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Féééééééérias!
Ah! Como é bom estar de férias, ainda mais essa que eu, e vamos passar um tempo nos Estados Unidos. Vamos com excursão, sabe? Porque nossos pais têm medo de três “crianças” sozinhas em outro país, sendo que eu e temos 15 anos e 17. Elas são irmãs, mas parecem mais amigas.
Cara, nos Estados Unidos estava sendo tudo de bom. Fazemos compras e conhecemos a cidade de manhã e a noite saímos. Até que um dia a sai do banheiro com um vestido estampado verde e pergunta:
- O que vocês acharam? – ela perguntou toda sorridente com meu vestido.
Tínhamos praticamente o mesmo corpo e vivíamos trocando de roupa, só que esse vestido não tinha ficado muito bem nela porque ela tinha barriga. Bom, barriga todo mundo tem, lógico! Mas a dela era... Grandinha.
- O que vocês acharam? – ela perguntou de novo
- Quer que eu seja sincera? – pois é, além de ser a Madre Tereza de Calcutá, ainda sou a Super sincera.
- Aham – ela falou com os olhinhos brilhando
- Não ficou bom não. – A cara dela foi no chão nessa hora – Realçou demais a sua barriga.
Fui sincera, ela mesma pediu. Agora não reclama! E ela também sabia que o seu ponto fraco era a barriga. Mas o que EU não sabia era que a menina estava de TPM. Ela se sentou na cama e começou a chorar e deu uma crise de “ninguém me ama, ninguém me quer”.
Eu fui e achei uma roupa que escondia as imperfeições do corpo dela e realçava o que ela havia de melhor. Para completar ainda fiquei uma hora e meia fazendo prancha no cabelo encaracolado dela. Ela não gostava de fazer porque ficava cheio e feio depois, mas eu consegui amansar a fera e deixei o cabelo dela bem liso. Ela estava maravilhosa.
- , você não vai se arrumar não? – perguntou.
- Ah! Eu me arrumo rapidinho.
Tomei banho correndo, peguei qualquer roupa porque senão eu ia ficar sozinha no hotel. Fui ajudar e me deixei de lado. Mas valeu a pena porque a ficou super feliz.
Uma semana depois foi a MINHA vez de dar a crise.
- Eu não tenho roupa! – gritei no quarto que eu dividia com as meninas. Nas camas todas as malas estavam abertas, as roupas espalhadas por todo o quarto e eu ainda procurando uma. Parecia que todas as roupas tinham se revoltados contra mim.
- Calma ! – Sô disse inutilmente – Tenta essa aqui.
Ela me mostrou um vestido vermelho que eu já tinha vestido e não tinha ficado bom.
- Não! – eu disse com cara de nojo.
Ficamos mais de uma hora tentando achar uma roupa pra mim. O nosso grupo já estava todo pronto, só faltava a gente. Acabou que eu coloquei um pretinho super básico, uma bolsa e uma sandália de salto agulha prata e ponto final.
Chegamos na danceteria e fomos nós três lá pro meião do povo dançar. Ficamos um bom tempo dançando, brincando e rindo uma das outras até que eu vi um homem, um menino sei lá num canto escuro da danceteria. Fui lá nele pra ver o que estava acontecendo.
- Você está bem? – perguntei a ele que estava se apoiando com as mãos na parede e a cabeça baixa.
- Tô tonto – ele disse com a voz fraca. Eu o coloquei sentado em alguma coisa. Nem sei como eu consegui encontrar algo para ele sentar, mas consegui.
Ele abaixou a cabeça, mas fiquei com medo que ele desmaiasse já que ele estava tonto. Eu coloquei a cabeça dele pra trás que ficou apoiada na parede. Eu peguei um papel qualquer na minha bolsa e comecei a abaná-lo. De repente chegaram mais dois homens/meninos gritando alguma coisa em inglês que eu não entendi muito bem, mas pelo tom de voz deles percebi que estavam preocupados.
- Ele não está muito bem, - falei em inglês – você pode pegar um copo de água, por favor?
Um dos caras saiu correndo e o meu celular tocou. Abri a bolsa, peguei meu celular e vi que era a .
- Onde você está? – ela perguntou em português
- Eu tô aqui ajudando um menino – respondi no mesmo idioma.
- Ai, tá! – ela falou sem importância – Não demora.
- Tá. – Nos despedimos, eu guardei o celular novamente e voltei a abanar o menino.
- Você é brasileira? – o outro menino me perguntou
- Aham – respondi com um sorriso, mas acho que ele não viu. Eu também não conseguia ver os rostos deles.
- Aqui! – o que saiu pra pegar água me entregou o copo que entreguei ao que estava passando mal que eu ainda estava abandando. Ele bebeu e me entregou o copo. – Ele precisa tomar uma injeção. Você sabe?
- Me desculpe, tenho pavor de sangue. – disse, o abanando.
- Você sabe? – perguntou para o outro menino
- Não.
- Ah! Que legal! Ninguém pode dar a injeção.
- Me da isso aí, - peguei a seringa da mão dele – é só me dizer como se faz.
Eu não podia deixar aquele garoto daquele jeito. A cada segundo que passava ele piorava. Ele foi me dizendo com a voz fraca, sem força, quase num sussurro e eu ia fazendo. Tirando a parte que eu comecei a tremer quando vi o sangue, mas mesmo assim não parei. Acho que fui boa.
O menino começou a suar frio, mas acabou melhorando. Quando vi que ele já estava melhor fui me despedir dele. Passei os dedos em sua testa para tirar o suor e beijei-a.
- Tchau meninos. – acenei já andando e, em segundos, eu já estava perdida na multidão junto com as meninas.
Essa vez eu nunca mais esqueci. Foi incrível. Eu enfrentei o meu medo e ajudei um menino que eu nem conhecia. Contei pra todo mundo. Fiquei orgulhosa de mim mesma.
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Férias de julho. Não são tão boas quanto à do final do ano, mas já estão boas porque não temos aula. Porém essas férias iam ter show dos Jonas Brothers aqui no Rio de Janeiro Primeira turnê deles aqui no Brasil. Que emoção!
- Vocês viram a entrevista deles ontem? – uma menina nos perguntou
- Não, por quê? – perguntou sentada com a gente no chão.
- Nick falou que está procurando uma menina brasileira. – a menina explicou
- Por que ele está me procurando? – disse brincando.
- De acordo com o que ele falou numa entrevista, ele falou que uma menina brasileira o ajudou num dia em que ele estava muito ruim e ele não teve a oportunidade de agradecê-la.
e me olharam ao mesmo tempo e a menina foi embora.
- Vai que é você. – disse
- Claro que não! – disse
- Claro que não! – concordei
- Ela teria reconhecido a voz deles pelo menos – disse uma coisa que era verdade.
- Apesar de que eu estava tão preocupada com o menino que estava passando mal que eu não liguei mais pra nada.
Não falamos mais nada do assunto. Não sabíamos ao certo se era eu ou não.
Nesse mesmo dia a noite foi o show. Eu e as meninas tínhamos comprado o Meet & Great então teríamos a oportunidade de conhecê-los e eu já sabia o que eu ia fazer. O show foi ótimo e chegou a nossa vez de encontrá-los. Tiramos fotos, ganhamos posters autografados, mas no final eu fui ao , passei os dedos em sua testa para tirar o suor e beijei-a.
- Tchau meninos. – me despedi acenando já andando. Pensei que ele fosse vim correndo, mas isso não aconteceu.
- Eu não falei que não era ele. – disse para as meninas quando já estávamos do lado de fora da sala. Mas de repente o Big Rob apareceu e falou que o queria falar com a gente. As meninas ligaram para os pais delas que já estavam lá fora nos esperando e pediu pra ficar mais um pouco. Eles não deixaram, ao contrario dos meus que não viram problema nenhum. Elas foram embora e eu fui para o camarim deles ficar os esperando. Entrei, sentei num sofá e lá fiquei por uma meia hora até eles entrarem. veio direto em minha direção.
- Oi. – ele falou meio sem graça
- Oi, tudo bem? – perguntei. Eu não tinha a mínima idéia o que falar, mas sabia que agora ele estava bem.
- É, agora estou bem sim. E você? – ele perguntou com um dos raros sorrisos sinceros dele.
- Ótima. – respondi com um sorriso.
- Er... Eu queria pedir obrigado por você ter me ajudado naquele dia.
- Tudo bem.
- Você sabia que era eu?
- Me desculpe. – eu disse - Eu não sabia que era você.
- Afinal, qual é o seu nome? – ele perguntou – sempre te chamamos de “The Angel”.
- , mas pode me chamar de – eu disse estendo a mão. Ele riu.
- Oi , eu sou , pode me chamar de – ele disse apertando a minha mão.
Ficamos mais algum tempo conversando. Ele foi super simpático comigo.
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Eu estava sentada no sofá na casa da família Jonas abrindo um chocolate e quando eu estava abrindo a boca pra morder o chocolate o chegou correndo e pegou da minha mão.
- , me devolve o meu chocolate! – eu ordenei inutilmente. Ele mordeu o chocolate e ainda me colocou água na boca.
- Huuum - ele passou a língua pelos lábios –, tá gostoso, sabia?
- Me devolve! – eu ordenei novamente. A Sra. Jonas passou pela sala e eu falei – Sra. Jonas, o pegou meu chocolate e não quer devolver.
- , devolve o chocolate da . – ela falou sem para, andando em direção á cozinha.
- Viu, me devolve. – ele me abraçou por trás e colocou o chocolate na minha frente.
- Só to te devolvendo porque você é minha amiga...
- E porque sua mãe mandou – continuei a frase dele.
No final das contas nunca o namorei e nem seus irmãos. Ficamos apenas amigos. Eu vivia na casa dele e ele na minha. E eu continuei com a minha mania de Madre Tereza de Calcutá de ajudar os fracos e oprimidos.