Será rotineiro ter bilhões de nanorrobôs cruzando os capilares de nossos cérebros, comunicando-se entre si (por meio de uma rede local sem fio), com nossos neurônios biológicos e com a internet.
Uma aplicação será permitir imersão total em realidade virtual, abrangendo todos os nossos sentidos. Quando quisermos entrar em um ambiente virtual, os nanorrobôs substituirão os sinais obtidos por nossos sentidos reais por sinais que o nosso cérebro receberia se estivesse de fato no ambiente virtual. Nós teremos uma miríade de ambientes virtuais a escolher, incluindo desde mundos terrenos com os quais estamos familiarizados a mundos que não têm reflexo na Terra.
Seremos capazes de ir a esses locais virtuais e ter todo tipo de interação com outras pessoas reais (ou simuladas), de encontros de negócios a situações eróticas. Na realidade virtual, não estaremos restritos a uma única personalidade, já que seremos capazes de mudar nossa aparência e nos tornar pessoas diferentes.
"Carregadores" levarão todo seu fluxo de experiências sensoriais assim como os correlatos neurológicos de suas reações emocionais na web, do mesmo modo que hoje as pessoas carregam imagens de seus quartos a partir de suas webcams. Um passatempo popular será o de se ligar no raio emocional-sensorial de alguém e experimentar o que é ser outra pessoa, como no filme "Quero Ser John Malkovich", de 1999, dirigido por Spike Jonze". Haverá também uma vasta seleção de experiências arquivadas a escolher. O design de ambientes virtuais e a criação de experiências de imersão total se tornarão novas formas de arte. |