Seremos capazes, portanto, de colocar sensores no cérebro de uma pessoa paralisada, que serão programados para reconhecer os padrões cerebrais associados com os movimentos desejados, podendo então estimular a sequência apropriada de movimentos musculares. Para pacientes cujos músculos não mais funcionam, já há projetos de sistemas "nanoeletromecânicos" (NEMS, em inglês) que podem se expandir e contrair para substituir músculos danificados e podem ser ativados por nervos reais ou artificiais. Estamos ficando cada vez mais íntimos de nossa tecnologia. Os computadores começaram como grandes máquinas em salas com ar-condicionado, controlados por técnicos com jalecos brancos. Subsequentemente, foram para nossas mesas, para debaixo de nossos braços, agora para nossos bolsos. Logo, os poremos rotineiramente dentro de nossos corpos e cérebros. Por fim nos tornaremos mais não-biológicos do que biológicos. A obrigatória necessidade e os benefícios de superar doenças graves e deficiências manterão essas tecnologias em rápida evolução, mas aplicações médicas representam apenas a fase de adoção inicial. À medida que as tecnologias forem se estabelecendo, não haverá barreiras que impeçam seu uso para expansão do potencial humano. Da forma como vejo, expandir o nosso potencial é o que melhor nos distingue como espécie.
Além disso, todas as tecnologias subjacentes estão se acelerando. O poder da computação cresceu em uma taxa de dupla exponencial por todo o século passado e continuará a fazê-lo neste século por meio da computação tridimensional. As bandas de comunicação e o ritmo da engenharia reversa do cérebro também se apressam. |
 |