O Amor
Filêmon,
fala-nos sobre o amor, pediu um jovem que por ali
passava.
Assim
Filêmon respondeu:
O amor é
condição para se viver.
Sem amor
poderias sobreviver, preencher os teus dias, dia após
dia, com coisas que com o amor não teria a ver. Isto
poderia até acontecer. todavia, não viverias,
vegetarias, suportarias os dias até que mais dias não
tivesses a teu favor, nem a teu favor nada mais pudesses
ter.
Só o amor
pode toca no mais fundo da alma e transformá-la onde só
ele é possível até ali descer. O amor rima com
realização, o amor rima com gratidão e com perdão, o
amor rima com o que mais urgente tu procuras, quando
julgas tudo já ter encontrado. E quando o teu peito
prorrompe em intensa procura, é, na verdade, ao amor que
buscas, os seus cuidados. E quando não o encontras, tu
colocas em seu lugar substitutos, quase sempre
inadequados que, se te tranqüilizam, não te deixam,
contudo, realizado. Por isso, que em teus atos seja o
amor dado expressão. Em assim procedendo, toda a dúvida
será
dirimida de
que o amor mais intensamente brilha quanto mais escuro,
em derredor, houver de estar.
Onde o amor
acontecer, a unidade terá lugar, e algo de sério, sólido
e bonito ali se iniciará. E onde, um dia, ele vier a
faltar, de constante, de firme, sereno ali se
passará. Continuidade alguma sem ele haverá. Se em ti o
amor não houver mais de se encontrar,farás tu o que
fizeres, estejas tu com quem estiveres e, mesmo
assim solidão acompanhada viverás.
"O Amor é
vida, é a origem de todas as lutas, de todas as
vitórias."
Considera ,
pois esta questão: onde o amor vier a faltar, emergirá
dali a mais abrupta e total cegueira, força
incontolável de destruição.
Extraído do
Livro: Lançaremos Redes, págs. 40 a 42 de