| 6- Santa Clara, Padroeira da televis�o Santa Clara, padroeira da televis�o Que o menino de olho esperto saiba ver tudo Entender certo o sinal certo se perto do encoberto Falar certo desse perto e do distante porto aberto Mas calar Saber lan�ar-se num claro instante Santa Clara, padroeira da televis�o Que a televis�o n�o seja o inferno, interno, ermo Um ver no excesso o eterno quase nada (quase nada) Que a televis�o n�o seja sempre vista Como a montra condenada, a fenestra sinistra Mas tomada pelo que ela � De poesia Quando a tarde cai onde o meu pai Me fez e me criou Ningu�m vai saber que cor me d�i E foi e aqui ficou Santa Clara Saber calar, saber conduzir a ora��o Possa o v�deo ser a cobra de outro �den Porque a queda � uma conquista E as mir�ades de imagens suic�dio Possa o v�deo ser o lago onde Narciso Seja um deus que saber� tamb�m Ressuscitar Possa o mundo ser como aquela ialorix� A ialorix� que reconhece o orix� no an�ncio Puxa o canto pra o orix� que v� no an�ncio No caub�i no samurai no mo�o nu na mo�a nua No animal na cor na pedra v� na lua v� na lua Tantos n�veis de sinais que l� E segue inteira Lua clara, trilha, sina Brilha, ensina-me a te ver Lua, lua, continua em mim Luar, no ar, na TV S�o Francisco |