Uma promessa 

O momento , após a oração, era de profunda comoção. Como  se o Senhor, a quem tinham rezado, pela boca de Filêmon falasse , concluiu Filêmon  sua fala, com esta promessa:                                                                               Minha promessa é de viver sempre contigo, ao teu lado, em qualquer situação, mesmo nos perigos.           A promessa que te faço é de fidelidade, para que, entre nós, os laços de lealdade sejam fortalecidos.                      A promessa que te faço é que não te deixarei de lado,  que viverás sempre sob os meus cuidados.                         A promessa que te faço é de ficar contigo.  Acompanhar-te nos momentos significativos de tua vida.  Ao teu lado,  eu estarei quer na chegada quer na partida.  No pranto, no riso, na dor, serei para ti teu grande amor, teu primeiro amor, teu maior amor; maior que todos os teus amores. Maior que todas as tuas dúvidas, dissipações, dores. Maior que tudo que há em ti.                                                                                                             A promessa que te faço é de viver para ti, por ti; de não te causar dissabores.  Ao te deitares, ao te levantares, ao andares, ao respirares, eu estarei contigo, serei teu confidente, teu amigo. Tua mais terna e segura presença, silenciosa eloqüência eu serei junto a ti.          Não te sufocarei, não te maltratarei.  Não tolherei tua espontaneidade. Tu, por tua vez, me amarás na liberdade. Sendo nós um para o outro o que fui, primeiramente, para ti.                                                                         Farei de ti meu maior encanto, tu me encontrarás em todos os cantos onde do amor se falar, onde ao amor se cultuar, onde ao amor se servir.                                                À medida de tua confiança, eu me revelarei.  O teu nome, como só eu chamo, eu chamarei. Eu te farei meu escolhido, minha escolhida.  Chamar-te-ei  amigo, amiga, filho, filha. Para ti muito serei.                      Quando me chamares, eu te responderei. Quando me procurares, ali estarei. Quando de mim necessitares, de pressa eu irei. Com amor nunca dantes amado eu te amarei. Como por ninguém nunca cuidado, de ti eu cuidarei. Levar-te-ei nos braços para que não caias. Colocar-te-ei no chão para que caminhes com teus próprios pés. Afastarei de ti perigos, afim de que não sofras nenhum revés. Na chuva, não te inundarás. No calor não te queimarás. Na frieza não te resfriarás. Eu estarei contigo, por sobre ti, ao lado e por todos os lados. Ouvirei teus mais íntimos desabafos, tuas mais secretas confissões. Meu coração junto ao teu fará morada. Livrar-te-ei das artimanhas da ilusão. Aproximar-te-ás de mim e me conhecerás em minha intimidade e conhecerás meu amor nunca dantes por outro revelado. Viverás por mim; eu viverei em ti. E após teus anos de existência na terra dos homens, eu te chamarei de vez para mim. Tu me conhecerás e eu me revelarei. Tua felicidade, para sempre, serei. Farás parte de minha grei. E para todo o sempre te amarei. Dar-te-ei a coroa dos eleitos, por teres persistido na confiança, fazendo jus a bem-aventurança que no teu coração depositei.                                                                                     Tal promessa eu cumprirei a ti.
Extraído do livro: Lançaremos Redes - págs.  172 a 175 de Airton Freire.

                                                 

 

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