
Seu hor�rio de almo�o jamais seria o mesmo sem um fato ocorrido em agosto de 1984. Na �poca, o SBT ainda era uma rede de televis�o min�scula, e S�lvio Santos colocava no ar uma s�rie que conquistou o Brasil. Com um cen�rio simples e um humor inocente, o p�blico era apresentado ao seriado Chaves.
S�o 18 anos de exibi��o em terras tupiniquins com uma fa�anha que n�o � para qualquer um: a emissora nunca tirou o programa do ar. Respons�vel por uma das maiores audi�ncias do SBT, a atra��o briga h� anos com os telejornais vespertinos da Rede Globo, canal que j� teve muitas dores de cabe�a gra�as � atra��o. Quando Ana Maria Braga estreou na V�nus Platinada, por exemplo, no comando do Mais Voc�, que era exibido nas tardes de segunda � sexta, o IBOPE foi um dos piores de toda a hist�ria global - Chaves - primeiro lugar absoluto no hor�rio.
Criado e interpretado pelo mexicano Roberto G�mez Bola�os, o programa deu a volta ao mundo, sempre com muito �xito. No Brasil, a mania rendeu gibis e tr�s �lbuns figurinhas (sendo o primeiro publicado pela editora Globo), al�m de bonecos e um curioso acess�rio: os �culos do Chaves, um canudo feito de borracha. O l�quido passava por todas as partes do rosto at� chegar � boca. O apresentador S�rgio Mallandro gravou uma m�sica com os dubladores da s�rie, que pode ser baixada em http://www.tributoch.cjb.net.
A HIST�RIA
Chaves � um menino �rf�o que vive em uma vila e est� sempre dentro de um barril, que como disse em um epis�dio, � s� um esconderijo secreto - na verdade ele mora na casa n� 8. A vers�o original da famosa frase "Tinha que ser o Chaves de novo", que todos os personagens gritam quando o garoto apronta � "Ten�a que ser el Chavo del ocho (8)", ou, "Tinha que ser o Chaves do 8".
Certa vez, Seu Madruga (Ram�n Vald�z) preparava-se para tirar uma foto de sua filha, Chiquinha (Maria Antonieta de Las Nieves) uma garota chorona e esperta, quando algu�m surgiu atrapalhando a vis�o do homem: era Chaves, que chegara faminto � vila. A partir da�, � s� confus�o. Madruga � vi�vo, deve 14 meses de aluguel e por isso vive fugindo do senhor Barriga (Edgar Vivar), o senhorio, que por sua vez, � sempre recebido "Sem querer querendo" por uma pancada de Chaves.
Na vizinhan�a tem ainda a Dona Clotilde (Angelines Fern�ndes), "carinhosamente" apelidada pelas crian�as de Bruxa do 71 (n� de sua casa) e Dona Florinda (Florinda Meza), que vive com seu filho Quico (Carlos Villagr�n), um garoto mimado que adora exibir os brinquedos novos. Vira e mexe a vila recebe as visitas de Nhonho (tamb�m interpretado por Edgar Vivar), filho do propriet�rio do lugar; Professor Girafales (R�ben Aguirre), namorado de Florinda, e o carteiro Jaiminho (Raul Chato Padilla).
CURIOSIDADES
Bola�os � conhecido pelo apelido de Chespirito, que significa Pequeno Shakespeare. Foi o cineasta Agustin P. Delgado que apelidou o astro latino por consider�-lo talentoso e baixinho - sua altura � de 1,60m. No pa�s de origem, Chaves foi ao ar ap�s o sucesso de Chapolin (tamb�m criado e interpretado pelo ator). Bola�os se formou em engenharia, e quando jovem, sonhava em ser jogador de futebol.
Ao contr�rio do que dizem por a�, o elenco n�o morreu em um acidente a�reo. Muitos continuam vivos - e trabalhando. Os que j� faleceram s�o Ram�n Vald�z e Angelines Fern�ndes, v�timas de c�ncer de pulm�o; Hor�cio G�mez Bola�os, irm�o do autor (Godines), que sofreu um infarto, e Raul Padilla, que era diab�tico. Com a morte Ram�n e a sa�da de Carlos Villagr�n, a s�rie deixou de ser ambientada na vila - da� surgiu o restaurante de Dona Florinda.
Na vida real, ela � casada com Roberto Bola�os e j� foi namorada de Villagr�n. Os int�rpretes de Quico e Chaves ficaram muito tempo sem se falar - o motivo seria a rivalidade amorosa. Florinda � autora de muitas novelas. Entre seus trabalhos, est� La Due�a, que foi regravada no Brasil sob t�tulo Amor e �dio, com Suzy R�go no papel principal. Rub�n Aguirre, Maria Antonieta de Las Nieves e Carlos Villagr�n tem um circo cada onde encarnam os personagens que os consagraram Edgar Vivar e Chespirito trabalham com espet�culos teatrais.





