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                  Woodstock à portuguesa 

O Festival de Vilar de Mouros é o mais antigo do país. Este ano, comemora 30 anos, seis edições e um diário repleto de histórias de corar e sorrir 



Tudo começou em 1971, dois anos após o Woodstock. A Europa fervilhava no sonho hippie. Portugal vivia os últimos anos da ditadura. Modas e ideias de vanguarda demoravam a atravessar as fronteiras lusas. A ideia do festival parte de António Augusto Barge. Este propõe a realização de um festival para comemorar o IX centenário da doação de Vilar de Mouros à Sé de Tuy. 
A comemoração torna-se no maior festival jamais visto em Portugal. Um acto de rebeldia, inédito num país sob o jugo de uma ditadura. O primeiro Festival de Vilar de Mouros sobrevive no imaginário da nação. Vilar de Mouros ganha fama de “Woodstock português” e, idilicamente, torna- se no símbolo do Maio de 68 que o país não viveu. 

1971 

Mais de 30 mil pessoas rumam a Vilar de Mouros. A 8 de Agosto o festival dá o seu primeiro acorde. Do dia para a noite, a pequena e até então desconhecida aldeia minhota converte-se num gigantesco acampamento feito de jovens e pregões de liberdade. 

Elton John e Manfred Mann – ídolos da juventude de então – deslocam-se a Portugal e fazem as delícias de uma geração. O público está ao rubro. Amália Rodrigues, Duo Ouro Negro, Quarteto 1111 são outras das atracções do evento. 

Zeca Afonso e Adriano Correia de Oliveira – cantores nas más graças dos dirigentes políticos - são impedidos de tocar. E assim se faz o primeiro Vilar de Mouros. 

1981 

Onze anos depois, Vilar de Mouros transforma- se novamente em palco e acampamento. De 31 de Julho a 8 de Agosto, esta pequena localidade do Alto Minho volta a ser notícia. O evento caracteriza-se, mais uma vez, pela heterogeneidade. Música erudita, rock, blues, jazz, teatro, fado, foclore e fogo de artifício convivem no mesmo espaço. 

Esta edição é enriquecida pela presença de U2, Sinfonia Concertante do Maestro Victorino d’Almeida, Já Fumega, Heróis do Mar e Carlos Paredes. 

1996 

Passados 14 anos, Vilar de Mouros volta a apresentar cartaz. Uma vez mais, a pacata localidade é arrancada da tranquilidade quotidiana. O local converte-se no recinto de um novo festival. 

O cenário campestre, rústico agrada a todos. Mais de 40 mil pessoas assistem ao evento. Pato Banton, Kussundolola, Primitiv Reason, Madre Deus, Xutos e Pontapés e Tinderstickes sobem ao palco do já mítico festival. 

1999 

Melhorias significativas nas instalações marcam esta edição do festival. A organização alarga a área do recinto e aumenta o número de palcos de dois para quatro. Rock, música contemporânea, jazz, cinema e teatro continuam a fazer o cartaz. 

Entre 17 e 22 de Agosto, passam por Vilar de Mouros os conhecidos Silence4, Eagle Eye Cherry e Pretenders, entre outros. 

2000 

Em equipa de sucesso não se mexe. O festival continua a dar espaço ao teatro, ao cinema e ao jazz. Milhares de pessoas acorrem ao festival. É em terras minhotas que, mais uma vez, o Verão português tem o seu apogeu. 

Alanis Morissete, Sonic Youth, Shunk Anansie, Iron Maiden, Lúcia Moniz e Rui Veloso são alguns dos músicos que actuam nos palcos do evento. 

Um festival com história. E muitas histórias para contar. Há quem tenha ido a todas as edições do festival e até quem tenha ganho vida numa das edições.   

 

   

 

 

 

 

 

 

 

 

                                               

 

                               

                                          

                                      

 

 

 

                                                                   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Informações retiradas do Portal Clix.

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