Relatório da pesquisa sobre o corpo discente da UFOP


Este relatório apresenta os dados da pesquisa realizada nos dia 6 e 7 de novembro junto ao corpo discente da UFOP através da eletiva HIS 694, ministrada pelos professores: Adriano Sérgio Lopes da Gama Cerqueira e Fábio Faversani, cujo objetivo foi ensinar aos alunos matriculados as técnicas da pesquisa de Survey.

Nosso universo para a retirada da amostra se restringiu aos alunos dos campi de Ouro Preto e de Mariana, abarcando todos os institutos a fim de evitar o viés. Os dados abaixo apresentados apresentam um intervalo de confiança de 95% e margem de erro de 7%.

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Foram entrevistados 187 alunos em nossa amostra, cerca de 5% da universidade.

Destes, 13,4% cursam Farmácia, 9,6% História, 8,6% Letras, 8% Engenharia de Produção, 8% Nutrição, 7,5% Engenharia Civil, 7% Direito, 7% Engenharia Metalúrgica, 5,9% Bacharelado em Ciências Biológicas, 5,9% Filosofia, 5,3% Engenharia de Minas, e os outros 13% restantes estão distribuídos em: Bacharelado em Turismo, Engenharia de Controle e Automação, Engenharia Geológica, Ciência da computação, Física Aplicada, Licenciatura em Ciências Biológicas e Química Industrial.

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Quanto aos institutos, 39% se declararam estudantes da Escola de Minas, 18,2% no Instituto de Ciências Humanas e Sociais, 15,5% no Instituto de Ciências Exatas e Biológicas, 13,4% na Escola de farmácia, 8% na Escola de Nutrição e 5,9% no Instituto de Filosofia e Artes Cênicas.

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Dizem que o Brasil é o país das mulheres. Mas em nossa amostra , elas não são a maioria. Aqui os homens ganharam, somando 54% dos alunos. As mulheres ficam com os 46% restantes.

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Os estudantes são bem jovens. Dos entrevistados 12% tem idade entre 17 a 19 anos, 66% de 20 a 24 anos, 19% de 25 a 34 anos e apenas 2,1%, tem mais de 35 anos.

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Quanto a permanência dos mesmos na universidade, predomina aqueles que têm de 2 a 3 anos de vida acadêmica, o que equivale a 47%, 30% têm um ano e 6% têm mais de 5 anos que estão na faculdade, o que é um número bem significativo.

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Ao analisarmos o índice fonte de recursos dos alunos da UFOP, notamos que a família é uma das principais fontes geradoras de recursos para os alunos, estando as bolsas cedidas pela UFOP em segundo lugar. A terceira fonte de recursos dos alunos da instituição é o trabalho assalariado. Ao perguntarmos se esses recursos eram suficientes 76,5% responderam que não.

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De acordo com o gráfico acima, 4% dos entrevistados trabalham em atividades ligadas a sua área de estudo na Universidade, 13% não trabalham na área de estudo na Universidade e 82% dos alunos entrevistados não exercem nenhuma atividade remunerada. O ICHS foi o instituto que apresentou o maior número de estudantes trabalhando em áreas relacionadas ao estudo na Universidade, seguido pela Escola de Minas.

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De acordo com a pesquisa realizada, 3% do corpo discente qualificou como muito negativa sua expectativa de entrada no mercado de trabalho, 13% qualificou como negativa, 60% positiva, 8% muito positiva e 13% dos estudantes se mantiveram indiferentes. A Escola de Nutrição e a escola de farmácia foram as que melhor qualificaram sua expectativa de entrada no mercado de trabalho, enquanto o IFAC foi o instituto que apresentou a expectativa mais negativa.

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No que diz respeito à maneira de como o curso prepara os estudantes para o mercado tivemos o seguinte resultado: 2% do corpo discente entrevistado acreditam que a preparação é péssima, 6% avalia a preparação como ruim, 11% consideram a preparação que o curso oferece como regular, 77% avaliam como boa e apenas 4% dos entrevistados consideram ser a preparação excelente. Dentre os institutos a Escola de Nutrição é a que melhor avalia a preparação do curso para o mercado, seguido pelo ICHS e a escola de farmácia.

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As principais atividades de lazer praticadas pelos estudantes da UFOP são: esporte (23,5%), leitura (12,3%), televisão (11,2%), passear ou viajar (10,2%) e festas (3,2%). Índice esse que contradiz o que muitas pessoas acreditavam que os estudantes gostassem de fazer em suas horas de lazer.

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Dentre os alunos entrevistados 34,4% não vão em nenhuma festa por semana, 39% vão somente em uma festa por semana, 15,5% em duas festas por semana e 1% vai a mais de quatro festas por semana.

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Nesse gráfico, podemos visualizar a opinião dos alunos da UFOP com relação à prática do trote existente na universidade: 28% dos entrevistados avaliam o trote como uma prática muito negativa, 29% avaliam como negativa, ao contrário de 20% que acham a prática positiva, 5% que avaliam como muito positiva, enquanto 16% dos entrevistados são indiferentes. Portanto vemos que 57% dos entrevistados avaliam negativamente a prática do trote e 25% vêem essa prática com bons olhos.

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11% dos entrevistados acham que o trote facilita a integração; ao passo que 19% acham que ele é prejudicial ao aluno; 11% responderam que depende do trote, uma vez que estamos tendo a prática do trote da cidadania; 3% acreditam que o trote afasta os vestibulandos das repúblicas. O restante das opiniões varia entre 2% a 4%, que expressam opiniões como: achar que o trote é imaturo ou até mesmo visto como uma prática obrigatória.

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O gráfico acima apresenta a opinião dos alunos se existe um curso de maior importância na UFOP. Caso a resposta fosse positiva o entrevistado falava qual era o nome desse curso. Dos entrevistados 8% não souberam ou não quiseram responder; 5% são indiferentes; já 70% acreditam que não existe um curso de maior importância o restante dos entrevistados acreditam que existe curso de maior importância, dentre esse temos: as engenharia e o curso de farmácia.

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A maioria dos alunos entrevistados deram a nota a seus professores acima de 6, considerando que a média de aprovação para o curso é também 6, podemos concluir que os professores da UFOp foram aprovados pelos estudantes, apesar de ter algumas notas abaixo.

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Dentre os motivos citados para justificar a nota dadas aos professores estão a falta de didática, o número elevado de professores substitutos, má adequação dos professores às suas áreas e bons e maus professores.

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O gráfico acima demonstra que 33% dos entrevistados consideram ruim a administração da UFOP; a maioria se mostrou satisfeita com a administração tendo um êxito de 38% que consideram boa, 8% dos entrevistados acham péssima a administração e 7% não souberam ou não quiseram responder, dentre os dados podemos considerar que os alunos da UFOP estão satisfeitos com a administração.

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A avaliação do DCE é negativa: cerca de 46% avaliaram-no como péssimo ou ruim, as pessoa que o avaliaram como regular somam 10% dos entrevistados. Apenas 19% o avaliaram de bom a ótimo e um grande número 26% dos alunos não souberam avaliar ou não quiseram responder.

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Ao perguntarmos aos entrevistados sobre sua avaliação do CA ou DA percebemos que 37% aprovam a atuação dos CA's e DA's, entre ótimo e bom. O número de pessoas que reprovam esta atuação corresponde a 32% , entre péssimo e ruim. 25% dos entrevistados não souberam ou não quiseram responder.

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Das pessoas entrevistadas, 73% tem o hábito de utilizar o RU e 27%, um pouco mais de ¼ da população entrevistada, não usam o bandejão.

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Através dos dados comprovamos que 73% dos entrevistados utilizam o RU. Desta população 68,6% o avaliam como positivo, compreendendo notas iguais ou acima de 6. E somente 31,4% avaliam de forma negativa com notas abaixo de 6. O que nos leva a afirmar que os alunos aprovam o bandejão.

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No gráfico acima percebemos que a maioria dos estudantes (54%) acreditam que não existe um curso melhor que o outro, cada curso tem seu valor de acordo com a opção do estudante. Uma parte menor, mas considerável, (45%) acreditam que existem cursos de maior importância dentro da universidade.

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No aspecto religioso 76,5% se consideram católicos, 4,8% espíritas, 2,7% evangélicos, 3,2% tem outro tipo de religião e 12,8% não possuem nenhuma religião.

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59,4% dos estudantes da UFOP se declararam como brancos; 22,5% pardos, 7% pretos , 2,7% índios , 3,2% amarelos e 5,3% não souberam ou não responderam. Vemos através destes dados que a população de cor preta representa um número bem baixo na Universidade.

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Quanto à moradia podemos perceber que a maioria dos estudantes (39%) mora em repúblicas particulares, 23% mora em repúblicas federais, 5,3% em pensão, 17,1% em casa de família, 1,6% em alojamentos, 13,4% em casa própria e 0,5% em casa paroquial.

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Dos alunos entrevistados 27% acham que as repúblicas federais devem se manter como estão, 47% acreditam que deve ser rediscutidas e 25% acham que as repúblicas devem ser controladas pela UFOP. Com esses dados podemos perceber que 72% da amostra colocam em questionamento as tradicionais repúblicas ouropretanas e até mesmo as de Mariana.

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Quanto a renda familiar, nota-se que 70% dos estudantes da Universidade Federal de Ouro Preto pertencem à classe média ou à classe média alta com salários acima de R$755,00, apenas 30% dos alunos da UFOP apresentam uma renda familiar abaixo de 5 salários -mínimos, segundo os declarantes.

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Nota: os conceitos estão codificados em números. Assim, 1 significa "péssimo"; 2 significa "ruim"; 3 significa "regular"; 4 significa "bom" e 5 significa " ótimo".

Ao desagregarmos a avaliação do DCE por instituto, com exceção da Escola de Farmácia, que aprovou o DCE (39%), todos os outros institutos reprovaram a atuação do DCE, tendo na Escola de Minas um número mais expressivo com 57% entre péssimo e ruim.

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Nota: os conceitos estão codificados em números. Assim, 1 significa "péssimo"; 2 significa "ruim"; 3 significa "regular"; 4 significa "bom" e 5 significa " ótimo".

Ao analisarmos a avaliação dos CAs e DAs em cada curso notamos que os cursos de Direito, Engenharia de Controle e Automação, Ciências da Computação, História e licenciatura em Ciências Biológica, aprovam a atuação do CA/ DA com a mediana acima de 50%, somando bom e ótimo; alguns cursos tivemos um alto índice de não souberam e não responderam como: Engenharia de Minas, Civil e Geologia.

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De acordo com os dados acima temos uma distribuição de renda entre três a dez salários mínimos predominante nos institutos, com exceção da Escola de Farmácia que concentra uma população com um nível de renda mais elevado. Assim, nesse instituto, cerca de 52% dos entrevistados declararam possuir renda acima de dez salários mínimos e apenas 13% declararam receber até três salários. Já a ENUT apresentou uma situação curiosa: 10% declararam receber até um salário, não houve ninguém que declarou receber na faixa de um a três salários, nem na faixa de três a cinco. Apesar de não estar sendo mostrado, foi na ENUT onde ocorreu o maior índice de respondentes que não quiseram ou não souberam responder à pergunta sobre a renda recebida (cerca de 33%).

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De acordo com o gráfico acima existe nos primeiros anos uma determinada euforia quanto à expectativa de ingresso no mercado de trabalho. Essa média tende a diminuir quando se aproxima o ano de conclusão do curso. Um dado curioso é que os alunos que estão a mais de 5 anos na UFOP apresentam-se mais indiferentes quanto a esse fato.

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No gráfico acima, analisamos a opinião dos alunos da UFOP quanto à existência das repúblicas federais, cruzando com a sua avaliação sobre o trote na UFOP. Assim, percebemos nitidamente a existência de dois grupos na UFOP: o dos que apóiam a prática do trote têm uma avaliação favorável à manutenção das repúblicas federais. Há um outro grupo que condena a prática do trote e quer rediscutir a manutenção das repúblicas federais.

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O gráfico acima apresenta a avaliação dos alunos da UFOP sobre a sua expectativa de entrada no mercado de trabalho e ao mesmo tempo a média da nota que os mesmos dão aos seus professores. Percebemos que à medida que melhora a avaliação do trabalho docente, aumenta a expectativa quanto à entrada no mercado de trabalho, indicando que o trabalho em sala de aula tem uma importante função junto ao corpo discente: estimulá-lo.

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Analisando o cruzamento dos dados acima percebemos que os RU's são importantes para a comunidade discente principalmente para a Escola de Minas, Farmácia, e Nutrição, por concentrar maiores números de usuários que os outros institutos.

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No cruzamento dos dados é mostrado as notas que os alunos separados por institutos concederam para os restaurantes universitários, vemos que os RU's foram aprovados com notas maiores que seis pela Escola de Minas, Escola de Farmácia, ICHS e Escola de Nutrição, sendo reprovado pelo IFAC e pelo ICEB.

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O gráfico acima apresenta as seguintes informações: dentre o sexo masculino predominam o esporte (80%) e a internet (67%) como principais atividades de lazer. Quanto ao sexo feminino predominam passear e viajar (68%), leitura (57%) e festas (83%). Existem aqueles estudantes que declararam não possuir atividade de lazer somando 43% do sexo feminino e 57% do sexo masculino.

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De acordo com o gráfico acima podemos retirar as seguintes conclusões: o auxílio familiar tem presença marcante, pois concentra-se em todos os tipos de moradia, seja ela em república particular, federal, alojamento tendo um destaque maior nas pensões. O trabalho assalariado possui grande importância quando é associada a moradia em casa própria; as bolsas oferecidas não possuem presença marcante para os estudantes se manterem, mas é mais presente nos alojamentos; já a bolsa de alimentação, que é pouco, está dividido entre as repúblicas federais e as particulares.

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O gráfico que nos é apresentado tem como variáveis o local de moradia com a renda familiar dos discentes da UFOP e revela-nos o quadro sócio-econômico de uma forma geral: na primeira curva observamos a faixa salarial que vai até R$ 453,00; a segunda curva, ausente nas pensões, abarca rendas familiares que chegam até a R$ 755,00; a terceira curva presente em todos os locais de moradia, com uma média de 30%, são rendas até R$ 1.510,00; a última faixa são rendas acima de 10 salários mínimos, não encontrando referência nos alojamentos, mas destaca-se nas pensões e nas repúblicas particulares.

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Percebemos no gráfico que à medida que aumenta o nível de renda do respondente, cresce a expectativa quanto a um bom ingresso no mercado. Isso certamente se reflete no estímulo para um bom aproveitamento no curso.

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