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14 de março de 2001

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Surf Rocket Racer


Depois de Wave Race 64, nenhum jogo de corrida aquática consegue escapar da comparação com o clássico da Nintendo. E Surf Rocket Racer acaba sofrendo desse problema: é difícil não pensar nas diferenças entre os dois títulos. E apesar de Surf Rocket Racer não ser tão bem finalizado quanto seu concorrente, ele certamente é um competente jogo de seu estilo.

Com a recente onda de simulação, muitos jogos de corrida acabam sendo rotulados de "pouco realistas", e muita gente esquece o quão divertidos eles são. Nesse aspecto, Surf Rocket Racer não é um Crazy Taxi, mas certamente consegue capturar parte do charme exagerado que apenas um enorme pulo por cima de obstáculos intransponíveis pode oferecer. E com a variedade de opções, ele certamente consegue encantar jogadores dos mais diversos gostos.

A parte gráfica e sonora do jogo é competente, mas com certeza não vai deixar ninguém de queixo caído. Infelizmente, hoje em dia, isso já está começando a virar obrigção no mundo dos games.

Se você está precisando de uma rápida injeção de variedade nos seus jogos de corrida, Surf Rocket Racer pode ser uma boa opção.

Macross M3

  
Nostalgia é uma coisa maravilhosa: com ela, nos lembramos de coisas que achavamos maravilhosas, mas quando voltamos à elas, ficamos extremamente desapontados. Macross, ou Robotech (como foi batizada a versão EXTREMAMENTE higienizada que os americanos assistiram) é um desenho animado de renome que recebeu inúmeras traduções para videogame... uma pior que a outra. A versão do Dreamcast parece confirmar a tradição, para o desespero dos fãs.

De cara, você percebe que os menus e a interface não foram feito com o maior dos cuidados: tudo muito simples e excessivamente genérico. Cada missão é antecedida com algum enredo, mostrado com figuras estáticas e narração com voz... se você esperava desenho animado, ou até mesmo cenas do Macross original, vai ficar chupando o dedo.

Finalmente, chegamos à parte interativa. O jogador pode escolher seu Valkyrie (uma espécie de jato Transformer com três configurações) que deve ser equipados com plug-ins (leia-se: armas e acessórios). Finalizada a personalização, você recebe objetivos simples e um limite de tempo para completá-los.

E aí começa o terror: os controles respondem de maneira estranha a maior parte do tempo, fazendo parecer que sua nave está atravessando uma barreira invisível de gelatina. E se você não estiver na forma de jato, o game insiste em ter problemas sérios de slowdown (estamos falando em uma emergência gráfica do nível de Megaman aqui). E se, mesmo assim, você decidir enfrentar essa barra, saiba que os ambientes do jogo são extremamente pobres e genéricos.

Mas, como todo bom produto licenciado, uma enorme legião de fãs irá defender esse jogo com a própria vida (lembra dos jogos do Star Wars?). Mesmo assim, não se engane: Macross M3 é apenas para os saudosistas.


Gigawing 2



Certos vícios não morrem jamais. Alguns dos mais clássicos jogos de fliperama no seu período de nascimento eram relacionados com naves atirando em inimigos. Space Inveders, Asteroids, Galaga, entre tantos outros. E eles se integraram demais com o que há de mais básico no reino do entretenimento eletrônico: reações rápidas, saravaidas de tiros contra hordas incontáveis, em ritmo frenético e poucas chances de sucesso.

Gigawing 2 retoma esse conceito ao extremo, seguindo o molde de 1942, um clássico dos arcades. Como uma solitária nave, você procede de baixo para cima da tela, armado apenas com tiros e algumas bombas. E Gigawing aparentemente se orgulha disso, pois não oferece nada que pudesse ofender a idéia clássica do estilo. Esse é o seu defeito e sua graça salvadora. Para aqueles que exigem uma fiel cópia, o jogo recria tudo que se pode esperar de um fliperama na década de oitenta (menos a fumaça de cigarro e as poças de refrigerante derramado).

Mas, por outro lado, Gigawing 2 tem pouco a oferecer além disso. Sim, é possível o multiplayer com três jogadores,E o jogo, apesar de bem difícil, é frustrantemente curto. Mas se nostalgia é o seu forte, vale a pena conferir como um jogo daquela época pareceria hoje em dia.

 Iron Aces


Quem gosta de jogos de simulação aérea encontra em Iron Aces uma boa opção de lazer. O tema é o usual em jogos do gênero, a Segunda Guerra Mundial. De um aliado os aviões do Japão e da Alemanha, representando o Eixo, de outro, as máquinas americanas e inglesas.

O jogo tem ao todo vinte aviões, que sobem os céus e fazem inclinações de modo não muito convincente. Este problema não deve incomodar quem adora desafios - certas coisas no jogo resultariam em morte certa na vida real - e como acabam ficando de lado por causa da excelente jogabilidade.

As missões sempre colocam você no papel de piloto aliado - a intenção é acabar com o moral de alemães e japoneses. Fazer vôos de reconhecimentos, proteger espaços aéreos, atacar os inimigos com bombas e participar de duelos mortais são as tarefas mais emocionantes.

Graficamente, Iron Aces também não decepciona. A construção do jogo é sólida, sem bugs, e as imagens têm excelente qualidade. Os donos de Dreamcast que quiserem emoção para as suas tardes, não terão do que reclamar.
 

 Last Blade 2: Final Edition


Ás vezes, por causa de razões que a gente desconhece, jogos de impacto passam despercebidos e deixam de ganhar a atenção que merecem. Last Blade 2: Final Edition é um dos injustiçados, já que dele muito pouco se falou.

Mas nós falaremos, e falaremos bem. Last Blade 2: Final Edition é um jogo da SNK, nome venerado pelos fãs de jogos de luta, que tem personagens muito bem desenhados, jogabilidade variada - são três modos de jogo -, som light, muita movimentação, animações convincentes e muito mais.

Quem gosta de desenhos 'modernos', talvez ache os personagens do jogo um tanto quanto ultrapassados, mas a verdade é que eles têm um visual muito caprichado. Ambientado no final do século XIX, Last Blade 2: Final Edition é um dos raros jogos de luta que tem porrada e boa história.

Naquele tempo, as pessoas temiam desastres, o fim do mundo. E é em torno desses medos que o game gira. Mas não se preocupe, o que não faltam são personagens que adoram se bater. Cada um deles com seu estilo - há o os samurais, os europeus moderninhos e os sem tribo, entre outros - e expressões faciais que lhes conferem aspectos bem humanos.

Mas se o visual pode criar controvérsias, a jogabilidade não vai deixar ninguém em dúvida: é excelente. São três os modos de jogo: Power, Speed e EX. O Power enfatiza os ataques e super-ataques como o desperation e o super-desperation. O modo Speed oferece várias combinações de ataque e um combo especial. E o EX combina os dois modos já citados.

Não importa que modo você escolha, os controles respondem rápido. A variedade de opções de ataque é boa para quem detesta ficar se repetindo o tempo todo. Ao longo do jogo, como de costume, se você se dá bem, destrava novos personagens.

A música não lembra muito os hits ensurdecedores que acompanham jogos do gênero. Last Blade 2 tem som melódico, que muitas vezes farão você se sentir em um concerto. É, nesse caso, seria melhor um bom rock pauleira, mas não é a música que vai acabar com a curtição


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