Quero Te pedir: daquela dor que passa e adormece sem dar sinais de partida, tem piedade e, na dor conforta. No frio que chega, sem dar antes, anúncio de chegada, ouve: no frio, agasalha. Veste o nu, quando despido de si próprio estiver. Sobretudo, não o exponhas à vergonha de experimentar, amiúde, a dor de seus próprios limites.
Com Tua pureza, lava o impuro, por inteiro, como faz a água à terra seca do sertão, fecunda-a. Reanima o triste, soergue o abatido, apóia o fraco, cura o enfermo, liberta o cativo. Devolve a alegria ao rosto de quem perdeu a paz.
Soergue o abatido, para que, à semelhança dos que rastejam, não se arrastem por terra. Apóia o fraco, para não sofrer abusos, em razão de sua fraqueza. Cura o enfermo e revigora-lhe a vitalidade. Liberta os cativos, sobretudo os que tiverem sido postos em cadeias, por amor à justiça.
Sê nosso Libertador e nós seremos Teus.
Extraído do livro Preces ao Pai nº 39 págs: 56 e 57 de Airton Freire.
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