol�tica. � um n�mero alto, especialmente quando se compara com os obtido em Ouro Preto, quando 86% declaram ser favor�veis e 14% viam isso com alguma ou total restri��o. |

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Aqui, os n�meros apresentados acima ganham um contorno mais n�tido. 31% da popula��o, de acordo com a amostra, preferem os homens �s mulheres para cargos pol�ticos, enquanto 17% preferem as mulheres. A popula��o de Mariana mostra, assim, uma menor disposi��o de eleger mulheres do que em Ouro Preto, onde 33% preferiam mulheres, contra apenas 20% que preferem os homens. Em Mariana, cerca de 47% n�o t�m orienta��o sexista (em Ouro Preto foram 45%). |
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4. Prefer�ncia partid�ria |

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Nesta quest�o houve uma not�vel mudan�a no comportamento da amostra. Na pesquisa de mar�o, cerca de 26% declarou n�o ter partido de prefer�ncia e 26% n�o souberam ou n�o quiseram responder, correspondendo a cerca de 52%. Na pesquisa feita agora em maio, 68% declarou n�o ter partido de prefer�ncia, sendo irris�rio o n�mero dos que n�o souberam responder. Assim, houve uma vis�vel transfer�ncia dos que anteriormente n�o tinham se declarado para os que agora afirmam n�o ter partido de prefer�ncia. Representam 68% da amostra, um n�mero bem elevado que se aproxima daquele obtido na primeira pesquisa sobre a orienta��o do voto para a C�mara Municipal: cerca de 61% afirmaram, na �poca, n�o ter orienta��o partid�ria no seu voto para vereador. Dentre a minoria que se orienta partidariamente, prevalece o PMDB como o partido de prefer�ncia, seguido do PT com 8%. |
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5. Avalia��es dos governos |
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a) Governo Federal: |

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A avalia��o do governo federal continua em baixa em Mariana. Deste modo, 48% est�o com uma avalia��o negativa, 34% acham regular e cerca de 16% tem uma avalia��o positiva. Na pesquisa de mar�o, os n�meros foram, respectivamente, 48%, 33% e 15%, n�o tendo havido, portanto, altera��o digna de m�rito. |
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b) Governo Estadual: |

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A avalia��o do governo estadual continua em alta em Mariana. 17% a consideram negativamente (na pesquisa de mar�o foi 16%), 37% tem um nota regular (na de mar�o foi 39%) e 41% tem uma avalia��o positiva (na de mar�o foi 39%). Tamb�m aqui n�o houve altera��o digna de men��o. |
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c) Governo Municipal: |

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Quanto � atual administra��o municipal, cerca de 42% t�m uma avalia��o negativa (na pesquisa de mar�o foi 55%), 31% t�m uma nota regular (na de mar�o foi 22%) e 19% t�m uma avalia��o positiva (na de mar�o foi 15%). Logo, houve uma sens�vel melhora na avalia��o da atual administra��o municipal, mas a rejei��o continua expressiva. |
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6. Inten��es eleitorais |
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a) Presid�ncia: |

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A inten��o de voto para a presid�ncia dos marianenses revelou que o favoritismo de Itamar continua, com 25%, seguido de Lula com 21% e Ciro Gomes com 10% (na pesquisa de mar�o os n�meros foram, respectivamente, 25%, 23% e 9%). Cabe registrar o fraqu�ssimo desempenho de Ant�nio Carlos Magalh�es (0,3% das inten��es), em que pese todo o aporte de m�dia que o Presidente do Congresso Nacional procurou obter com o debate sobre o sal�rio m�nimo. |
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b) Governo do Estado: |

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Para governo de estado, a popula��o de Mariana, segundo a amostra, projeta o atual governador em primeiro, com 31% (na anterior, foi 30%), seguido pelo antigo governador, com 20% (na anterior, foi 18%), vindo a candidatura de Patrus em terceiro, com 7% (na anterior, foi 7%). Logo, n�o houve maiores altera��es na inten��o de voto. |
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c) Prefeitura de Mariana: |

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Na inten��o espont�nea de voto para a prefeitura de Mariana, cerca de 37% apontaram o nome de Jo�o Ramos (na anterior, o n�mero foi 39%), seguido de Marco Mol, com 6% (na de mar�o foi 7%). O nome de Jos� Felipe surge em terceiro, com cerca de 1,6% das inten��es. Assim, n�o houve maiores altera��es diante da pesquisa eleitoral de mar�o feita pelo NEASPOC. |

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Nesta pesquisa, foi feita, pela primeira vez este ano em Mariana, o est�mulo na inten��o de voto para a prefeitura. Foram apresentados os nomes que obtiveram uma percentagem consider�vel (superior a 5%) de inten��es na pesquisa espont�nea feita em mar�o. O nome de Jos� Felipe foi apresentado pelo lan�amento de sua prov�vel candidatura pelo PT, partido que, junto com PMDB (j� representado por Jo�o Ramos) obteve mais de 5% das prefer�ncias partid�rias na pesquisa de mar�o. Assim, na primeira simula��o de voto estimulada, o nome de Jo�o Ramos foi preferido pela maioria (54%), seguido pelo nome de Marco Mol (21%) e em terceiro Jos� Felipe (1,8%). |

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Na segunda simula��o, estimulada para a prefeitura de Mariana, o nome do sr.
Jo�o Ramos foi substitu�do pelo do sr. Celso Cotta. Houve uma altera��o na ordem
de prefer�ncia do eleitorado, com Marco Mol em primeiro (35%), Celso Cotta em
segundo (25%) e Jos� Felipe crescendo para 2,9% das inten��es. O n�mero de
indecisos se manteve praticamente constante nas duas simula��es, crescendo
significativamente os votos "nulo" e "branco" (mais de 5% de crescimento).
Assim, � de se concluir que temos quadros eleitorais totalmente distintos, dependendo da efetiva��o, ou n�o, da candidatura de Jo�o Ramos. No caso de ela se concretizar, Marco Mol aparece com poucas chances de vit�ria no quadro atual. Sem Jo�o Ramos, contudo, esse mesmo candidato se apresentaria com algum favoritismo, caso as elei��es se dessem na data de realiza��o da pesquisa. Percebe-se, assim, como a candidatura de Jo�o Ramos altera o percentual de todas as demais op��es de voto. |
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Conclus�es Gerais Neste instante, quando j� foram realizadas tr�s pesquisas de car�ter pol�ticos e
eleitoral nos munic�pios de Mariana e de Ouro Preto, algumas conclus�es j� podem
ser lan�adas. Um dado extremamente importante foi a alta capacidade anal�tica da popula��o. Ela foi muito meticulosa ao analisar os principais problemas nacionais, regionais e locais. N�o os misturou, sendo extremamente sens�vel para os assuntos locais. Interessante a percep��o de que um sentimento pol�tico, situacionista ou oposicionista, navegava ao sabor da abrang�ncia dos assuntos analisados: se nacional, tendia para um certo perfil de candidatura pol�tica; se regional, mudava o perfil sem maiores problemas e, finalmente, se local, assumia um outro contorno. Um dado novo foi colocado na nova pesquisa em Mariana, que foi a quest�o ambiental. H� um h�bito secular na regi�o de se usar o fogo como instrumento para executar a limpeza do terreno. Pode-se perceber que, � medida que se aumenta o n�vel de instru��o e de renda, diminui a aceita��o desse h�bito. De novo nos vemos diante do desafio educacional, como uma das poss�veis ferramentas capazes de melhorar o grave quadro social da regi�o, manifestado na quest�o ecol�gica. Outro dado importante � a quest�o da orienta��o pol�tica do eleitorado da regi�o, nitidamente voltado para a a��o de lideran�as pessoais, antes que institucionais. O personalismo j� foi assinalado e cabe aqui, apenas, registr�-lo como uma das caracter�sticas mais salientes da pol�tica feita na regi�o de Mariana e de Ouro Preto. Na quest�o do voto municipal, os eleitorados j� tem uma manifesta��o que indica tend�ncias para outubro. Evidente que essas inten��es podem mudar, j� que uma pesquisa, quando bem feita, registra o instante da inten��o da opini�o p�blica quanto a um determinado assunto enfocado. Mas h� dados interessantes que j� podem ser analisados. O eleitorado dirige as a��es das m�quinas pol�ticas da regi�o, que em raz�o de suas prefer�ncias, montam estrat�gias que melhor sensibilizam o eleitorado para a candidatura preferida. Essa estrat�gia pode funcionar ou n�o, o que explica, em boa medida, o grau acentuado de disputas e de tens�es que marcam a vida pol�tica dessas regi�es. Cabe aqui um alerta �s lideran�as pol�ticas de Mariana e de Ouro Preto. As popula��es est�o saturadas com o n�vel das disputas e das brigas pol�ticas da regi�o, como pode ser facilmente percebido nas pesquisas feitas em Mariana e Ouro Preto. Foi muito alto a insatisfa��o com as pol�ticas e os pol�ticos da regi�o. Certamente, caso estas elei��es ocorram dentro de um quadro aceit�vel de debates e disputas, a insatisfa��o diminuir�. Ser� que isto vai ocorrer? |