
CURSO ASTRONOMIA AMADORA
Este � o nosso primeiro curso designado a dar assist�ncia a pessoas que est�o iniciando em Astronomia .

N�o ser� muito proveitoso para voc� ter um telesc�pio novo e v�rios atlas celestes se voc� n�o souber "localizar-se" no c�u . A sugest�o � : Deixe seu telesc�pio de lado e reconhe�a o c�u . Se a tenta��o de usar o seu equipamento for muito grande , use-o quando a Lua estiver na fase "Cheia" . Concentre seus esfor�os na Lua ou em algum planeta de f�cil localiza��o como V�nus , J�piter ou Saturno. Agora deixe seu telesc�pio de lado e continue nesta primeira li��o.
APRENDENDO SOBRE AS CONSTELA��ES
O primeiro e mais importante
passo no reconhecimento do c�u � o estudo das constela��es.
Um bom conhecimento sobre as constela��es
� essencial a fim de que se una as estrelas por sua proximidade ;
Uma arte que ser� explicada em uma outra li��o.
Adquira um guia simples que
contenha cartas celestes .
A aquisi��o de um planisf�rio tamb�m �
conveniente.
Os �nicos equipamentos que voc� precisar� , por enquanto, al�m de seus olhos , ser� um bin�culo .
O bin�culo ideal para
este tipo de tarefa e 10x50 isto �, aumento de 10x com uma objetiva
de 50mm.
Voc� pode ter
dificuldades em encontrar as estrelas de uma constela��o
quanto mais cheio de estrelas estiverem vis�veis na noite . Ent�o
comece em um local que n�o seja completamente escuro . Depois que
voc� j� conhecer as constela��es , ser�
hora de ir para melhores locais (fora de cidades).
Primeiro , estude uma ou duas constela��es por noite usando uma carta celeste . Reconhe�a as estrelas e use o tempo que gastaria com o bin�culo para apreciar o c�u em geral , com um pouco de aten��o para cada constela��o. O olho nu ser� suficiente para encontrar e reconhecer algumas das constela��es mais brilhantes como Orion e o Cruzeiro do Sul. Finalmente voc� usar� tanto os olhos nus como o bin�culo para ver as constela��es com suas estrelas com ou sem brilho.
N�o espere aprender todas as constela��es de uma vez . Muitas s� s�o vis�veis durante as noites de algumas �pocas do ano . Prepare-se para usar algumas �pocas para aprender suas constela��es .
Algumas constela��es do Hemisf�rio Sul n�o s�o vis�veis no Hemisf�rio Norte e vice-versa
�
Parte 2
�
Ap�s ter observado as mesmas constela��es por alguns meses , voc� ter� completado o segundo passo no aprendizado do c�u : Conhecer o caminho das diferentes constela��es pelo c�u .
Estude seu planisf�rio
para seguir os padr�es de movimento . Estes padr�es ir�o
ajud�-lo a aprender quais constela��es ser�o
vis�veis durante diferentes per�odos do ano e por quanto
tempo elas s�o observ�veis
Todas as constela��es
est�o em nossa gal�xia , de qualquer modo , aquelas
encontradas no plano de nosso sistema gal�ctico s�o
consideradas "na Via-l�ctea"
Voc� perceber� logo que esta � muito mais densa em
estrelas que o resto das constela��es . Voc� descobrir�
tamb�m as 12 constela��es do Zod�aco
MONTANDO UM REGISTRO DAS ESTRELAS
Voc� deve manter anota��es
sobre as estrelas , iniciando-se na primeira vez que voc� olhar para
as estelas Deste modo , voc� ir� registrar o seu progresso.
Anos depois voc� poder� olhar com satisfa��o o
que voc� ter� executado . Tamb�m vai lembrar-lhe de
dar uma segunda ou terceira olhada em um objeto que voc� visualizou
no passado e achou-o particularmente digno de nota. Seu arquivo lhe dir�
qual a melhor �poca para se observar um astro.
Seu arquivo n�o precisa
ter um capricho especial . Pode estar num simples caderno "espiral"
.
� bom que voc�
crie um calend�rio mensal ( p.ex:nas p�ginas �
esquerda no caderno). Liste as datas das fases da Lua e as datas de
eventos especiais como eclipses,
chuvas de mete�ros e oculta��es
.
Voc� deve assinar revistas astron�micas no caso as americanas
: "Astronomy"
e a "Sky
& Telescope"
s�o boas op��es (por�m em ingl�s) . Ela
cont�m um calend�rio com informa��es.
Coloque em seu calend�rio uma lista com as constela��es e os objetos que voc� deseja ver naquele m�s (voc� pode agora fazer as anota��es nas p�ginas � direita no caderno) . Suas anota��es podem ser simples ou detalhadas , como queira , mas deve conter pelo menos a data , hora , local de observa��o condi��es do c�u e uma breve descri��o do que voc� viu . Pode tamb�m incluir um esbo�o simples do c�u de tempos em tempos . Agora voc� criar� uma lista com as principais constela��es que voc� tiver observado e estudado . Deve colocar tamb�m numa outra p�gina , o movimento das constela��es conforme os v� compreendendo .
Voc� est� no
caminho de aprendizagem do c�u . Ao mesmo tempo , voc� tamb�m
toma conhecimento de alguns nomes comuns das estrelas mais brilhantes das
constela��es.
Parte 3
Voc� pode
aprender a usar seu telesc�pio praticando com a Lua e os planetas
de nosso sistema solar . Os planetas descritos nesta li��o
ser�o os objetos mais brilhantes nas constela��es em
que se encontrarem.
Uma vez que voc� tiver um
objeto centrado no seu finderscope ( a pequena luneta que fica junto ao
telesc�pio ) , olhe atrav�s da ocular ( eyepiece) . Estes
objetos ter�o maior aumento , quanto menor for o tamanho da ocular
. Pratique mover o telesc�pio enquanto olha pela ocular , para
aprender as dire��es.
LUA
Use uma ocular
de baixo poder de aumento , de modo que se observe toda a Lua . Ap�s
centrar uma pequena �rea que voc� quiser ver , troque a lente
por uma de maior aumento.
Comece com a Lua cheia . As �reas
mais obscuras s�o chamadas de mares . As �reas mais claras s�o
regi�es mais altas incluindo cadeias de montanhas . as crateras
podem ser vistas em ambas . Algumas estria��es em forma de
raio podem ser vistas saindo de algumas crateras . Os raios mais
proeminentes s�o encontrados na cratera Tycho , s�o muito
facilmente encontrados .
Olhar atrav�s do telesc�pio
fornece muitas cenas espetaculares , particularmente os picos das
montanhas e as crateras . Pr�ximo � linha de divis�o
claro-escuro , pode-se ver a luz solar tocar o pico de uma montanha da �rea
escura , como um ponto . Outras vezes pode-se ver uma faixa brilhante
passando por uma cratera escura .
Com o tempo voc� ter� a consci�ncia de qual evento �
bem observado durante cada fase lunar .
� conveniente possuir uma mapa lunar para auxilia-lo nas observa��es.
V�NUS
V�nus
nunca est� muito alto no horizonte pois sua �rbita est�
entre a Terra e o Sol . Pode ser visto no horizonte Oeste no final da
tarde ou no horizonte Leste antes de o Sol nascer . V�nus segue um
ciclo de aproximadamente 10 meses em cada um de nossos horizontes .
� facilmente observado
pois s� perde em brilho para o sol e a lua . Possui fases
diferentes que s�o interessantes � observa��o.
�
MARTE
A orbita de
Marte ao redor do Sol � aproximadamente o dobro da terrestre . Por
isso ele ficar� destacado em nosso c�u a cada dois anos por
cerca de 6 meses .
As mais proeminentes forma��es
marcianas s�o as calotas polares . Durante os per�odos em
que Marte est� mais pr�ximo de n�s , � poss�vel
observar as maiores forma��es de sua superf�cie.
�
J�PITER

leva 12 anos para dar uma volta em torno do Sol , sendo
assim a cada ano � visto em uma constela��o zodiacal
diferente.
Suas 4 maiores Luas ( Io ,
Europa , Calisto e Ganimedes ) s�o o ponto alto da observa��o
do planeta. Por terem orbitas planas perpendiculares � orbita
terrestre , elas aparecem como pontos brilhantes ao longo de uma linha.
Pode-se observar seus
movimentos em rela��o a J�piter , hora a hora . As
vezes uma ou outra podem n�o serem observadas por estarem por traz
do planeta . Outras vezes podem desaparecer todos , sendo eclipsados por J�piter.
No planeta em si pode-se ver
zonas equatoriais como linha paralelas . Com sorte , poder�
observar a grande mancha vermelha do planeta.
SATURNO
Saturno pode ser
visto numa constela��o diferente a cada 2 anos
O sistema de an�is de
Saturno � provavelmente o mais espetacular ponto a se observar no
sistema solar .
O plano dos an�is fica perpendicular a n�s a cada 15 anos ,
�poca em que n�o podemos v�-lo.
Em um pequeno telesc�pio
, os an�is podem ser vistos como um �nico e grande anel .
Outro evento que vale a pena ser observado � a sombra dos an�is
sobre Saturno e sua maior Lua : Tit�
Merc�rio , Urano e Netuno s�o objetos para observa��es mais avan�adas , enquanto que Plut�o n�o pode ser observado com a maioria dos telesc�pios
Parte 4
Aprendendo a localizar objetos
Quanto mais f�cil
de se encontrar objetos no espa�o profundo , mais divertida ser�
sua observa��o amadora. Voc� n�o precisa de
computadores ou qualquer outra esp�cie de tecnologia . Tudo o que
voc� precisa � de um telesc�pio , com uma ocular de
baixo aumento , e de um localizador junto ao telesc�pio. Munindo-se
com alguns mapas celestes , voc� estar� pronto para come�ar.
A arte de "encontrar-se no
c�u" requer que voc� localize a olho nu estrelas pr�ximas
ao objeto-alvo .
Coloque a estrela no cetro de seu finderscopio . Ent�o use uma das t�cnicas descritas a seguir para localizar um objeto.
Qualquer tipo de telesc�pio servir� .

Ser�o descritas agora
quatro t�cnicas usando diferentes objetos-alvo. � necess�rio
que voc� use o menor aumento de sua ocular com o mais amplo campo de
vis�o poss�vel , pois isso facilitar� a localiza��o
de objetos. Ap�s isso voc� poder� aumentar a pot�ncia
da ocular.

ALINHAMENTO DE DUAS ESTRELAS
A t�cnica mais simples � "pular" de uma estrela a outra at� chegar ao objeto desejado. M31 , a gal�xia de Andr�meda pode ser rapidamente encontrada usando tal t�cnica . Posicione seu finderscope na brilhante Beta de Andromeda . Ent�o mova seu finderscope para outra estrela vis�vel a olho nu , a Mu de Andromeda . Continue a mover seu finderscope na mesma dire��o , a dist�ncia ser� a mesma entre as duas estrelas brilhantes . Agora olhe dentro de sua ocular e voc� ver� a magn�fica gal�xia!
2) ENTRE DUAS ESTRELAS
O pequeno aglomerado globular M80 em Escorpi�o pode ter baixa luminosidade mas voc� n�o dever� ter dificuldades se usar esta t�cnica . Localize as duas estrelas mais brilhantes em Escorpi�o : Antares (alfa e beta) . Posicione seu finderscopio exatamente na metade da linha imagin�ria entre as duas . A M80 dever� estar a�.
3) UM TRI�NGULO COM DUAS ESTRELAS
Ainda em Escorpi�o
, voc� poder� aprender outra t�cnica localizando o
grande aglomerado globular M4 . Ele forma um tri�ngulo is�sceles
com antares (alfa) e Sigma.
Posicione seu finderscope
primeiramente entre o centro da linha entre Alfa e Sigma, o maior lado , e
o angulo reto . M4 deve estar no seu campo de vis�o.
Voc� pode encontrar
muitos outros conjuntos de tri�ngulos usando dois objetos vis�veis
a olho nu e um do espa�o profundo. Por exemplo , a gal�xia
de M94 est� a aproximadamente 2 graus acima e em um angulo reto em
rela��o ao ponto m�dio entre as estrelas Cor Caroli
(alfa) e Beta , em Canes Venatici
4) NA INTERSE��O ENTRE DUAS LINHAS DE ESTRELAS
Alguns objetos
do espa�o profundo n�o s�o claros o suficiente para
usarmos estas t�cnicas. De qualquer modo , eles ocasionalmente
coincidem com o cruzamento das linhas entre alguns pares de estrelas .
Dirija seu finderscope para o ponto em que tais linhas se interceptem e
encontre a� seu objeto.
Por exemplo , M3 est� em
uma linha imagin�ria entre Arcturus e Cor Caroli . Est� tamb�m
em uma linha que conecta Epsilon Bootis e Beta Comae (Berenices) . Aponte
o telesc�pio para o ponto em que tais linhas se cruzam . Com uma
ocular de baixo aumento , voc� poder� encontrar um brilhante
aglomerado no centro de seu campo de vis�o.
Conforme voc� vai tornando-se mais experiente , v� abandonando seu atlas celeste e escolha objetos para encontrar . Olhe para a estrela mais brilhante ou o conjunto de estrelas das redondezas e determine qual a melhor t�cnica a ser empregada para tal observa��o .
�
Medidas
Medir a dist�ncia entre as estrelas na ab�bada celeste com as m�os � um m�todo normalmente usado para se situar no c�u noturno. Os m�todos descritos a seguir s�o maneiras grosseiras , mas que poder�o ajudar.
Com as m�os
Com seu bra�o estendido , seu dedo m�nimo cobre cerca de um grau do c�u , tr�s dedos cobrem cinco graus , sua m�o fechada cobre 10 graus . Abrindo sua m�o e estendendo ao m�ximo seus dedos , a dist�ncia entre a ponta do dedo m�nimo e a do polegar eq�ivaler�o a 20 graus
Com o seu equipamento
Outro m�todo que se usa � o de medir o campo de vis�o no telesc�pio . Uma pergunta que deve ser respondida antes de mais nada � : - Qual o campo de vis�o angular do telesc�pio e da ocular que estou usando ? Uma estrela pr�xima ao equador celeste ou pr�xima a ele move-se para oeste numa taxa de 15 graus por hora ou 1 grau a cada 4 minutos .
Para descobrir o campo de vis�o de seu telesc�pio , siga o seguinte procedimento : aponte o telesc�pio para uma estrela conveniente que esteja pr�xima ao equador celeste e posicione-a na borda de seu campo de vis�o . Marque o hor�rio . Deixe a estrela mover-se para o lado oposto . Marque a hora novamente . Divida por quatro o tempo (em minutos) que a estrela levou para cruzar seu campo de vis�o , tenha assim o campo angular de vis�o . Exemplo: Decorrem 6 minutos at� que uma estrela v� de um lado ao outro do campo de vis�o . Neste caso , o campo de vis�o foi de 1,5 graus . Este m�todo funciona com qualquer tipo de telesc�pio ou luneta .
Magnitudes Observ�veis
|
Objetiva (cm) |
0,6 olho humano |
2 |
3 |
4 |
5 |
10 |
20 |
30 |
|
Magnitude limite |
6,5 |
8,6 |
9,5 |
10 |
10,6 |
12,1 |
13,6 |
14,5 |
�
Medidas Astron�micas
Obs : Os n�meros entre parenteses correspondem � nota��o cient�fica exponencial por exemplo , 10(8) quer dizer 10 elevado � oitava pot�ncia.
|
|
Km |
U.A. |
Anos-luz |
Parsec |
|
Km |
1 |
6,684x10(19) |
1,056x10(-12) |
3,240x10(-14) |
|
U.A. |
1,496x10(8) |
1 |
1,581x10(-5) |
4,847x(-6) |
|
Anos-luz |
9,461x10(12) |
6,324x10(4) |
1 |
4,847x10(-6) |
|
Parsec |
3,086x10(13) |
2,062x10(5) |
3,261 |
1 |
�
O alfabeto Grego
As letras gregas nos mapas e cartas celestes indicam o brilho aparente da estrela em compara��o com outas estrelas na mesma constela��o . Assim , a � mais brilhante que b que � mais brilhante que g e a s.m por diante
|
a |
Alfa |
h |
Eta |
n |
Nu |
t |
Tau |
|
b |
Beta |
q |
Theta |
x |
Xi |
u |
Ups�lon |
|
g |
Gama |
i |
Iota |
o |
Omicron |
f |
Phi |
|
d |
Delta |
k |
Kappa |
p |
Pi |
c |
Chi |
|
e |
Epsilon |
l |
Lambda |
r |
Rho |
y |
Psi |
|
z |
Zeta |
m |
Mu |
s |
Sigma |
w |
Omega |
�
O movimento dos planetas em nosso c�u
�
Os nove planetas
e seus sat�lites giram em torno do sol a dist�ncias que v�o
desde 59 milh�es de Km at� cerca de 6 bilh�es de Km ,
com seus per�odos orbitais variando de 88 dias a 249 anos
terrestres.
Os planetas movem-se todos no
mesmo sentido de rota��o e quase sempre no mesmo plano.
Deste modo os planetas podem sempre ser encontrados dentro de uma faixa
estreita do c�u , conhecida como Zod�aco , em cujo centro se
encontra o caminho aparente do sol contra o fundo de estrelas , a ecl�ptica
. As constela��es que se encontram nesta regi�o s�o
chamadas de Zodiacais .
Os planetas parecem avan�ar
lentamente por entre as constela��es do zod�aco , com
a taxa deste avan�o dependendo dos per�odos orbitais dos
planetas em quest�o. Todavia , os movimentos aparentes dos planetas
n�o s�o uniformes . A dire��o normal do
movimento dos planetas � chamada de movimento direto . Os planetas
movendo-se para fora da orbita da Terra (e portanto mais lentamente)
parecer�o por vezes inverter seu movimento e efetuar um movimento
retr�grado .
Fim do curso B�sico.
F�rmulas e conceitos basicos do funcionamento do telesc�pio.
AUMENTO
O aumento � a rela��o entre o tamanho de um objeto observado a olho nu e o seu tamanho quando visto pelo telesc�pio. Assim, o telesc�pio aumenta o di�metro angular dos objetos observados, dando a impress�o que est�o mais pr�ximos de n�s. Muitos imaginam que o aumento � a caracter�stica mais importante dos telesc�pios, e quanto maior for esta caracter�stica melhor ser� o instrumento. Isto n�o � verdade, pois cada telesc�pio possui um limite m�ximo de aumento, sendo o que determina este limite � o di�metro de sua objetiva.
Para calcular o aumento de um telesc�pio dispomos de uma f�rmula muito simples :
A = F / f
Onde A = aumento
F = dist�ncia focal da objetiva do telesc�pio
f = dist�ncia focal da ocular
Poder Separador

O poder separador ou poder de resolu��o � a propriedade que um telesc�pio tem de isolar e tornar vis�veis detalhes muito sutis. Esta caracter�stica n�o depende do aumento, e sim do di�metro da objetiva do instrumento. Quanto maior o di�metro da objetiva, maior ser� o poder separador.
Esta � uma caracter�stica muito importante, pois � ela que garante a observa��o de detalhes em superf�cies de planetas e a separa��o de estrelas duplas.
Esta caracter�stica pode ser obtida pela f�rmula:
PS = 120 / D
Onde
PS = poder separador
D = di�metro da objetiva do telesc�pio
Magnitude Limite
A magnitude limite indica o menor brilho ( maior valor de magnitude aparente ) que um telesc�pio pode captar. A pupila do olho humano apresenta um di�metro m�ximo de 6 mm, isto em ambientes muito escuros onde a dilata��o da pupila � maior. Assim, a olho nu podemos observar estrelas de at� sexta magnitude, que s�o aquelas que est�o no limite de nossa vis�o.
Por meio de telesc�pios podemos ultrapassar este valor, ampliando a nossa capacidade de observar astros de brilho mais reduzido. A magnitude limite � outra propriedade ligada diretamente ao di�metro do instrumento. Quanto maior a objetiva, maior ser� esta caracter�stica. Por�m a magnitude limite n�o varia de forma linear, isto �, se dobramos o di�metro da objetiva n�o obtemos um valor dobrado da magnitude limite.
Podemos calcular esta caracter�stica por meio da f�rmula :
Mlim = 7.1 + 5(log D)
Onde Mlim = magnitude limite
D = di�metro da objetiva do telesc�pio em cm
Luminosidade
Trata-se de mais uma importante caracter�stica ligada diretamente ao di�metro da objetiva. A luminosidade � quantidade de luz que um telesc�pio pode captar, e quanto maior o di�metro da objetiva, mais luminoso ser� o instrumento. Um telesc�pio para ser luminoso deve tamb�m apresentar uma dist�ncia focal pequena, para trabalhar com pouco aumento tornando as imagens n�tidas e brilhantes. A raz�o focal ( F/D) � a rela��o existente entre a dist�ncia focal e o di�metro da objetiva. Quanto menor a raz�o focal, maior ser� a luminosidade do telesc�pio.
F�rmula Raz�o Focal = F / D
Ex: Qual a raz�o focal de um telesc�pio com objetiva de 200 mm e 1500 mm de dist�ncia focal ?
F�rmula Raz�o Focal = F / D
Colocando os dados na f�rmula
Rf = 1500 / 200
Resultado Rf = 7.5
Um telesc�pio de 200 mm de di�metro e 1000 mm de dist�ncia focal, ( raz�o focal 5 ) � mais luminoso que o telesc�pio citado no exemplo. Apesar de ambos apresentarem o mesmo di�metro, o secundo instrumento possui uma luminosidade maior devido a dist�ncia focal menor, que oferece imagens com menos aumento permitindo obter uma vis�o mais n�tida de objetos difusos, garantindo tamb�m um tempo de exposi��o menor nas fotografias.
Campo Visual
O campo visual representa a �rea aparente do c�u quando observada pelo telesc�pio. Esta propriedade varia de acordo com o aumento e o tipo de ocular utilizada. Quanto menor o aumento do telesc�pio maior ser� o campo visual, sendo esta caracter�stica indispens�vel nas observa��es de objetos mais extensos, como cometas, nebulosas, gal�xias e aglomerados estelares. O tipo de ocular utilizada tamb�m provoca altera��es nesta caracter�stica, sendo as oculares de �pticas mais complexas as que oferecem um campo maior.
O campo visual pode ser obtido por meio da f�rmula :
Campo = co / A
Onde
co = campo da ocular
A = aumento
Ex: Qual o campo visual obtido com 100 vezes de aumento e uma ocular de 50� de campo ?
F�rmula Campo = co / A
Colocando os dados na f�rmula
Campo = 50 / 100
Resultado Campo = 0.5 �

O di�metro aparente da Lua cheia no c�u � de 0.5 �, desta forma o campo visual obtido no exemplo permite observar a Lua inteira sem a necessidade de mover o telesc�pio para visualizar uma regi�o que se encontra fora do limite do campo.
�
�