
"Ridendo castigat mores": A farsa e o teatro medieval do século XV
Idade Média: obscurantismo ou transformações?
n Idade Média: séc. IV ao séc. XV
n Conotação pejorativa de medieval: atraso, obscurantismo, fanatismo religioso, imobilismo, irracionalidade, idade das “trevas”...
n Conservadorismo da igreja, crises do poder feudal
Idade Média: impulso criador
n Surgimento de novos conceitos: CIDADE, NAÇÃO, ESTADO, UNIVERSIDADE
n Filosofia: indivíduo, consciência, revolução
n Ciência: moinho, relógio, imprensa, livro
Transformações do modo de produção feudal
n 1. Modo de subsistência agrícola e pastoril: camponeses livres e aglutinados em aldeias e tribos
n 2. Processo de guerras e invasões: surgimento dos feudos e da autoridade do senhor feudal e dos servos a eles vinculados ( com altas taxas e tributos)
Transformações do modo de produção feudal
n 1100 a 1150: feudalismo em ascensão
n Séc. IV ao séc. X; modo de subsistência essencialmente rural
n Séc. XI: início da generalização do comércio
n Séc. XII a XIII: apogeu
n Séc. XIV e XV: crise
Teatro
n Do grego théatron, lugar onde se vê
n Sentidos: o local; o próprio espetáculo; o texto é pré-existência do texto e sua metamorfose em ação
n Nascido na Grécia, levado para Roma e de lá para o restante da Europa e do mundo
Teatro na idade Média
n Mistérios
n Milagres
n Moralidades
n Soties
n Farsas
n Arremedilhos
n Momos
A Farsa
n Floresceu na França entre 1440 e 1560
n Peça curta, comicidade rústica, irreverente, crítica, leve, com improvisações
n Representadas ao ar livre, em feiras e praças, às vezes intercaladas com “ mistérios” e “ “moralidades”.
La farce de Maître Pathélin
n Autor anônimo francês, escrita entre 1460 e 1470
n Remete ao final da passagem do feudalismo para o capitalismo
n Normas de conduta e valores historicamente novos
n Usura, lucro, crédito, mais-valia
n Valores: mentalidade capitalista, lucro, exploração. logro
A Farsa do Advogado Pathélin - sinopse
A peça é uma sátira de costumes, na qual se criticam dois das
mais fortes grupos sociais da França do séc. XV : os comerciantes e os homens de
leis.
Os comerciantes são conhecidos por passarem a vida em busca do lucro e da
riqueza. Embora uns sejam mais escrupulosos que outros, todos acabam por
recorrer a pequenas trapaças ou nos preços ou nas quantidades. Também os
advogados vão fazendo as suas trafulhices recorrendo ao poder da retórica para
iludir o próximo.
A farsa do Advogado Pathelin conta a história de um advogado espertalhão que, em
momento de crise econômica para se vestir a si próprio e à mulher, resolve
aplicar um golpe a um comerciante de tecidos tão esperto quanto ele.
A peça traz à tona conflitos que afligem os homens há vários séculos, como a
falta de dinheiro, a luta pela sobrevivência, a ética, a fraude e a busca pela
justiça.
O Humanismo ou Pré-Renascimento Português
n Portugal e a estrutura social: do feudalismo aos mercadores
n Divulgação dos mestres da Antigüidade Clássica
n Incentivo às universidades e laicização da cultura
n Culto do homem
n Crônicas e histórias voltadas para a coletividade
n poesia palaciana
n Teatro popular
Gil Vicente
Teatro popular
Sátira à sociedade portuguesa
Visão religiosa moralizadora
Teatro Vicentino: características medievais
n 1. Emprego de alegorias e símbolos
n 2. Temas espirituais, bíblicos, com alusões à vida eterna
n 3. personagens populares com seus hábitos e linguagens
n 4. Personagens sobrenaturais e figuras alegóricas
n 5. Inclusão de cantigas e danças populares
n 6. Verso usado: redondilho
Teatro Vicentino: características renascentistas
n 1. Atitude crítica perante o drama social e religioso da época
n 2. Humanismo religioso condenando a perseguição aos judeus e cristãos-novos
n 3. Emprego de figuras mitológicas
Farsa de Inês Pereira - sinopse
Farsa de Gil Vicente escrita a partir do mote "mais quero asno que me leve que cavalo que me derrube", e representada pela primeira vez em 1523. A personagem principal é Inês Pereira, uma jovem casadoira, que tem de escolher entre Pêro Marques (o asno) e Brás da Mata (o cavalo). É uma sátira ao costumes da vida doméstica.
Material produzido pelo professor José Luís Salmaso – CEFET- SP