Palmeiras

Nome: Sociedade Esportiva Palmeiras

Fundação: 26 de agosto de 1914, com o nome de Palestra Itália, mudado 14 de setembro de 1942.

Mascote: Periquito.

Patrocinador: Pirelli

Estadio: Palestra Italia

Cores: Verde e branco

Simbolos:

1914 1924

19541974

Simbolo do Palmeiras feito em bronze:

Endereço: Rua Turiassu, 1840, cep 05005-000, fone (011) 263-6344, fax (011) 864-0267, Água Branca, São Paulo, SP.

Títulos: 4 campeonatos brasileiros (72. 73 93 e 94), 1 copa do Brasil (98), 2 taças Brasil (60 e 67), 2 torneios Gomes Pedrosa (67 e 69), 5 torneios Rio- São Paulo (33, 51, 65, 93 e 2000), 1 copa dos campeões (2000),1 Mundial(51) e 21 estaduais (20, 26, 27, 32, 33, 34, 36, 40, 42, 44, 47, 50, 59, 63, 66, 72, 74, 76, 93, 94, e 96), 1 copa Libertadores da América (1999).

Hino: Quando surge o alviverde imponente
No gramado em que a luta o aguarda
Sabe bem o que vem pela frente
Que a dureza do prélio não tarda

E o Palmeiras no ardor da partida
Transformando a lealdade em padrão
Sabe sempre levar de vencida
E mostrar que de fato é campeão

Defesa que ninguém passa
Linha atacante de raça
Torcida que canta e vibra

Defesa que ninguém passa
Linha atacante de raça
Torcida que canta e vibra

Por nosso alviverde inteiro
Que sabe ser brasileiro
Ostentando a sua fibra

Letra: Gennaro Rodrigues
Música: Antonio Sergi

História do Palmeiras

Fundação da Societá Sportiva Palestra Italia

O Palestra Itália foi fundado em 13 de agosto de 1914.
Porém, anteriormente, Luigi Cervo, Vicenzo Ragonetti, Luigi Emmanuelle Marzo e Ezequiel Simone tentaram convencer o clube de remo Societa dei Canotieri a formar um time de futebol italiano, pois a maior colônia em São Paulo estava sem time, enquanto as outras já tinham feito os seus, os alemães o Germânia, os ingleses o Scotch Wanderes e o Mackenzie, além dos portugueses com o Lusitano e os espanhóis com o Corinthians.
Mas,o clube não aceitou, e em 14 de agosto de 1914 o repórter Vicenzo Ragonetti publicou no jornal da colônia italiana, o Fanfulla, um chamado geral para a fundação do clube. Foram 39 os integrantes da primeira reunião da Societá Sportiva Palestra Italia.

O primeiro jogo, primeira vitória

A estrela da Real Casa de Savóia brilhava no peito dos elegantes jogadores palestrinos em sua primeira aparição, com uniforme azul e branco.

O primeiro jogo foi marcado para a arrecadação de fundos para a brigada italiana que lutava contra os alemães na Primeira Guerra. Com isso, foi marcado o jogo entre o recém inaugurado Palestra Italia, de São Paulo, e o Savóia, de Sorocaba. Já no primeiro jogo, o Palestra mostrou sua sina de campeão, vencendo o jogo contra o experiente Savóia por 2 a 0, gols de Bianco e Amílcar.

Com este símbolo, sem o "Palestra Itália" circundando, mas com os evidentes "P" e "I", iniciais do nome, o Palestra fez suas primeiras demonstrações oficiais.

Porém, logo foi adotado o tradicional símbolo do Palestra, com o Coração no centro, com "P" e "I" dentro, circundado pelas palavras "Palestra" e "Itália", e oito circulos, lembrando o mês de fundação do time, Agosto.

Porém, logo foi adotado o tradicional símbolo do Palestra, com o Coração no centro, com "P" e "I" dentro, circundado pelas palavras "Palestra" e "Itália", e oito circulos, lembrando o mês de fundação do time, Agosto.

Assim, entramos no ano de 1920 com a vontade tremenda de vencer pela primeira vez um título importante: o Paulista. O time parecia um time vice-campeão, já que em 19, 21, 22 e 23 chegou nessas colocações. Porém, com a grande quantidade de roubos contra nós, mais uma vez o time abandona o campeonato.

Voltamos somente em 1926, com a situação menos complicada, e desta vez para arrebentar. O Palmeiras entrou em campo e logo todos viram que seria o campeão: o time não perdeu nenhum ponto, e ainda seria bi-campeão no ano seguinte, o primeiro de sua história. O time seguiu tendo altos e baixos até que mais uma vez, em 1932, entra em campo para realmente apavorar. Como havia ocorrido a revolução Constitucionalista, o campeonato realizou-se em apenas um turno, o que fez com o que o Palestra tivesse a melhor campanha amadora em todos os tempos no último ano antes do profissionalismo.

Em 1933, o Palestra se tornaria o primeiro campeão profissional, e ainda fecharia seu primeiro tri-campeonato em 1934. Em 1936, o Palestra transferiria-se mais uma vez para a LPF, sendo campeão em cima do Corinthians, por 2 a 1. No ano seguinte, as duas ligas finalmente se uniriam para formarem o que atualmente é a FPF (Federação Paulista de Futebol). 1940 foi o ano da inauguração do estádio que era o símbolo do crescimento da cidade de São Paulo, o Pacaembú, e o primeiro campeão neste novo campo não poderia ser outro: Palestra, em cima do São Paulo.

Palestra se torna Palmeiras
Em 20 de Setembro de 1942, o antigo Palestra Itália, recém inaugurado Sociedade Esportiva Palmeiras entra em campo com o novo símbolo, bastante parecido ao antigo, mas sem o "I". Agora era apenas o "P", de Palmeiras.

Devido a entrada do Brasil na 2ª Guerra Mundial, foi proibida no Brasil qualquer ação que pudesse mostrar apoio aos rivais na guerra, ou seja, alemães, japoneses e italianos. Com isso, ficou proibida desde conversações nestes idiomas até nomes de fundações e sociedades, o que forçou muitos clubes da época a mudar seus nomes, como o Clube Germânia, o Palestra Itália de Belo Horizonte (atual Cruzeiro) e o nosso Palestra Itália de São Paulo.
A primeira tentativa foi de apenas uma pequena mudança no nome, alterando-o para Palestra São Paulo, mas este nome não foi aprovado, e após longas discussões chegou-se ao consenso de Sociedade Esportiva Palmeiras

time entrou em campo em 20 de Setembro de 1942, com o novo símbolo em sua camisa e carregando uma grande bandeira brasileira, mas todos sabiam que continuava a ser o vencedor. Com isso, mais uma vez o time venceu sua partida inaugural, desta vez colocando 3 a 1 no São Paulo, abrindo caminho para a primeira taça do recém-formado Palmeiras: o Campeonato Paulista.

Este time de 1942 já mostrava dois dos maiores heróis da história palmeirense: Oberdã Catani e Waldemar Fiume. O primeiro foi, juntamente a Leão o principal goleiro do Palmeiras de todos os tempos, e o segundo, chamado de Pai da Bola, jogador de múltiplas funções, passou toda a carreira no Palmeiras: mais de uma década e meia. A década de 40 foi de uma hegemonia entre Palmeiras e São Paulo, que deixaram o Corinthians 10 anos na fila. Vencemos nos anos de 40, 42, 44 e 47.

A Grande Conquista

1949 foi o ano em que o Palmeiras trouxe direto do Flamengo o perseguido Jajá. Jogador leve, tornou-se odiado pela imprensa carioca e torcida da Gávea, transferindo-se para o Palmeiras, onde se fixou e fez história.

No ano seguinte, vencemos o Torneio Início, o Paulista, a Taça Cidade de São Paulo - disputada entre Palmeiras, São Paulo e Corinthians -, o Rio-São Paulo no início de 51 e por fim, o Campeonato Mundial da época, a Taça-Rio, disputada sempre pelas maiores potências futebolísticas do mundo.

Em 1950, a Copa do Mundo foi realizada no Brasil, e a grande final marcada para o grandioso Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. Porém, no jogo final entre Brasil e Uruguai, diante de 200.000 espectadores ansiosos por comemorar a vitória brasileira, o Uruguai ficou com a Taça, vencendo por 2 a 1.

No ano seguinte, fora organizada a Copa Rio, no Rio de Janeiro. Os times participantes, a elite do futebol mundial, eram o Olimpique de Nice (França), o Estrela Vermelha (Iuguslávia), a Juventus (Itália), o Palmeiras, o Vasco da Gama, o Sporting Lisboa (Portugal), o Áustria Viena (Áustria) e o Nacional de Montevidéu (Uruguai).
O Palmeiras tinha em seu grupo o Olimpique, o Estrela Vermelha, e a Juventus. Vencemos o primeiro por 3 a 0 e o segundo por 2 a 1. Porém, o time italiano nos aterrorizou goleando por 4 a 0. Mesmo assim, passamos para as semi-finais, na qual pegamos o Vasco e vencemos por 2 a 1 o primeiro jogo e empatamos o segundo em 0 a 0. Com isso, chegamos à grande final, contra a temível Juventus, que havia nos goleado na primeira fase.
O time do Palmeiras foi apoiado por todo o Brasil, sendo visto como o vingador da terrível derrota da seleção no ano anterior. Com isso o Maracanã se encheu para ver a primeira final, que foi vencida pelo Palmeiras por 1 a 0, gol de Rodrigues. Assim, um empate já bastava para sagrar o Palmeiras campeão mundial.
Novamente em um Maracanã lotado foi realizada a segunda final, mas parecia que o Maracanã estava marcado para ser o túmulo do futebol brasileiro, pois a Juventus saiu na frente, com gol de Praest. Mas no segundo tempo Rodrigues Tatu empatou o jogo, mas os italianos viraram a partida com Boniperti. Porém, no finalzinho do jogo, Liminha empatou o jogo para o Palmeiras, que viu-se campeão da Taça Rio, campeão mundial de 1951!

A Primeira Academia
Já no final da década de 50, o Palmeiras, tantas vezes campeão paulista, e até mundial, mudou para seu atual símbolo, lembrando o do antigo Palestra.

Entretanto, após o maravilhoso ano de 51, o Palmeiras enfrentou um período de oito anos de fila, para só voltar a ser campeão em 1959, já com o time todo reformulado e com o novo ídolo da torcida: Djalma Dias, o primeiro da Primeira Academia. O título veio contra o temível Santos de Pelé, em um 2 a 1, com gol do Rei.

nome "Academia" dado ao time do Palmeiras dos anos 60 se deu devido ao fato de que os seus jogos não eram meras partidas de futebol, eram verdadeiras aulas, com mestres da bola em campo.

O grande mestre, maestro de tantos craques, do único time que conseguia bater o Santos de Pelé, era Ademir da Guia, filho de famoso pai, jogador de futebol, Domingos da Guia. Ademir, de passos largos que lhe davam um ar de leveza, e calado, permaneceu por quase um quarto de século no meio-de-campo palmeirense.

O time comandado pelo mítico Osvaldo Brandão, consistia de Valdir de Moraes, goleiro; Djalma Dias e Waldemar Carabina, zagueiros; Djalma Santos, lateral-direito; Ademir da Guia, Julinho, Zequinha, e Vicente Arenari. No ataque: Servílio, meia-atacante; Vavá, destaque da seleção de 58 e 62; e Gildo, ponta-direita recordista com o gol mais rápido do futebol brasileiro: 9 segundos. Para completar o time, ainda chegaram ao decorrer da Academia: Ferrari, Minuca, Ademar Pantera, Luisito Artime, Tupãzinho, Rinaldo e Dudu.

Este time foi campeão da Taça Brasil de 1960, Torneio de Florença e de Guadalajara em 63, Rio-São Paulo de 65, Paulista de 63 e 66, Taça Brasil e Roberto Gomes Pedrosa no mesmo ano: 67.

Este time, admirado por todos, e apenas menos temido do que o Santos de Pelé, Pepe e cia, foi chamado em 1965 pela CBD (Confederação Brasileira de Desportos - antecessora da CBF) para ser a seleção brasileira na inauguração do Mineirão. Uma homenagem única, a primeira e única vez em que um time inteiro, com reservas e tudo, representou a seleção brasileira. Além disso, foi a única vez em que um estrangeiro foi técnico da seleção brasileira: Filpo Nuñes, argentino.

A Segunda Academia
No final dos 60, a Academia precisava de mudanças, e as primeiras que vieram foram com a chegada de Rubens Minelli como treinador e um novo grande goleiro: Leão, de apenas 18 anos.

A Terceira Academia Alviverde
Durante toda a década de 80, o Palmeiras viu-se em uma longa fila atrás de títulos, que sempre parava perto das taças, ou como vice-campeão ou próximo disso. Com isso, a torcida e os corneteiros do Parque foram ficando mais e mais nervosos com a falta de títulos, já que qualquer craque formado no Brasil era logo vendido para o exterior, ou seja, nunca tínhamos craques no time.

Porém, a situação mudou por completo quando, em 1992 o Palmeiras recebeu uma proposta da multinacional italiana Parmalat que via no Palmeiras o vínculo para entrar no mercado brasileiro. A empresa precisava aumentar mercado e a gente de dinheiro, juntamos o útil ao agradável.

Trazendo consigo toda uma modernidade que faltava ao futebol brasileiro, e que posteriormente foi copiada por vários times, a Parmalat trouxe ares novos para os Jardins Suspensos, mudando a camisa de jogo do tradicional verde esmeralda para um verde mais claro, com listras brancas e tons e azul. Além disso, a diretoria se modernizava, não existiam mais os mandos e desmandos, pois um diretor remunerado da multinacional fazia parte agora do comando da Sociedade, impedindo o livre-arbítrio. Com isso, surgiram dois símbolos desta nova era: a nova camisa e Luis Carlos Brunoro

 

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