Uma por uma, vais dedilhando as fibras de
minha alma com a maestria de quem toca o
instrumento que lhe tenha saído das
mãos.
Como quem saboreia da fonte que faz jorrar,
matas minha sede e eu te agradeço.
Como quem conhece as trilhas por onde passo,
evitas os desvios, defendes-me de que eu
caia.
E eu reconheço.
Como quem empreende uma jornada,sem saber, ao
certo, a forma como ela vai terminar, eu
caminho em tua presença.
Certeza única eu tenho: se, no percurso, já
Te pressinto, no final, na certa, eu Te
encontrarei.
Extraído do livro Preces ao Pai de
Airton Freire.
Pág. 76, Nº.51
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