Um pouco sobre a situa��o atual de nossas florestas...
Veja aqui uma reportagem que foi publicada no jornal "O estado de S�o Paulo" em 12 de Fevereiro que fala sobre a biodiversidade brasileira.
Qual o tamanho da biodiversidade de S�o Paulo? Centenas de pesquisadores saem todos os dias a campo para tentar responder a essa quest�o. H� d�cadas fazem isso.
A novidade n�o reside a�, mas no fato de que hoje o conhecimento por eles produzido est� se transformando num imenso e valioso cat�logo de esp�cies animais e vegetais do Estado paulista. No m�s que vem, o Biota-Fapesp completa seus tr�s anos de vida e os resultados que j� surgem mostram o grande potencial desse ambicioso programa.

A proposta do Biota-Fapesp � singularmente simples: mapear e analisar o maior n�mero de dados sobre a biodiversidade paulista. Na teoria, � algo que j� poderia existir anos atr�s se as milhares de pesquisas feitas no passado n�o fossem t�o dispersas em cada universidade, instituto e centro de pesquisa, organiza��es n�o-governamentais e governo. Na pr�tica, faltavam meios, a Internet, e a vontade de cientistas em unificar seus estudos e descobertas. "Havia um claro de informa��es dispon�veis", lembra Carlos Alfredo Joly, professor de ecologia da Universidade Estadual de Campinas e coordenador do programa.

No arm�rio -

Pesquisa de qualidade sempre foi feita no Brasil, mas os seus resultados muitas vezes ficavam perdidos numa c�pia de disserta��o de mestrado ou tese de doutorado trancada num arm�rio de um departamento de uma universidade. Agora, qualquer estudante paulista ou de outra parte do planeta pode recorrer ao site www.biota.org.br e descobrir, por exemplo, onde ocorrem em S�o Paulo as angiospermas - no caso, as plantas mais abundantes do Pa�s.

"Certa vez, um cientista decidiu pesquisar uma aranha da nossa regi�o. Nunca tivemos acesso a esses dados. Tudo o que ele descobriu deve estar nos anais das teses da USP", diz Cristina Oka, diretora do departamento de turismo da prefeitura de Cotia. Hoje, ela s� tem elogios a outros pesquisadores que participam de um projeto tem�tico do Biota-Fapesp na Reserva do Morro Grande. "Estamos tendo uma troca de informa��es muito grande e descobrindo o porqu� de preservarmos essa �rea."
A reserva faz parte do cintur�o verde da Regi�o Metropolitana de S�o Paulo, no seu lado oeste, com 10 mil hectares de mata atl�ntica ainda preservada e pouco estudada. Ela � de propriedade da Companhia de Saneamento B�sico (Sabesp) e comp�e um dos reservat�rios de �gua que abastecem a capital.

Coordenados por Jean Paul Metzger, da Universidade de S�o Paulo, os pesquisadores est�o levantando dados sobre aves, borboletas, mam�feros e plantas da reserva. "Estamos estudando se h� perda da diversidade gen�tica da popula��o de animais com a redu��o de �reas de mata atl�ntica", diz Metzger, exemplificando uma das correntes do projeto.

Al�m disso, os pesquisadores j� se propuseram a interagir com a comunidade do entorno da reserva. Um dos primeiros produtos ser� uma cartilha ambiental para alunos da rede p�blica municipal de Cotia sobre a import�ncia da biodiversidade local.Palmeira - Na regi�o, j� foi descoberta uma esp�cie de palmeira peculiar, cuja folha � prateada e tem alto valor paisag�stico. Logo, � um alvo f�cil do predador homem.

Palmeira -

Na regi�o, j� foi descoberta uma esp�cie de palmeira peculiar, cuja folha � prateada e tem alto valor paisag�stico. Logo, � um alvo f�cil do predador homem. Palmiteiros e os loteamentos vizinhos tamb�m s�o uma amea�a � reserva.
Essa intera��o � o maior valor do Biota-Fapesp. O programa foi criado em mar�o de 1999, a partir da iniciativa dos pesquisadores que procuraram anos antes a Funda��o de Amparo � Pesquisa do Estado de S�o Paulo (Fapesp) com a proposta de criar esse banco de dados ambiental.

Nesses tr�s anos, foi poss�vel atualizar a base cartogr�fica do Estado, que permite a qualquer cientista incluir os dados de sua pesquisa em andamento.

Hoje, os integrantes do programa v�o a campo com o aparelho GPS (que d� coordenadas precisas de uma localidade) e descrevem numa ficha de coleta os dados das esp�cies encontradas e o ecossistema. Tudo vai para a Internet.

Na v�spera de completar tr�s anos, o Biota-Fapesp possui 40 projetos tem�ticos e mais de 500 pesquisadores, o dobro do seu in�cio. H� outros 25 projetos e aux�lios � pesquisa em an�lise. � um programa que vai durar, pelo menos, dez anos e teve um custo inicial de R$ 10 milh�es. "Quando completarmos cinco, vamos ter capacidade de fazer uma s�rie de s�nteses que mostrar�o as �reas de import�ncia para conserva��o no Estado", avalia Joly.

A meta � um invent�rio das esp�cies de S�o Paulo? "Isso � ut�pico. Mas o que vamos conseguir fazer � sair do potencial e ir para o real. A biodiversidade � riqu�ssima e precisamos usar melhor esses recursos", responde.
Grupo faz mapa da biodiversidade paulista
Iniciado h� tr�s anos, projeto re�ne pesquisas dispersas em institutos e universidades
Hosted by www.Geocities.ws

1