E
l g a r
(1857-1934)

Edward William Elgar nasceu em Broadheath, próximo a Worcester (Inglaterra), em
2 de junho de 1857. Autodidata (salvo algumas lições tardias de violino com
Politzer), iniciou-se na música com seu pai, que era organista e comerciante de
música em Worcester. Foi assim que aprendeu órgão, violino e fagote, que
conseguiu obter alguns empregos em orquestras locais e que se tornou substituto
de seu pai no órgão na igreja de St. George, antes de lhe suceder, em 1885.
Nesse tempo, escreveu apenas obras sem importância. Só as 32 anos se dedicou por
inteiro à composição. Adquiriu rapidamente uma grande reputação no seu país
natal, sobretudo depois das primeiras audições das Variações sobre um tema
original – Enigma (1899) e do oratório O sonho de Gerontius (festival de
Birmingham, 1900), ambas sob a direção de H.Richter, que foi seu amigo e
intérprete fiel. Elgar morreu em Worcester, em 23 de fevereiro de 1934.
Elgar foi considerado pelos ingleses, a partir do século XX, como um dos maiores
compositores do seu tempo. Suas obras começaram a aparecer regularmente nos
programas britânicos, ao mesmo tempo que era quase desconhecido no resto da
Europa. Estas duas atitudes extremas são igualmente injustificadas. A obra de
Elgar, onde se nota a influência de Wagner e de Brahms, compreende grandes
páginas, altamente inspiradas (sobretudo, em O sonho de Gerontius, Enigma,
Falstaff, Concerto para violoncelo) ao lado de longos e fastidiosos
desenvolvimentos.
Deixou ainda o oratório Os apóstolos, hinos, numerosos coros a capela, música de
cena, 2 sinfonias, um concerto para violino, um quinteto para piano, um quarteto
para cordas, numerosas melodias.