Servus

          
            Tão importante quanto caminhar é ter um tempo de parar. Aquele que sempre caminha e não se permite parar, ao cabo de um tempo, não sentirá mais forças, tampouco  encontrará sentido em perseguir um objetivo porque, minadas as forças, desejo seu será o de descontinuar.
             Em algum ponto, eu preciso ter as minhas forças renovadas. Em algum ponto eu preciso considerar certos posicionamentos. É tempo, pois, de levar a sério certos questionamento. Eu não posso mais protelar, como se de sério nada estivesse acontecendo. Há certas coisas em mim que dão sinais de que algo está morrendo,  disse anteriormente, e há certas coisas em mim que dão sinais de que algo de novo está surgindo, vivendo, amanhecendo. Há coisas antigas com as quais ando ainda me preocupando e assim vão se passando os dias, os meses, anos. Algo dentro de mim, eu sinto estar mudando. A continuar da forma como está, não sei se  suportarei até quando. Por isso é preciso ater-me ao que sinto, certas convicções  que estão surgindo,  em relação as quais eu preciso viver e sentir estar interagindo.
             Há certas coisas que precisam amadurecer. Não terei que me precipitar, para não sofrer nem fazer sofrer. Mas, no compasso de espera, não posso mais estar.  É preciso um novo tempo de graça e de verdade; tempo da paz que tanto almejo, que ponha fim a essa aridez; tempo em que a verdade afinal de contas, terá vez.
             É tempo de recomeçar. É tempo de dar um tempo a quem todo tempo já te deu. É tempo de pensar na medida certa que fará bem a ti e aos teus. Quem empreende uma longa caminhada sabe quando é chegado o tempo também de parar.
             Há um sentido mais forte na vida para se viver do que apenas produzir, consumir e gastar ou mesmo poupar. Por isso neste primeiro exercício que vais fazer agora, responde a estas primeiras perguntas: Em relação a que eu já me sinto no adiantado da hora? Isto significa admitir coisas em relação às quais um posicionamento eu já deveria ter tomado. O tempo está passando e enquanto não me decido, um desgaste vai me tomando e sei eu se suportarei isto até quando? Por outro lado, em relação a que coisas eu me sinto nascendo? O que vai dando em mim sinais de esperança? O que vai pondo fim às minhas ânsias? O que me vai trazendo serenidade? O que me mostra de que sou capaz? Afinal de contas o Senhor me criou para a alegria, não para cultivar meus ais. É preciso então considerar esse momento de agora, no duplo aspecto da questão:
negativa ou positivamente. Tudo tem os dois lados. Eu estou vivendo que momento agora? Já estou em que adiantado da hora? E ainda quais os elementos que estão nascendo que preciso cultivar, para os quais eu preciso me voltar? Sobre isto agora eu vou pensar.  E como texto, agora diremos: Is 43, 10-13, que vai orientar a nossa oração, a nossa reflexão. Esse texto vai orientar os nossos pensamentos, os nossos momentos.  Não te esqueças de escrever. Não esqueças de rezar, pedir.  Todavia  muito importante é, também, agradecer. O Senhor está contigo: presta bem atenção ao que te digo. É preciso agora te reabastecer. Do contrário, força te faltará e o fim para o qual te destinaste, com certeza, não vais alcançar.  Agora é tempo de silêncio, ou melhor de silenciar
           Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.
 
            Extraído do livro Servus vol. III, nº 1 de Airton Freire.
 
 

                                                          

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